<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Curso Gratuito de Português &#187; Literatura</title>
	<atom:link href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/literatura/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://cursodeportugues.blogarium.net</link>
	<description>Descobrindo o prazer de aprender</description>
	<lastBuildDate>Tue, 26 Jan 2010 18:06:33 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.1</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" />
		<item>
		<title>O que &#233; metalinguagem?</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-metalinguagem/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-metalinguagem/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 19:53:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Metalinguagem]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cursodeportugues.blogarium.net/?p=719</guid>
		<description><![CDATA[Segundo a defini&#231;&#227;o do dicion&#225;rio Aur&#233;lio, metalinguagem &#233; a “linguagem utilizada para descrever outra linguagem ou qualquer sistema de significa&#231;&#227;o: todo discurso acerca de uma l&#237;ngua, como as defini&#231;&#245;es dos dicion&#225;rios, as regras gramaticais, etc.”
Por exemplo, a chamada NGB, ou Nomenclatura Gramatical Brasileira, faz exatamente esse trabalho metaling&#252;&#237;stico de nomea&#231;&#227;o e descri&#231;&#227;o da nossa l&#237;ngua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p>Segundo a defini&ccedil;&atilde;o do dicion&aacute;rio Aur&eacute;lio, <strong>metalinguagem</strong> &eacute; a “linguagem utilizada para descrever outra linguagem ou qualquer sistema de significa&ccedil;&atilde;o: todo discurso acerca de uma l&iacute;ngua, como as defini&ccedil;&otilde;es dos dicion&aacute;rios, as regras gramaticais, etc.”</p>
<p>Por exemplo, a chamada NGB, ou Nomenclatura Gramatical Brasileira, faz exatamente esse trabalho metaling&uuml;&iacute;stico de nomea&ccedil;&atilde;o e descri&ccedil;&atilde;o da nossa l&iacute;ngua com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fon&eacute;tica, morfologia e sintaxe.</p>
<p>Hoje em dia o significado de metalinguagem est&aacute; ainda mais expandido; uma metalinguagem pode ser usada para descrever qualquer outra linguagem, como por exemplo as linguagens no campo da inform&aacute;tica.</p>
<p>Mais exemplos: o verbo <strong>correr </strong>significa apressar-se, mover-se com rapidez; <strong>corro </strong>&eacute; a primeira pessoa do singular do presente do indicativo deste verbo (an&aacute;lise morfol&oacute;gica dessa forma verbal).<strong> </strong></p>
<p><strong>Substantivo</strong> &eacute; uma palavra ou nome que denomina um ser, um objeto, uma qualidade, ou estado de alguma coisa.</p>
<p>E assim por diante. Basta abrir uma gram&aacute;tica e estudar qualquer parte dela para ver que as descri&ccedil;&otilde;es s&atilde;o a metalinguagem na pr&aacute;tica.</p>
<p>Quando tratamos de obras liter&aacute;rias, tamb&eacute;m usamos termos para analis&aacute;-las e descrev&ecirc;-las, como romance, novela, conto, est&oacute;rias, epop&eacute;ias, e v&aacute;rios outros tipos de poemas:  odes, elegias, baladas, rond&oacute;s, etc, como podemos ver em nossa s&eacute;rie sobre <strong><a title="ir para versifica&ccedil;&atilde;o" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-portuguesa-brasileira/" target="_blank">versifica&ccedil;&atilde;o em l&iacute;ngua portuguesa</a></strong>.</p>
<p>H&aacute; uso de metalinguagem inclusive quando um poeta escreve um poema para falar de como se faz um poema. Como &eacute; o caso de <strong>Jo&atilde;o Cabral de Melo Neto</strong> em seu poema <strong>Catar Feij&atilde;o</strong>, do livro <em>A Educa&ccedil;&atilde;o Pela Pedra</em>, de 1965:</p>
<p>1.</p>
<p>Catar feij&atilde;o se limita com escrever:<br />
joga-se os gr&atilde;os na &aacute;gua do alguidar<br />
e as palavras na folha de papel;<br />
e depois, joga-se fora o que boiar.<br />
Certo, toda palavra boiar&aacute; no papel,<br />
&aacute;gua congelada, por chumbo seu verbo:<br />
pois para catar esse feij&atilde;o, soprar nele,<br />
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.</p>
<p>2.</p>
<p>Ora, nesse catar feij&atilde;o entra um risco:<br />
o de que entre os gr&atilde;os pesados entre<br />
um gr&atilde;o qualquer, pedra ou indigesto,<br />
um gr&atilde;o imastig&aacute;vel, de quebrar dente.<br />
Certo n&atilde;o, quando ao catar palavras:<br />
a pedra d&aacute; &agrave; frase seu gr&atilde;o mais vivo:<br />
obstrui a leitura fluviante, flutual,<br />
a&ccedil;ula a aten&ccedil;&atilde;o, isca-a como o risco.</p>
</div><!-- fim mwordstext --><div style='clear:both'></div>	<p></p>
	<hr noshade style="margin:0;height:1px" />
	<p>&copy; Prof. Gentil for <a 
href="http://cursodeportugues.blogarium.net">Curso Gratuito de Português</a>, 2010. |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-metalinguagem/">Permalink</a> |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-metalinguagem/#comments">No comment</a></p>
	<p>Add to <a 
href="http://del.icio.us/post?url=http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-metalinguagem/&amp;title=O que &eacute; metalinguagem?">del.icio.us</a></p>
	<p>Search blogs linking this post with <a 
href="http://www.technorati.com/search/http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-metalinguagem/" title="Search on 
Technorati">Technorati</a></p>
	<p>Want more on these topics? Browse the archive of posts filed 
under <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/linguagem/" title="Ver todos os posts em Linguagem" rel="category tag">Linguagem</a>,  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/literatura/" title="Ver todos os posts em Literatura" rel="category tag">Literatura</a>.</p>
        <p><a href="http://latin3.directtrack.com/z/0/CD110/&p=8"><img border=0 src="http://latin3.directtrack.com/rotator/CD110/8&keyword="></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-metalinguagem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Lan&#231;ado o site Poesia de Whitman</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/lancado-o-site-poesia-de-whitman/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/lancado-o-site-poesia-de-whitman/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 18:11:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cursodeportugues.blogarium.net/?p=568</guid>
		<description><![CDATA[Caros leitores,
rec&#233;m lancei o site Poesia de Whitman, onde estou publicando a obra po&#233;tica do poeta norte-americano Walt Whitman: Folhas de Relva, traduzida por mim.
Boa leitura,
Gentil
	
	
	&#169; Prof. Gentil for Curso Gratuito de Portugu&ecirc;s, 2009. &#124;
	  Permalink &#124;
	  No comment
	Add to del.icio.us
	Search blogs linking this post with Technorati
	Want more on these topics? Browse the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p>Caros leitores,</p>
<p>rec&eacute;m lancei o site <a title="folhas de relva" href="http://poesiadewhitman.com/" target="_blank">Poesia de Whitman</a>, onde estou publicando a obra po&eacute;tica do poeta norte-americano <strong>Walt Whitman: <em>Folhas de Relva</em></strong>, traduzida por mim.</p>
<p>Boa leitura,</p>
<p>Gentil</p>
</div><!-- fim mwordstext --><div style='clear:both'></div>	<p></p>
	<hr noshade style="margin:0;height:1px" />
	<p>&copy; Prof. Gentil for <a 
href="http://cursodeportugues.blogarium.net">Curso Gratuito de Português</a>, 2009. |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/lancado-o-site-poesia-de-whitman/">Permalink</a> |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/lancado-o-site-poesia-de-whitman/#comments">No comment</a></p>
	<p>Add to <a 
href="http://del.icio.us/post?url=http://cursodeportugues.blogarium.net/lancado-o-site-poesia-de-whitman/&amp;title=Lan&ccedil;ado o site Poesia de Whitman">del.icio.us</a></p>
	<p>Search blogs linking this post with <a 
href="http://www.technorati.com/search/http://cursodeportugues.blogarium.net/lancado-o-site-poesia-de-whitman/" title="Search on 
Technorati">Technorati</a></p>
	<p>Want more on these topics? Browse the archive of posts filed 
under <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/literatura/" title="Ver todos os posts em Literatura" rel="category tag">Literatura</a>.</p>
        <p><a href="http://latin3.directtrack.com/z/0/CD110/&p=8"><img border=0 src="http://latin3.directtrack.com/rotator/CD110/8&keyword="></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cursodeportugues.blogarium.net/lancado-o-site-poesia-de-whitman/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sobre versifica&#231;&#227;o em l&#237;ngua portuguesa (12)</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-12/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-12/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 23:01:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Versificação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cursodeportugues.blogarium.net/?p=557</guid>
		<description><![CDATA[H&#225; em nossa l&#237;ngua formas tradicionais de composi&#231;&#227;o po&#233;tica. Vamos nomear e exemplificar cada uma delas. As mais famosas s&#227;o o soneto, a can&#231;&#227;o e a balada. Estas duas &#250;ltimas vivem hoje principalmente atrav&#233;s dos letristas e compositores da m&#250;sica popular.
E o soneto, mesmo sendo uma forma ultrapassada, como diriam os modernistas, sempre encontrar&#225; algum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p>H&aacute; em nossa l&iacute;ngua formas tradicionais de composi&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica. Vamos nomear e exemplificar cada uma delas. As mais famosas s&atilde;o o <strong>soneto, a can&ccedil;&atilde;o e a balada</strong>. Estas duas &uacute;ltimas vivem hoje principalmente atrav&eacute;s dos letristas e compositores da m&uacute;sica popular.</p>
<p>E o soneto, mesmo sendo uma forma ultrapassada, como diriam os modernistas, sempre encontrar&aacute; algum poeta rom&acirc;ntico que vai querer expressar seus sentimentos atrav&eacute;s dele. Mas h&aacute; outros tipos de composi&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica, menos conhecidos, como <strong>o madrigal, a elegia, a &eacute;gloga, o rond&oacute;, a ode e o epigrama.</strong></p>
<p>Come&ccedil;amos ent&atilde;o por uma brev&iacute;ssima alus&atilde;o hist&oacute;rica ao soneto. Especialistas garantem que Giacomo Lentini, que viveu e escreveu na segunda metade do s&eacute;culo XIII, &eacute; o verdadeiro criador do soneto, embora outros afirmem que tenha sido inventado por Girard de Borneuil, um trovador franc&ecirc;s de Limoges, para s&oacute; da&iacute; essa forma po&eacute;tica ser transportada &agrave; It&aacute;lia.</p>
<p>Lendas ou hist&oacute;rias &agrave; parte, &eacute; de conhecimento comum que o mais antigo e famoso sonetista foi Francesco Petrarca, que escreveu 317 sonetos (TREVISAN, 2001).</p>
<p>Muitos grandes poetas de muitas nacionalidades escreveram sonetos, como por exemplo, <strong>Dante, Shakespeare, Mallarm&eacute;, Quevedo, Cervantes, Cam&otilde;es, S&aacute; de Miranda, Greg&oacute;rio de Matos, Cl&aacute;udio Manoel da Costa, Olavo Bilac, Alberto de Oliveira, Cruz e Souza, Augusto dos Anjos, M&aacute;rio Quintana, Vin&iacute;cius de Moraes</strong> e muitos outros.</p>
<p>O soneto &eacute; composto de 14 versos, distribu&iacute;dos em duas quadras, ou quartetos, e dois tercetos, rimados ou n&atilde;o. H&aacute; muitos sonetos famosos em nossa l&iacute;ngua, como o <strong>Soneto da Fidelidade, </strong>de<strong> Vin&iacute;cius de Moraes</strong>, ou o <strong>Amor &eacute; Fogo que Arde Sem se Ver</strong>, de <strong>Lu&iacute;s de Cam&otilde;es</strong>.</p>
<p>***<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="265" height="265" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/6UcRvoFI8a4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="265" height="265" src="http://www.youtube.com/v/6UcRvoFI8a4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
***</p>
<p>De tudo, ao meu amor serei atento<br />
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto<br />
Que mesmo em face do maior encanto<br />
Dele se encante mais meu pensamento.</p>
<p>Quero viv&ecirc;-lo em cada v&atilde;o momento<br />
E em louvor hei de espalhar meu canto<br />
E rir meu riso e derramar meu pranto<br />
Ao seu pesar ou seu contentamento.</p>
<p>E assim, quando mais tarde me procure<br />
Quem sabe a morte, ang&uacute;stia de quem vive<br />
Quem sabe a solid&atilde;o, fim de quem ama</p>
<p>Eu possa me dizer do amor (que tive):<br />
Que n&atilde;o seja imortal, posto que &eacute; chama<br />
Mas que seja infinito enquanto dure.</p>
<p>***<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="268" height="260" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/QYXc6ZvD4o0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="268" height="260" src="http://www.youtube.com/v/QYXc6ZvD4o0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
***<br />
<strong>Amor &eacute; fogo que arde sem se ver</strong></p>
<p>Amor &eacute; fogo que arde sem se ver;<br />
&Eacute; ferida que d&oacute;i e n&atilde;o se sente;<br />
&Eacute; um contentamento descontente;<br />
&Eacute; dor que desatina sem doer;</p>
<p>&Eacute; um n&atilde;o querer mais que bem querer;<br />
&Eacute; solit&aacute;rio andar por entre a gente;<br />
&Eacute; nunca contentar-se de contente;<br />
&Eacute; cuidar que se ganha em se perder;</p>
<p>&Eacute; querer estar preso por vontade;<br />
&Eacute; servir a quem vence, o vencedor;<br />
&Eacute; ter com quem nos mata lealdade.</p>
<p>Mas como causar pode seu favor<br />
Nos cora&ccedil;&otilde;es humanos amizade,<br />
Se t&atilde;o contr&aacute;rio a si &eacute; o mesmo Amor?</p>
</div><!-- fim mwordstext --><div style='clear:both'></div>	<p></p>
	<hr noshade style="margin:0;height:1px" />
	<p>&copy; Prof. Gentil for <a 
href="http://cursodeportugues.blogarium.net">Curso Gratuito de Português</a>, 2009. |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-12/">Permalink</a> |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-12/#comments">No comment</a></p>
	<p>Add to <a 
href="http://del.icio.us/post?url=http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-12/&amp;title=Sobre versifica&ccedil;&atilde;o em l&iacute;ngua portuguesa (12)">del.icio.us</a></p>
	<p>Search blogs linking this post with <a 
href="http://www.technorati.com/search/http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-12/" title="Search on 
Technorati">Technorati</a></p>
	<p>Want more on these topics? Browse the archive of posts filed 
under <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/literatura/" title="Ver todos os posts em Literatura" rel="category tag">Literatura</a>.</p>
        <p><a href="http://latin3.directtrack.com/z/0/CD110/&p=8"><img border=0 src="http://latin3.directtrack.com/rotator/CD110/8&keyword="></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-12/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Maria Beth&#226;nia cantando Castro Alves e Caetano Veloso</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/maria-bethania-cantando-castro-alves-e-caetano-veloso/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/maria-bethania-cantando-castro-alves-e-caetano-veloso/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 16:03:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cursodeportugues.blogarium.net/?p=550</guid>
		<description><![CDATA[Conforme dissemos em nosso artigo d&#233;cimo sobre versifica&#231;&#227;o em l&#237;ngua portuguesa, Castro Alves foi chamado de “Poeta dos Escravos”, pela defesa que fez da Ra&#231;a Negra no Brasil, mostrando a vergonha de manter um povo escravo nestas terras. Neste &#225;udio que inclu&#237;mos abaixo, Maria Beth&#226;nia canta um conjunto de versos do poema Navio Negreiro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p>Conforme dissemos em nosso<a title="artigo d&eacute;cimo" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-10/" target="_blank"> artigo d&eacute;cimo</a> sobre versifica&ccedil;&atilde;o em l&iacute;ngua portuguesa, <strong>Castro Alves</strong> foi chamado de “Poeta dos Escravos”, pela defesa que fez da Ra&ccedil;a Negra no Brasil, mostrando a vergonha de manter um povo escravo nestas terras. Neste &aacute;udio que inclu&iacute;mos abaixo, <strong>Maria Beth&acirc;nia</strong> canta um conjunto de versos do poema <strong>Navio Negreiro</strong> de Castro Alves, homenageando a Ra&ccedil;a Negra e a m&uacute;sica <strong>Um &iacute;ndio</strong>, de <a title="site oficial de Caetano Veloso" href="http://www.caetanoveloso.com.br/" target="_blank"><strong>Caetano Veloso</strong></a>, em homenagem &agrave; Ra&ccedil;a &Iacute;ndia, que n&atilde;o aceitou a escravid&atilde;o, preferindo morrer a se tornar escrava. Que a Ra&ccedil;a &Iacute;ndia e Zumbi dos Palmares nos sirvam de exemplos na busca da liberdade.</p>
<p>Inclu&iacute; abaixo o poema <strong>Navio Negreiro</strong>, de Castro Alves e a letra da m&uacute;sica <strong>Um &iacute;ndio</strong>, de Caetano Veloso.</p>
<p>***<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="262" height="258" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/DuP8jft4K3g&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="262" height="258" src="http://www.youtube.com/v/DuP8jft4K3g&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
***</p>
<p><strong>Navio Negreiro</strong></p>
<p>I</p>
<p>&#8216;Stamos em pleno mar. Doudo no espa&ccedil;o<br />
Brinca o luar &#8211; dourada borboleta;<br />
E as vagas ap&oacute;s ele correm&#8230; cansam<br />
Como turba de infantes inquieta.</p>
<p>&#8216;Stamos em pleno mar. Do firmamento<br />
Os astros saltam como espumas de ouro&#8230;<br />
O mar em troca acende as ardentias,<br />
- Constela&ccedil;&otilde;es do l&iacute;quido tesouro&#8230;</p>
<p>&#8216;Stamos em pleno mar. Dois infinitos<br />
Ali se estreitam num abra&ccedil;o insano,<br />
Azuis, dourados, pl&aacute;cidos, sublimes&#8230;<br />
Qual dos dous &eacute; o c&eacute;u? qual o oceano?&#8230;</p>
<p>&#8216;Stamos em pleno mar. Abrindo as velas<br />
Ao quente arfar das vira&ccedil;&otilde;es marinhas,<br />
Veleiro brigue corre &agrave; flor dos mares,<br />
Como ro&ccedil;am na vaga as andorinhas&#8230;</p>
<p>Donde vem? onde vai? Das naus errantes<br />
Quem sabe o rumo se &eacute; t&atilde;o grande o espa&ccedil;o?<br />
Neste saara os corc&eacute;is o p&oacute; levantam,<br />
Galopam, voam, mas n&atilde;o deixam tra&ccedil;o.</p>
<p>Bem feliz quem ali pode nest&#8217;hora<br />
Sentir deste painel a majestade!<br />
Embaixo &#8211; o mar em cima &#8211; o firmamento.<br />
E no mar e no c&eacute;u &#8211; a imensidade!</p>
<p>Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!<br />
Que m&uacute;sica suave ao longe soa!<br />
Meu Deus! como &eacute; sublime um canto ardente<br />
Pelas vagas sem fim boiando &agrave; toa!</p>
<p>Homens do mar! &oacute; rudes marinheiros,<br />
Tostados pelo sol dos quatro mundos!<br />
Crian&ccedil;as que a procela acalentara<br />
No ber&ccedil;o destes p&eacute;lagos profundos!</p>
<p>Esperai! esperai! deixai que eu beba<br />
Esta selvagem, livre <a href="http://poesia.mrkind.pro.br/" >poesia</a><br />
Orquestra &#8211; &eacute; o mar, que ruge pela proa,<br />
E o vento, que nas cordas assobia&#8230;</p>
<p>Por que foges assim, barco ligeiro?<br />
Por que foges do p&aacute;vido poeta?<br />
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira<br />
Que semelha no mar &#8211; doudo cometa!</p>
<p>Albatroz! Albatroz! &aacute;guia do oceano,<br />
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,<br />
Sacode as penas, Leviathan do espa&ccedil;o,<br />
Albatroz! Albatroz! d&aacute;-me estas asas.</p>
<p>II</p>
<p>Que importa do nauta o ber&ccedil;o,<br />
Donde &eacute; filho, qual seu lar?<br />
Ama a cad&ecirc;ncia do verso<br />
Que lhe ensina o velho mar!<br />
Cantai! que a morte &eacute; divina!<br />
Resvala o brigue &agrave; bolina<br />
Como golfinho veloz.<br />
Presa ao mastro da mezena<br />
Saudosa bandeira acena<br />
As vagas que deixa ap&oacute;s.</p>
<p>Do Espanhol as cantilenas<br />
Requebradas de langor,<br />
Lembram as mo&ccedil;as morenas,<br />
As andaluzas em flor!<br />
Da It&aacute;lia o filho indolente<br />
Canta Veneza dormente,<br />
- Terra de amor e trai&ccedil;&atilde;o,<br />
Ou do golfo no rega&ccedil;o<br />
Relembra os versos de Tasso,<br />
Junto &agrave;s lavas do vulc&atilde;o!</p>
<p>O <a href="http://mrkind.pro.br/blog/gebli-curso-de-ingles-gratis/" >Ingl&ecirc;s</a> &#8211; marinheiro frio,<br />
Que ao nascer no mar se achou,<br />
(Porque a Inglaterra &eacute; um navio,<br />
Que Deus na Mancha ancorou),<br />
Rijo entoa p&aacute;trias gl&oacute;rias,<br />
Lembrando, orgulhoso, hist&oacute;rias<br />
De Nelson e de Aboukir.. .<br />
O Franc&ecirc;s &#8211; predestinado -<br />
Canta os louros do passado<br />
E os loureiros do porvir!</p>
<p>Os marinheiros Helenos,<br />
Que a vaga j&ocirc;nia criou,<br />
Belos piratas morenos<br />
Do mar que Ulisses cortou,<br />
Homens que F&iacute;dias talhara,<br />
V&atilde;o cantando em noite clara<br />
Versos que Homero gemeu &#8230;<br />
Nautas de todas as plagas,<br />
V&oacute;s sabeis achar nas vagas<br />
As melodias do c&eacute;u!</p>
<p>III</p>
<p>Desce do espa&ccedil;o imenso, &oacute; &aacute;guia do oceano!<br />
Desce mais, inda mais&#8230; n&atilde;o pode olhar humano<br />
Como o teu mergulhar no brigue voador!<br />
Mas que vejo eu a&iacute;. Que quadro d&#8217;amarguras!<br />
&Eacute; canto funeral!  Que t&eacute;tricas figuras! &#8230;<br />
Que cena infame e vil&#8230; Meu Deus! Meu Deus! Que horror!</p>
<p>IV</p>
<p>Era um sonho dantesco&#8230; o tombadilho<br />
Que das luzernas avermelha o brilho.<br />
Em sangue a se banhar.<br />
Tinir de ferros&#8230; estalar de a&ccedil;oite&#8230;<br />
Legi&otilde;es de homens negros como a noite,<br />
Horrendos a dan&ccedil;ar&#8230;</p>
<p>Negras mulheres, suspendendo &agrave;s tetas<br />
Magras crian&ccedil;as, cujas bocas pretas<br />
Rega o sangue das m&atilde;es:<br />
Outras mo&ccedil;as, mas nuas e espantadas,<br />
No turbilh&atilde;o de espectros arrastadas,<br />
Em &acirc;nsia e m&aacute;goa v&atilde;s!</p>
<p>E ri-se a orquestra ir&ocirc;nica, estridente&#8230;<br />
E da ronda fant&aacute;stica a serpente<br />
Faz doudas espirais &#8230;<br />
Se o velho arqueja, se no ch&atilde;o resvala,<br />
Ouvem-se gritos&#8230; o chicote estala.<br />
E voam mais e mais&#8230;</p>
<p>Presa nos elos de uma s&oacute; cadeia,<br />
A multid&atilde;o faminta cambaleia,<br />
E chora e dan&ccedil;a ali!<br />
Um de raiva delira, outro enlouquece,<br />
Outro, que mart&iacute;rios embrutece,<br />
Cantando, geme e ri!</p>
<p>No entanto o capit&atilde;o manda a manobra,<br />
E ap&oacute;s fitando o c&eacute;u que se desdobra,<br />
T&atilde;o puro sobre o mar,<br />
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:<br />
&#8220;Vibrai rijo o chicote, marinheiros!<br />
Fazei-os mais dan&ccedil;ar!&#8230;&#8221;</p>
<p>E ri-se a orquestra ir&ocirc;nica, estridente. . .<br />
E da ronda fant&aacute;stica a serpente<br />
Faz doudas espirais&#8230;<br />
Qual um sonho dantesco as sombras voam!&#8230;<br />
Gritos, ais, maldi&ccedil;&otilde;es, preces ressoam!<br />
E ri-se Satan&aacute;s!&#8230;</p>
<p>V</p>
<p>Senhor Deus dos desgra&ccedil;ados!<br />
Dizei-me v&oacute;s, Senhor Deus!<br />
Se &eacute; loucura&#8230; se &eacute; verdade<br />
Tanto horror perante os c&eacute;us?!<br />
&Oacute; mar, por que n&atilde;o apagas<br />
Co&#8217;a esponja de tuas vagas<br />
De teu manto este borr&atilde;o?&#8230;<br />
Astros! noites! tempestades!<br />
Rolai das imensidades!<br />
Varrei os mares, tuf&atilde;o!</p>
<p>Quem s&atilde;o estes desgra&ccedil;ados<br />
Que n&atilde;o encontram em v&oacute;s<br />
Mais que o rir calmo da turba<br />
Que excita a f&uacute;ria do algoz?<br />
Quem s&atilde;o? Se a estrela se cala,<br />
Se a vaga &agrave; pressa resvala<br />
Como um c&uacute;mplice fugaz,<br />
Perante a noite confusa&#8230;<br />
Dize-o tu, severa Musa,<br />
Musa lib&eacute;rrima, audaz!&#8230;</p>
<p>S&atilde;o os filhos do deserto,<br />
Onde a terra esposa a luz.<br />
Onde vive em campo aberto<br />
A tribo dos homens nus&#8230;<br />
S&atilde;o os guerreiros ousados<br />
Que com os tigres mosqueados<br />
Combatem na solid&atilde;o.<br />
Ontem simples, fortes, bravos.<br />
Hoje m&iacute;seros escravos,<br />
Sem luz, sem ar, sem raz&atilde;o. . .</p>
<p>S&atilde;o mulheres desgra&ccedil;adas,<br />
Como Agar o foi tamb&eacute;m.<br />
Que sedentas, alquebradas,<br />
De longe&#8230; bem longe v&ecirc;m&#8230;<br />
Trazendo com t&iacute;bios passos,<br />
Filhos e algemas nos bra&ccedil;os,<br />
N&#8217;alma &#8211; l&aacute;grimas e fel&#8230;<br />
Como Agar sofrendo tanto,<br />
Que nem o leite de pranto<br />
T&ecirc;m que dar para Ismael.</p>
<p>L&aacute; nas areias infindas,<br />
Das palmeiras no pa&iacute;s,<br />
Nasceram crian&ccedil;as lindas,<br />
Viveram mo&ccedil;as gentis&#8230;<br />
Passa um dia a caravana,<br />
Quando a virgem na cabana<br />
Cisma da noite nos v&eacute;us &#8230;<br />
Adeus, &oacute; cho&ccedil;a do monte,<br />
Adeus, palmeiras da fonte!&#8230;<br />
Adeus, amores&#8230; adeus!&#8230;</p>
<p>Depois, o areal extenso&#8230;<br />
Depois, o oceano de p&oacute;.<br />
Depois no horizonte imenso<br />
Desertos&#8230; desertos s&oacute;&#8230;<br />
E a fome, o cansa&ccedil;o, a sede&#8230;<br />
Ai! quanto infeliz que cede,<br />
E cai p&#8217;ra n&atilde;o mais s&#8217;erguer!&#8230;<br />
Vaga um lugar na cadeia,<br />
Mas o chacal sobre a areia<br />
Acha um corpo que roer.</p>
<p>Ontem a Serra Leoa,<br />
A guerra, a ca&ccedil;a ao le&atilde;o,<br />
O sono dormido &agrave; toa<br />
Sob as tendas d&#8217;amplid&atilde;o!<br />
Hoje&#8230; o por&atilde;o negro, fundo,<br />
Infecto, apertado, imundo,<br />
Tendo a peste por jaguar&#8230;<br />
E o sono sempre cortado<br />
Pelo arranco de um finado,<br />
E o baque de um corpo ao mar&#8230;</p>
<p>Ontem plena liberdade,<br />
A vontade por poder&#8230;<br />
Hoje&#8230; c&uacute;m&#8217;lo de maldade,<br />
Nem s&atilde;o livres p&#8217;ra morrer. .<br />
Prende-os a mesma corrente<br />
— F&eacute;rrea, l&uacute;gubre serpente —<br />
Nas roscas da escravid&atilde;o.<br />
E assim zombando da morte,<br />
Dan&ccedil;a a l&uacute;gubre coorte<br />
Ao som do a&ccedil;oute&#8230; Irris&atilde;o!&#8230;</p>
<p>Senhor Deus dos desgra&ccedil;ados!<br />
Dizei-me v&oacute;s, Senhor Deus,<br />
Se eu deliro&#8230; ou se &eacute; verdade<br />
Tanto horror perante os c&eacute;us?!&#8230;<br />
&Oacute; mar, por que n&atilde;o apagas<br />
Co&#8217;a esponja de tuas vagas<br />
Do teu manto este borr&atilde;o?<br />
Astros! noites! tempestades!<br />
Rolai das imensidades!<br />
Varrei os mares, tuf&atilde;o! &#8230;</p>
<p>VI</p>
<p>Existe um povo que a bandeira empresta<br />
P&#8217;ra cobrir tanta inf&acirc;mia e cobardia!&#8230;<br />
E deixa-a transformar-se nessa festa<br />
Em manto impuro de bacante fria!&#8230;<br />
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira &eacute; esta,<br />
Que impudente na g&aacute;vea tripudia?<br />
Sil&ecirc;ncio. Musa&#8230; chora, e chora tanto<br />
Que o pavilh&atilde;o se lave no teu pranto! &#8230;</p>
<p>Auriverde pend&atilde;o de minha terra,<br />
Que a brisa do Brasil beija e balan&ccedil;a,<br />
Estandarte que a luz do sol encerra<br />
E as promessas divinas da esperan&ccedil;a&#8230;<br />
Tu que, da liberdade ap&oacute;s a guerra,<br />
Foste hasteado dos her&oacute;is na lan&ccedil;a<br />
Antes te houvessem roto na batalha,<br />
Que servires a um povo de mortalha!&#8230;</p>
<p>Fatalidade atroz que a mente esmaga!<br />
Extingue nesta hora o brigue imundo<br />
O trilho que Colombo abriu nas vagas,<br />
Como um &iacute;ris no p&eacute;lago profundo!<br />
Mas &eacute; inf&acirc;mia demais! &#8230; Da et&eacute;rea plaga<br />
Levantai-vos, her&oacute;is do Novo Mundo!<br />
Andrada! arranca esse pend&atilde;o dos ares!<br />
Colombo! fecha a porta dos teus mares!</p>
<p>***</p>
<p><strong>Um &iacute;ndio</strong><br />
Caetano Veloso</p>
<p>Um &iacute;ndio descer&aacute; de uma estrela colorida, brilhante<br />
De uma estrela que vir&aacute; numa velocidade estonteante<br />
E pousar&aacute; no cora&ccedil;&atilde;o do hemisf&eacute;rio sul<br />
Na Am&eacute;rica, num claro instante<br />
Depois de exterminada a &uacute;ltima na&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena<br />
E o esp&iacute;rito dos p&aacute;ssaros das fontes de &aacute;gua l&iacute;mpida<br />
Mais avan&ccedil;ado que a mais avan&ccedil;ada das mais avan&ccedil;adas das tecnologias</p>
<p>Vir&aacute;<br />
Imp&aacute;vido que nem Muhammad Ali<br />
Vir&aacute; que eu vi<br />
Apaixonadamente como Peri<br />
Vir&aacute; que eu vi<br />
Tranq&uuml;ilo e inf&aacute;livel como Bruce Lee<br />
Vir&aacute; que eu vi<br />
O ax&eacute; do afox&eacute; Filhos de Gandhi<br />
Vir&aacute;</p>
<p>Um &iacute;ndio preservado em pleno corpo f&iacute;sico<br />
Em todo s&oacute;lido, todo g&aacute;s e todo l&iacute;quido<br />
Em &aacute;tomos, palavras, alma, cor<br />
Em gesto, em cheiro, em sombra, em luz, em som magn&iacute;fico<br />
Num ponto equidistante entre o Atl&acirc;ntico e o Pac&iacute;fico<br />
Do objeto-sim resplandecente descer&aacute; o &iacute;ndio<br />
E as coisas que eu sei que ele dir&aacute;, far&aacute;<br />
N&atilde;o sei dizer assim de um modo expl&iacute;cito</p>
<p>Vir&aacute;<br />
Imp&aacute;vido que nem Muhammad Ali<br />
Vir&aacute; que eu vi<br />
Apaixonadamente como Peri<br />
Vir&aacute; que eu vi<br />
Tranq&uuml;ilo e inf&aacute;livel como Bruce Lee<br />
Vir&aacute; que eu vi<br />
O ax&eacute; do afox&eacute; Filhos de Gandhi<br />
Vir&aacute;</p>
<p>E aquilo que nesse momento se revelar&aacute; aos povos<br />
Surpreender&aacute; a todos n&atilde;o por ser ex&oacute;tico<br />
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto<br />
Quando ter&aacute; sido o &oacute;bvio</p>
</div><!-- fim mwordstext --><div style='clear:both'></div>	<p></p>
	<hr noshade style="margin:0;height:1px" />
	<p>&copy; Prof. Gentil for <a 
href="http://cursodeportugues.blogarium.net">Curso Gratuito de Português</a>, 2009. |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/maria-bethania-cantando-castro-alves-e-caetano-veloso/">Permalink</a> |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/maria-bethania-cantando-castro-alves-e-caetano-veloso/#comments">No comment</a></p>
	<p>Add to <a 
href="http://del.icio.us/post?url=http://cursodeportugues.blogarium.net/maria-bethania-cantando-castro-alves-e-caetano-veloso/&amp;title=Maria Beth&acirc;nia cantando Castro Alves e Caetano Veloso">del.icio.us</a></p>
	<p>Search blogs linking this post with <a 
href="http://www.technorati.com/search/http://cursodeportugues.blogarium.net/maria-bethania-cantando-castro-alves-e-caetano-veloso/" title="Search on 
Technorati">Technorati</a></p>
	<p>Want more on these topics? Browse the archive of posts filed 
under <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/literatura/" title="Ver todos os posts em Literatura" rel="category tag">Literatura</a>.</p>
        <p><a href="http://latin3.directtrack.com/z/0/CD110/&p=8"><img border=0 src="http://latin3.directtrack.com/rotator/CD110/8&keyword="></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cursodeportugues.blogarium.net/maria-bethania-cantando-castro-alves-e-caetano-veloso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sobre versifica&#231;&#227;o em l&#237;ngua portuguesa (11)</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-11/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-11/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 03:29:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Versificação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cursodeportugues.blogarium.net/?p=547</guid>
		<description><![CDATA[Como dissemos na introdu&#231;&#227;o, depois dos hendecass&#237;labos, temos os versos dodecass&#237;labos, ou alexandrinos. Esses versos nasceram na Fran&#231;a e s&#227;o os mais populares nesse pa&#237;s. E foram naturalmente assimilados pelos poetas de l&#237;ngua portuguesa, por esses versos serem muito expressivos, principalmente em sonetos. Em geral, os dodecass&#237;labos tem uma forma cl&#225;ssica e outra rom&#226;ntica. Na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p>Como dissemos na introdu&ccedil;&atilde;o, depois dos hendecass&iacute;labos, temos os versos <strong>dodecass&iacute;labos</strong>, ou <strong>alexandrinos</strong>. Esses versos nasceram na Fran&ccedil;a e s&atilde;o os mais populares nesse pa&iacute;s. E foram naturalmente assimilados pelos poetas de l&iacute;ngua portuguesa, por esses versos serem muito expressivos, principalmente em sonetos. Em geral, os dodecass&iacute;labos tem uma forma cl&aacute;ssica e outra rom&acirc;ntica. Na cl&aacute;ssica, a acentua&ccedil;&atilde;o forte recai na sexta (final do primeiro hemist&iacute;quio ou meio-verso) e d&eacute;cima segunda s&iacute;labas. Na forma rom&acirc;ntica, h&aacute; uma liberdade de combina&ccedil;&otilde;es de acentua&ccedil;&atilde;o, com varia&ccedil;&atilde;o inclusive na cesura central, ou pausa interna, que marca o final do primeiro hemist&iacute;quio (h&aacute; quem diga que esse verso &eacute; uma combina&ccedil;&atilde;o de dois versos de seis s&iacute;labas). &Eacute; nesse verso que se d&aacute; mais comumente o chamado <strong>enjambement</strong>, ou cavalgamento, que significa que a unidade de sentido do verso n&atilde;o termina no final da linha, e ele precisa ser continuado na linha seguinte, embora ritmicamente ele termine na d&eacute;cima segunda s&iacute;laba. Desta medida em diante, ou seja, versos de treze s&iacute;labas ou mais n&atilde;o tem nome espec&iacute;fico, e s&atilde;o considerados como combina&ccedil;&otilde;es de versos menores.</p>
<p>Vamos mostrar alguns exemplos. O primeiro &eacute; a parte 1 de <strong>O Ca&ccedil;ador de Esmeraldas</strong>, de <strong>Olavo Bilac</strong>, um dos grandes poetas parnasianos brasileiros, que citamos em nossa <a title="introdu&ccedil;&atilde;o" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-portuguesa-brasileira/" target="_blank">introdu&ccedil;&atilde;o</a>.</p>
<p>“Foi em mar&ccedil;o, ao findar das chuvas, quase &agrave; entrada<br />
Do outono, quando a terra, em sede requeimada,<br />
Bebera longamente as &aacute;guas da esta&ccedil;&atilde;o,<br />
- Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata,<br />
&Agrave; frente dos pe&otilde;es filhos da rude mata,<br />
Fern&atilde;o Dias Pais Leme entrou pelo sert&atilde;o.</p>
<p>Ah! quem te vira assim, no alvorecer da vida,<br />
Bruta P&aacute;tria, no ber&ccedil;o, entre as selvas dormida,<br />
No virginal pudor das primitivas eras,<br />
Quando, aos beijos do sol, mal compreendendo o anseio<br />
Do mundo por nascer que trazias no seio,<br />
Reboavas ao tropel dos &iacute;ndios e das feras!</p>
<p>J&aacute; l&aacute; fora, da ourela azul das enseadas,<br />
Das angras verdes, onde as &aacute;guas repousadas<br />
V&ecirc;m, borbulhando, &agrave; flor dos cachopos cantar;<br />
Das abras e da foz dos tumultuosos rios,<br />
Tomadas de pavor, dando contra os baixios,<br />
As pirogas dos teus fugiam pelo mar&#8230;</p>
<p>De longe, ao duro vento opondo as largas velas,<br />
Bailando ao furac&atilde;o, vinham as caravelas,<br />
Entre os uivos do mar e o sil&ecirc;ncio dos astros;<br />
E tu, do litoral, de rojo nas areias,<br />
Vias o Oceano arfar, vias as ondas cheias<br />
De uma palpita&ccedil;&atilde;o de proas e de mastros.</p>
<p>Pelo deserto imenso e l&iacute;quido, os penhascos<br />
Feriam-nas em v&atilde;o, ro&iacute;am-lhes os cascos&#8230;<br />
A quantas, quanta vez, rodando aos ventos maus,<br />
O primeiro peg&atilde;o, como a baix&eacute;is, quebrava!<br />
E l&aacute; iam, no alvor da espumarada brava,<br />
Despojos da ambi&ccedil;&atilde;o, cad&aacute;veres de naus.</p>
<p>Outras vinham, na febre her&oacute;ica da conquista!<br />
E quando, de entre os v&eacute;us das neblinas, &agrave; vista<br />
Dos nautas fulgurava o teu verde sorriso,<br />
Os seus olhos, &oacute; P&aacute;tria, enchiam-se de pranto:<br />
Era como se, erguendo a ponta do teu manto,<br />
Vissem, &agrave; beira d&#8217;&aacute;gua, abrir-se o Para&iacute;so!</p>
<p>Mais numerosa, mais audaz, de dia em dia,<br />
Engrossava a invas&atilde;o. Como a enchente bravia,<br />
Que sobre as terras, palmo a palmo, abre o len&ccedil;ol<br />
Da &aacute;gua devastadora, &#8211; os brancos avan&ccedil;avam:<br />
E os teus filhos de bronze ante eles recuavam,<br />
Como a sombra recua ante a invas&atilde;o do sol.</p>
<p>J&aacute; nas faldas da serra apinhavam-se aldeias;<br />
Levantava-se a cruz sobre as alvas areias,<br />
Onde, ao brando mover dos leques das ju&ccedil;aras,<br />
Vivera e progredira a tua gente forte.<br />
Soprara a destrui&ccedil;&atilde;o, como um vento de morte,<br />
Desterrando os paj&eacute;s, abatendo as cai&ccedil;aras.</p>
<p>Mas al&eacute;m, por detr&aacute;s das broncas serranias,<br />
Na cerrada regi&atilde;o das florestas sombrias,<br />
Cujos troncos, rompendo as lianas e os cip&oacute;s,<br />
Alastravam no c&eacute;u l&eacute;guas de rama escura;<br />
Nos matagais, em cuja horr&iacute;vel espessura<br />
S&oacute; corria a anta leve e uivava a on&ccedil;a feroz:</p>
<p>Al&eacute;m da &aacute;spera brenha, onde as tribos errantes<br />
&Agrave; sombra maternal das &aacute;rvores gigantes<br />
Acampavam; al&eacute;m das sossegadas &aacute;guas<br />
Das lagoas, dormindo entre aningais floridos;<br />
Dos rios, acachoando em quedas e bramidos,<br />
Mordendo os alcantis, roncando pelas fr&aacute;guas;</p>
<p>- A&iacute;, n&atilde;o ia ecoar o estrupido da luta.<br />
E, no seio nutriz da natureza bruta,<br />
Resguardava o pudor teu verde cora&ccedil;&atilde;o!<br />
Ah! quem te vira assim, entre as selvas sonhando,<br />
Quando a bandeira entrou pelo teu seio, quando<br />
Fern&atilde;o Dias Pais Leme invadiu o sert&atilde;o!”</p>
<p>***</p>
<p>Outro exemplo vem da pena de <strong>Alberto de Oliveira </strong>(1857-1937), poeta parnasiano, que foi eleito em 1924 como o “Pr&iacute;ncipe dos Poetas Brasileiros”, ocupando assim o lugar que fora de Olavo Bilac. Por incr&iacute;vel que pare&ccedil;a, ele chegou a esse posto durante a fase &aacute;urea do modernismo. Mas ele nunca mudou seu estilo, permanecendo parnasiano por toda a vida, ou seja, sempre buscando a perfei&ccedil;&atilde;o formal e m&eacute;trica, de linguagem trabalhada. Suas obras, sempre po&eacute;ticas, s&atilde;o <em>Can&ccedil;&otilde;es Rom&acirc;nticas, Sonetos e Poemas,</em> <em>Versos e Rimas </em>e <em>Poesias</em>. O poema que trazemos para mostrar sua arte em alexandrinos &eacute; <strong>Aspira&ccedil;&atilde;o:</strong></p>
<p>“Ser palmeira! existir num p&iacute;ncaro azulado,<br />
Vendo as nuvens mais perto e as estrelas em bando;<br />
Dar ao sopro do mar o seio perfumado,<br />
Ora os leques abrindo, ora os leques fechando;</p>
<p>S&oacute; de meu cimo, s&oacute; de meu trono, os rumores<br />
Do dia ouvir, nascendo o primeiro arrebol,<br />
E no azul dialogar com o esp&iacute;rito das flores,<br />
Que invis&iacute;vel ascende e vai falar ao sol;</p>
<p>Sentir romper do vale e a meus p&eacute;s, rumorosa,<br />
Dilatar-se a cantar a alma sonora e quente<br />
Das &aacute;rvores, que em flor abre a manh&atilde; cheirosa,<br />
Dos rios, onde luz todo o esplendor do Oriente;</p>
<p>E juntando a essa voz o glorioso murm&uacute;rio<br />
De minha fronde e abrindo ao largo espa&ccedil;o os v&eacute;us<br />
Ir com ela atrav&eacute;s do horizonte purp&uacute;reo<br />
E penetrar nos c&eacute;us;</p>
<p>Ser palmeira, depois de homem ter sido esta alma<br />
Que vibra em mim, sentir que novamente vibra,<br />
E eu a espalmo a tremer nas folhas, palma a palma,<br />
E a distendo, a subir num caule, fibra a fibra:</p>
<p>E &agrave; noite, enquanto o luar sobre os meus leques treme,<br />
E estranho sentimento, ou pena ou m&aacute;goa ou d&oacute;,<br />
Tudo tem e, na sombra, ora ou solu&ccedil;a ou geme,<br />
E a distendo, a subir num caule, fibra a fibra;</p>
<p>Que bom dizer ent&atilde;o bem alto ao firmamento<br />
O que outrora jamais — homem — dizer n&atilde;o pude,<br />
Da menor sensa&ccedil;&atilde;o ao m&aacute;ximo tormento<br />
Quanto passa atrav&eacute;s minha exist&ecirc;ncia rude!</p>
<p>E, esfolhando-me ao vento, ind&ocirc;mita e selvagem,<br />
Quando aos arrancos vem bufando o temporal,<br />
— Poeta — bramir ent&atilde;o &agrave; noturna bafagem,<br />
Meu canto triunfal!</p>
<p>E isto que aqui digo ent&atilde;o dizer: — que te amo,<br />
M&atilde;e natureza! mas de modo tal que o entendas,<br />
Como entendes a voz do p&aacute;ssaro no ramo<br />
E o eco que t&ecirc;m no oceano as borrascas tremendas;</p>
<p>E pedir que, o uno sol, a cuja luz referves,<br />
Ou no verme do ch&atilde;o ou na flor que sorri,<br />
Mais tarde, em qualquer tempo, a minh&#8217;alma conserves,<br />
Para que eternamente eu me lembre de ti.”</p>
</div><!-- fim mwordstext --><div style='clear:both'></div>	<p></p>
	<hr noshade style="margin:0;height:1px" />
	<p>&copy; Prof. Gentil for <a 
href="http://cursodeportugues.blogarium.net">Curso Gratuito de Português</a>, 2009. |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-11/">Permalink</a> |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-11/#comments">No comment</a></p>
	<p>Add to <a 
href="http://del.icio.us/post?url=http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-11/&amp;title=Sobre versifica&ccedil;&atilde;o em l&iacute;ngua portuguesa (11)">del.icio.us</a></p>
	<p>Search blogs linking this post with <a 
href="http://www.technorati.com/search/http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-11/" title="Search on 
Technorati">Technorati</a></p>
	<p>Want more on these topics? Browse the archive of posts filed 
under <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/literatura/" title="Ver todos os posts em Literatura" rel="category tag">Literatura</a>.</p>
        <p><a href="http://latin3.directtrack.com/z/0/CD110/&p=8"><img border=0 src="http://latin3.directtrack.com/rotator/CD110/8&keyword="></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-11/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sobre versifica&#231;&#227;o em l&#237;ngua portuguesa (10)</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-10/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-10/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 00:02:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Versificação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cursodeportugues.blogarium.net/?p=544</guid>
		<description><![CDATA[Vamos agora abordar os versos hendecass&#237;labos, ou seja, de onze s&#237;labas m&#233;tricas (contadas em portugu&#234;s at&#233; a &#250;ltima s&#237;laba t&#244;nica de cada linha). Este verso &#233; de origem galego-portuguesa, ou seja, &#233; natural de nossa l&#237;ngua. Tradicionalmente, &#233; acentuado na quinta e d&#233;cima &#8211; primeira s&#237;labas ou na segunda, quinta, oitava e d&#233;cima &#8211; primeira. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p>Vamos agora abordar os versos <strong>hendecass&iacute;labos</strong>, ou seja, de onze s&iacute;labas m&eacute;tricas (contadas em portugu&ecirc;s at&eacute; a &uacute;ltima s&iacute;laba t&ocirc;nica de cada linha). Este verso &eacute; de origem galego-portuguesa, ou seja, &eacute; natural de nossa l&iacute;ngua. Tradicionalmente, &eacute; acentuado na quinta e d&eacute;cima &#8211; primeira s&iacute;labas ou na segunda, quinta, oitava e d&eacute;cima &#8211; primeira. &Eacute; claro que ele n&atilde;o pode competir com o decass&iacute;labo em termos de popularidade entre poetas e leitores, mas tem seu valor hist&oacute;rico marcado. Vamos observar dois poemas de <strong>Casimiro de Abreu</strong> e <strong>Castro Alves</strong>.</p>
<p>O primeiro &eacute; <strong>Minha M&atilde;e</strong>, de Casimiro de Abreu (1837-1860), citado no <a title="segundo artigo" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-2/" target="_blank">segundo artigo</a> desta s&eacute;rie:</p>
<p>”Da p&aacute;tria formosa distante e saudoso,<br />
Chorando e gemendo meus cantos de dor,<br />
Eu guardo no peito a imagem querida<br />
Do mais verdadeiro, do mais santo amor:<br />
— Minha M&atilde;e! —</p>
<p>Nas horas caladas das noites d’estio<br />
Sentado sozinho co’a face na m&atilde;o,<br />
Eu choro e solu&ccedil;o por quem me chamava<br />
— “Oh filho querido do meu cora&ccedil;&atilde;o!” —<br />
— Minha M&atilde;e! —</p>
<p>No ber&ccedil;o, pendente dos ramos floridos<br />
Em que eu pequenino feliz dormitava:<br />
Quem &eacute; que esse ber&ccedil;o com todo o cuidado<br />
Cantando cantigas alegre embalava?<br />
— Minha M&atilde;e! —</p>
<p>De noite, alta noite, quando eu j&aacute; dormia<br />
Sonhando esses sonhos dos anjos dos c&eacute;us,<br />
Quem &eacute; que meus l&aacute;bios dormentes ro&ccedil;ava,<br />
Qual anjo da guarda, qual sopro de Deus?<br />
— Minha M&atilde;e! —</p>
<p>Feliz o bom filho que pode contente<br />
Na casa paterna de noite e de dia<br />
Sentir as car&iacute;cias do anjo de amores,<br />
Da estrela brilhante que a vida nos guia!<br />
— Uma M&atilde;e! —</p>
<p>Por isso eu agora na terra do ex&iacute;lio,<br />
Sentado sozinho co’a face na m&atilde;o,<br />
Suspiro e solu&ccedil;o por quem me chamava:<br />
— “Oh filho querido do meu cora&ccedil;&atilde;o!” —<br />
— Minha M&atilde;e! —“</p>
<p>***<br />
De Castro Alves (1847-1871), grande poeta do romantismo brasileiro, conhecido como o “Poeta dos Escravos”, por sua defesa dos negros em obras como <em>Os Escravos</em> (publicada em 1883) e <em>Navio Negreiro</em> (1869), trazemos <strong>Crep&uacute;sculo Sertanejo</strong>:</p>
<p>“A tarde morria! Nas &aacute;guas barrentas<br />
As sombras das margens deitavam-se longas;<br />
Na esguia atalaia das &aacute;rvores secas<br />
Ouvia-se um triste chorar de arapongas.</p>
<p>A tarde morria! Dos ramos, das lascas,<br />
Das pedras, do l&iacute;quen, das heras, dos cardos,<br />
As trevas rasteiras com o ventre por terra<br />
Sa&iacute;am, quais negros, cru&eacute;is leopardos.</p>
<p>A tarde morria! Mas funda nas &aacute;guas<br />
Lavava-se a galha do escuro ingazeiro…<br />
Ao fresco arrepio dos ventos cortantes<br />
Em m&uacute;sico estalo rangia o coqueiro.</p>
<p>Sussurro profundo! Marulho gigante!<br />
Talvez um — sil&ecirc;ncio!… Talvez uma — orquestra…<br />
Da folha, do c&aacute;lix, das asas, do inseto…<br />
Do &aacute;tomo — &agrave; estrela… do verme — &agrave;<br />
[floresta!…</p>
<p>As gar&ccedil;as metiam o bico vermelho<br />
Por baixo das asas, — da brisa ao a&ccedil;oite —;<br />
E a terra na vaga de azul do infinito<br />
Cobria a cabe&ccedil;a co’as penas da noite!</p>
<p>Somente por vezes, dos jungles das bordas<br />
Dos golfos enormes, daquela paragem,<br />
Erguia a cabe&ccedil;a surpreso, inquieto,<br />
Coberto de limos — um touro selvagem.</p>
<p>Ent&atilde;o as marrecas, em torno boiando,<br />
O v&ocirc;o encurvavam medrosas, &agrave; toa…<br />
E o t&iacute;mido bando pedindo outras praias<br />
Passava gritando por sobre a canoa!…”</p>
<p>Do livro: <em>A Cachoeira de Paulo Afonso </em>(1876)</p>
</div><!-- fim mwordstext --><div style='clear:both'></div>	<p></p>
	<hr noshade style="margin:0;height:1px" />
	<p>&copy; Prof. Gentil for <a 
href="http://cursodeportugues.blogarium.net">Curso Gratuito de Português</a>, 2009. |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-10/">Permalink</a> |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-10/#comments">One comment</a></p>
	<p>Add to <a 
href="http://del.icio.us/post?url=http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-10/&amp;title=Sobre versifica&ccedil;&atilde;o em l&iacute;ngua portuguesa (10)">del.icio.us</a></p>
	<p>Search blogs linking this post with <a 
href="http://www.technorati.com/search/http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-10/" title="Search on 
Technorati">Technorati</a></p>
	<p>Want more on these topics? Browse the archive of posts filed 
under <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/literatura/" title="Ver todos os posts em Literatura" rel="category tag">Literatura</a>.</p>
        <p><a href="http://latin3.directtrack.com/z/0/CD110/&p=8"><img border=0 src="http://latin3.directtrack.com/rotator/CD110/8&keyword="></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-10/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Gon&#231;alo Salgueiro canta Alma Minha Gentil Que Te Partiste, de Cam&#245;es</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/goncalo-salgueiro-canta-alma-minha-gentil-que-te-partiste-de-camoes/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/goncalo-salgueiro-canta-alma-minha-gentil-que-te-partiste-de-camoes/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 02:17:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cursodeportugues.blogarium.net/?p=540</guid>
		<description><![CDATA[Descobri no Youtube esta bela interpreta&#231;&#227;o do soneto de Cam&#245;es, Alma Minha Gentil, Que Te Partiste, feita por Gon&#231;alo Salgueiro. N&#227;o h&#225; neste mundo um povo que saiba expressar a melancolia feito nossos patr&#237;cios da Terrinha, a exemplo do fado.

	
	
	&#169; Prof. Gentil for Curso Gratuito de Portugu&ecirc;s, 2009. &#124;
	  Permalink &#124;
	  2 comments
	Add [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p>Descobri no Youtube esta bela interpreta&ccedil;&atilde;o do soneto de <strong>Cam&otilde;es</strong>, <a title="versifica&ccedil;&atilde;o" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-9/" target="_blank"><strong>Alma Minha Gentil, Que Te Partiste</strong></a>, feita por <strong>Gon&ccedil;alo Salgueiro</strong>. N&atilde;o h&aacute; neste mundo um povo que saiba expressar a melancolia feito nossos patr&iacute;cios da Terrinha, a exemplo do fado.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="256" height="260" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Jv2Je-8vY48&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="256" height="260" src="http://www.youtube.com/v/Jv2Je-8vY48&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
</div><!-- fim mwordstext --><div style='clear:both'></div>	<p></p>
	<hr noshade style="margin:0;height:1px" />
	<p>&copy; Prof. Gentil for <a 
href="http://cursodeportugues.blogarium.net">Curso Gratuito de Português</a>, 2009. |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/goncalo-salgueiro-canta-alma-minha-gentil-que-te-partiste-de-camoes/">Permalink</a> |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/goncalo-salgueiro-canta-alma-minha-gentil-que-te-partiste-de-camoes/#comments">2 comments</a></p>
	<p>Add to <a 
href="http://del.icio.us/post?url=http://cursodeportugues.blogarium.net/goncalo-salgueiro-canta-alma-minha-gentil-que-te-partiste-de-camoes/&amp;title=Gon&ccedil;alo Salgueiro canta Alma Minha Gentil Que Te Partiste, de Cam&otilde;es">del.icio.us</a></p>
	<p>Search blogs linking this post with <a 
href="http://www.technorati.com/search/http://cursodeportugues.blogarium.net/goncalo-salgueiro-canta-alma-minha-gentil-que-te-partiste-de-camoes/" title="Search on 
Technorati">Technorati</a></p>
	<p>Want more on these topics? Browse the archive of posts filed 
under <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/literatura/" title="Ver todos os posts em Literatura" rel="category tag">Literatura</a>.</p>
        <p><a href="http://latin3.directtrack.com/z/0/CD110/&p=8"><img border=0 src="http://latin3.directtrack.com/rotator/CD110/8&keyword="></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cursodeportugues.blogarium.net/goncalo-salgueiro-canta-alma-minha-gentil-que-te-partiste-de-camoes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>L&#237;ngua, com Caetano Veloso e Elza Soares</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/lingua-com-caetano-veloso-e-elza-soares/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/lingua-com-caetano-veloso-e-elza-soares/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 00:43:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cursodeportugues.blogarium.net/?p=537</guid>
		<description><![CDATA[Caros leitores,
n&#227;o basta saber a l&#237;ngua. &#201; preciso conhecer a cultura produzida nessa l&#237;ngua. Por isso inclu&#237; a s&#233;rie de artigos sobre versifica&#231;&#227;o, que traz a produ&#231;&#227;o de nossos artistas, poetas, escritores, letristas.
Neste caso, trago a m&#250;sica L&#237;ngua, de Caetano Veloso, numa interpreta&#231;&#227;o ao lado de Elza Soares.
***

***
Gosto de sentir a minha l&#237;ngua ro&#231;ar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p>Caros leitores,</p>
<p>n&atilde;o basta saber a l&iacute;ngua. &Eacute; preciso conhecer a cultura produzida nessa l&iacute;ngua. Por isso inclu&iacute; a s&eacute;rie de artigos sobre <a title="versifica&ccedil;&atilde;o" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-portuguesa-brasileira/" target="_blank">versifica&ccedil;&atilde;o</a>, que traz a produ&ccedil;&atilde;o de nossos artistas, poetas, escritores, letristas.</p>
<p>Neste caso, trago a m&uacute;sica <strong>L&iacute;ngua</strong>, de <a title="Caetano Veloso" href="http://www.caetanoveloso.com.br/" target="_blank">Caetano Veloso</a>, numa interpreta&ccedil;&atilde;o ao lado de <strong>Elza Soares</strong>.<br />
***<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="255" height="266" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/n2KttEYpURI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="255" height="266" src="http://www.youtube.com/v/n2KttEYpURI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
***<br />
<span>Gosto de sentir a minha l&iacute;ngua ro&ccedil;ar a l&iacute;ngua de Lu&iacute;s de Cam&otilde;es<br />
Gosto de ser e de estar<br />
E quero me dedicar a criar confus&otilde;es de pros&oacute;dia<br />
E uma profus&atilde;o de par&oacute;dias<br />
Que encurtem dores<br />
E furtem cores como camale&otilde;es<br />
Gosto do Pessoa na pessoa<br />
Da rosa no Rosa<br />
E sei que a <a href="http://poesia.mrkind.pro.br/" >poesia</a> est&aacute; para a prosa<br />
Assim como o amor est&aacute; para a amizade<br />
E quem h&aacute; de negar que esta lhe &eacute; superior?<br />
E deixe os Portugais morrerem &agrave; m&iacute;ngua<br />
&#8220;Minha p&aacute;tria &eacute; minha l&iacute;ngua&#8221;<br />
Fala Mangueira! Fala!</span></p>
<p>Flor do L&aacute;cio Samb&oacute;dromo Lusam&eacute;rica latim em p&oacute;<br />
O que quer<br />
O que pode esta l&iacute;ngua?</p>
<p>Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas<br />
E o falso <a href="http://mrkind.pro.br/blog/gebli-curso-de-ingles-gratis/" >ingl&ecirc;s</a> relax dos surfistas<br />
Sejamos imperialistas! Cad&ecirc;? Sejamos imperialistas!<br />
Vamos na vel&ocirc; da dic&ccedil;&atilde;o <em>choo-choo</em> de Carmem Miranda<br />
E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate<br />
E – xeque-mate – explique-nos Luanda<br />
Ou&ccedil;amos com aten&ccedil;&atilde;o os deles e os delas da TV Globo<br />
Sejamos o lobo do lobo do homem<br />
Lobo do lobo do lobo do homem<br />
Adoro nomes<br />
Nomes em &atilde;<br />
De coisas como r&atilde; e &iacute;m&atilde;<br />
&Iacute;m&atilde; &iacute;m&atilde; &iacute;m&atilde; &iacute;m&atilde; &iacute;m&atilde; &iacute;m&atilde; &iacute;m&atilde; &iacute;m&atilde;<br />
Nomes de nomes<br />
Como Scarlet Moon de Chevalier, Glauco Mattoso e Arrigo Barnab&eacute;<br />
e Maria da F&eacute;</p>
<p>Flor do L&aacute;cio Samb&oacute;dromo Lusam&eacute;rica latim em p&oacute;<br />
O que quer<br />
O que pode esta l&iacute;ngua?</p>
<p>Se voc&ecirc; tem uma id&eacute;ia incr&iacute;vel &eacute; melhor fazer uma can&ccedil;&atilde;o<br />
Est&aacute; provado que s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel filosofar em alem&atilde;o<br />
<em>Blitz</em> quer dizer corisco<br />
Hollywood quer dizer Azevedo<br />
E o Rec&ocirc;ncavo, e o Rec&ocirc;ncavo, e o Rec&ocirc;ncavo meu medo<br />
A l&iacute;ngua &eacute; minha p&aacute;tria<br />
E eu n&atilde;o tenho p&aacute;tria, tenho m&aacute;tria<br />
E quero fr&aacute;tria<br />
<a href="http://poesia.mrkind.pro.br/" >Poesia</a> concreta, prosa ca&oacute;tica<br />
&Oacute;tica futura<br />
Samba-rap, chic-left com banana<br />
<em>(– Ser&aacute; que ele est&aacute; no P&atilde;o de A&ccedil;&uacute;car?<br />
– T&aacute; craude br&ocirc;<br />
– Voc&ecirc; e tu<br />
– Lhe amo<br />
– Qu&eacute; queu te fa&ccedil;o, nego?<br />
– Bote ligeiro!<br />
– Ma’de brinquinho, Ricardo!? Teu tio vai ficar desesperado!<br />
– &Oacute; Tavinho, p&otilde;e camisola pra dentro, assim mais pareces um espantalho!<br />
– I like to spend some time in Mozambique<br />
– Arigat&ocirc;, arigat&ocirc;!) </em><br />
N&oacute;s canto-falamos como quem inveja negros<br />
Que sofrem horrores no Gueto do Harlem<br />
Livros, discos, v&iacute;deos &agrave; mancheia<br />
E deixa que digam, que pensem, que falem</p>
</div><!-- fim mwordstext --><div style='clear:both'></div>	<p></p>
	<hr noshade style="margin:0;height:1px" />
	<p>&copy; Prof. Gentil for <a 
href="http://cursodeportugues.blogarium.net">Curso Gratuito de Português</a>, 2009. |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/lingua-com-caetano-veloso-e-elza-soares/">Permalink</a> |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/lingua-com-caetano-veloso-e-elza-soares/#comments">2 comments</a></p>
	<p>Add to <a 
href="http://del.icio.us/post?url=http://cursodeportugues.blogarium.net/lingua-com-caetano-veloso-e-elza-soares/&amp;title=L&iacute;ngua, com Caetano Veloso e Elza Soares">del.icio.us</a></p>
	<p>Search blogs linking this post with <a 
href="http://www.technorati.com/search/http://cursodeportugues.blogarium.net/lingua-com-caetano-veloso-e-elza-soares/" title="Search on 
Technorati">Technorati</a></p>
	<p>Want more on these topics? Browse the archive of posts filed 
under <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/literatura/" title="Ver todos os posts em Literatura" rel="category tag">Literatura</a>.</p>
        <p><a href="http://latin3.directtrack.com/z/0/CD110/&p=8"><img border=0 src="http://latin3.directtrack.com/rotator/CD110/8&keyword="></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cursodeportugues.blogarium.net/lingua-com-caetano-veloso-e-elza-soares/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Rosa de Hiroshima, por Ney Matogrosso</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/rosa-de-hiroshima-por-ney-matogrosso/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/rosa-de-hiroshima-por-ney-matogrosso/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 00:15:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cursodeportugues.blogarium.net/?p=535</guid>
		<description><![CDATA[Como inclu&#237;mos o poema Rosa de Hiroshima, de Vin&#237;cius de Moraes, em nosso curso sobre versifica&#231;&#227;o, nada melhor do que apreciar agora este mesmo poema cantado por Ney Matogrosso, numa homenagem a esses artistas:

	
	
	&#169; Prof. Gentil for Curso Gratuito de Portugu&ecirc;s, 2009. &#124;
	  Permalink &#124;
	  No comment
	Add to del.icio.us
	Search blogs linking this post [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p>Como inclu&iacute;mos o poema<strong> <a title="Rosa de Hiroshima" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-5/" target="_blank">Rosa de Hiroshima</a></strong>, de <strong>Vin&iacute;cius de Moraes</strong>, em nosso curso sobre versifica&ccedil;&atilde;o, nada melhor do que apreciar agora este mesmo poema cantado por <strong>Ney Matogrosso</strong>, numa homenagem a esses artistas:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="257" height="267" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/9YJaaVAQ5lE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="257" height="267" src="http://www.youtube.com/v/9YJaaVAQ5lE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
</div><!-- fim mwordstext --><div style='clear:both'></div>	<p></p>
	<hr noshade style="margin:0;height:1px" />
	<p>&copy; Prof. Gentil for <a 
href="http://cursodeportugues.blogarium.net">Curso Gratuito de Português</a>, 2009. |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/rosa-de-hiroshima-por-ney-matogrosso/">Permalink</a> |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/rosa-de-hiroshima-por-ney-matogrosso/#comments">No comment</a></p>
	<p>Add to <a 
href="http://del.icio.us/post?url=http://cursodeportugues.blogarium.net/rosa-de-hiroshima-por-ney-matogrosso/&amp;title=Rosa de Hiroshima, por Ney Matogrosso">del.icio.us</a></p>
	<p>Search blogs linking this post with <a 
href="http://www.technorati.com/search/http://cursodeportugues.blogarium.net/rosa-de-hiroshima-por-ney-matogrosso/" title="Search on 
Technorati">Technorati</a></p>
	<p>Want more on these topics? Browse the archive of posts filed 
under <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/literatura/" title="Ver todos os posts em Literatura" rel="category tag">Literatura</a>.</p>
        <p><a href="http://latin3.directtrack.com/z/0/CD110/&p=8"><img border=0 src="http://latin3.directtrack.com/rotator/CD110/8&keyword="></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cursodeportugues.blogarium.net/rosa-de-hiroshima-por-ney-matogrosso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sobre versifica&#231;&#227;o em l&#237;ngua portuguesa (9)</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-9/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-9/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 23:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Versificação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cursodeportugues.blogarium.net/?p=527</guid>
		<description><![CDATA[Finalmente, chegamos aos versos decass&#237;labos. Bem como os heptass&#237;labos, os decass&#237;labos s&#227;o os versos mais naturalmente produzidos em nossa l&#237;ngua p&#225;tria. De Luis Vaz de Cam&#245;es a Fernando Pessoa, de Greg&#243;rio de Mattos a Vin&#237;cius de Moraes, nossos grandes poetas expressaram nossa alma em decass&#237;labos. N&#227;o h&#225; nada melhor do que conviver na presen&#231;a desses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p>Finalmente, chegamos aos <strong>versos decass&iacute;labos</strong>. Bem como os <a title="heptass&iacute;labos" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-6/" target="_blank"><strong>heptass&iacute;labos</strong></a>, os decass&iacute;labos s&atilde;o os versos mais naturalmente produzidos em nossa l&iacute;ngua p&aacute;tria. De<strong> <a title="Luis de Cam&otilde;es" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-6/" target="_blank">Luis Vaz de Cam&otilde;es</a> </strong>a <a title="Fernando Pessoa" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-6/" target="_blank"><strong>Fernando Pessoa</strong></a>, de <a title="Greg&oacute;rio de Mattos" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-6/" target="_blank"><strong>Greg&oacute;rio de Mattos</strong></a> a <strong><a title="Vinicius de Moraes" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-5/" target="_blank">Vin&iacute;cius de Moraes</a></strong>, nossos grandes poetas expressaram nossa alma em decass&iacute;labos. N&atilde;o h&aacute; nada melhor do que conviver na presen&ccedil;a desses autores ilustres. Sobre a acentua&ccedil;&atilde;o r&iacute;tmica, existem as cl&aacute;ssicas combina&ccedil;&otilde;es: na quinta e na d&eacute;cima s&iacute;labas, na sexta e na d&eacute;cima, na quarta, oitava e d&eacute;cima s&iacute;labas, na quarta, na s&eacute;tima e na d&eacute;cima, na quarta e na d&eacute;cima, e outras varia&ccedil;&otilde;es introduzidas pelo modernismo. O melhor mesmo &eacute; ler cada poema e descobrir sua acentua&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Vamos aos exemplos. Pra come&ccedil;ar, um soneto cl&aacute;ssico de Cam&otilde;es: <strong>Alma minha gentil, que te partiste</strong>. N&atilde;o por acaso o trago aqui. Como disse outro poeta, &eacute; melhor ter amado e perdido, do que nunca ter amado. Al&eacute;m da beleza, ele cont&eacute;m o cac&oacute;fato mais lindo da nossa l&iacute;ngua no primeiro verso (os mais safadinhos notar&atilde;o logo a ardente saudade do poeta, que ia al&eacute;m da alma da amada):</p>
<p>Alma minha gentil, que te partiste<br />
T&atilde;o cedo desta vida, descontente,<br />
Repousa l&aacute; no C&eacute;u eternamente<br />
E viva eu c&aacute; na terra sempre triste.</p>
<p>Se l&aacute; no assento et&eacute;reo, onde subiste,<br />
Mem&oacute;ria desta vida se consente,<br />
N&atilde;o te esque&ccedil;as daquele amor ardente<br />
Que j&aacute; nos olhos meus t&atilde;o puro viste.</p>
<p>E se vires que pode merecer-te<br />
Alguma cousa a dor que me ficou<br />
Da m&aacute;goa, sem rem&eacute;dio, de perder-te,</p>
<p>Roga a Deus, que teus anos encurtou,<br />
Que t&atilde;o cedo de c&aacute; me leve a ver-te,<br />
Qu&atilde;o cedo de meus olhos te levou.</p>
<p>***</p>
<p>De <strong>Fernando Pessoa</strong>, na pessoa de <strong>&Aacute;lvaro de Campos</strong>, incluo o <strong>Soneto J&aacute; Antigo</strong> (1913):</p>
<p>OLHA, DAISY: quando eu morrer tu h&aacute;s de<br />
dizer aos meus amigos a&iacute; de Londres,<br />
embora n&atilde;o sintas, que tu escondes<br />
a grande dor da minha morte. Ir&aacute;s de</p>
<p>Londres p&#8217;ra Iorque, onde nasceste (dizes&#8230;<br />
que eu nada que tu digas acredito),<br />
contar &agrave;quele pobre rapazito<br />
que me deu tantas horas t&atilde;o felizes</p>
<p>Embora n&atilde;o o saibas, que morri&#8230;<br />
mesmo ele, a quem eu tanto julguei amar,<br />
nada se importar&aacute;&#8230; Depois vai dar</p>
<p>a not&iacute;cia a essa estranha Cecily<br />
que acreditava que eu seria grande&#8230;<br />
Raios partam a vida e quem l&aacute; ande!</p>
<p>***</p>
<p>De <strong>Greg&oacute;rio de Mattos</strong>, temos o famoso <strong>&Agrave; Cidade da Bahia</strong>:</p>
<p>A cada canto um grande conselheiro,<br />
Que nos quer governar cabana, e vinha,<br />
N&atilde;o sabem governar sua cozinha,<br />
E podem governar o mundo inteiro.</p>
<p>Em cada porta um freq&uuml;entado olheiro,<br />
Que a vida do vizinho, e da vizinha<br />
Pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,<br />
Para a levar &agrave; Pra&ccedil;a, e ao Terreiro.</p>
<p>Muitos Mulatos desavergonhados,<br />
Trazidos pelos p&eacute;s os homens nobres,<br />
Posta nas palmas toda a picardia.</p>
<p>Estupendas usuras nos mercados,<br />
Todos, os que n&atilde;o furtam, muito pobres,<br />
E eis aqui a cidade da Bahia.</p>
<p>***</p>
<p>E nada melhor do que um craque da <a href="http://poesia.mrkind.pro.br/" >poesia</a> falando de outro. <strong>Vin&iacute;cius de Moraes</strong> escreveu<strong> O Anjo de Pernas Tortas</strong> em homenagem a <strong>Man&eacute; Garrincha</strong>:</p>
<p>A um passe de Didi, Garrincha avan&ccedil;a<br />
Colado o couro aos p&eacute;s, o olhar atento<br />
Dribla um, dribla dois, depois descansa<br />
Como a medir o lance do momento.</p>
<p>Vem-lhe o pressentimento; ele se lan&ccedil;a<br />
Mais r&aacute;pido que o pr&oacute;prio pensamento<br />
Dribla mais um, mais dois; a bola tran&ccedil;a<br />
Feliz, entre seus p&eacute;s – um p&eacute;-de-vento!</p>
<p>Num s&oacute; transporte a multid&atilde;o contrita<br />
Em ato de morte se levanta e grita<br />
Seu un&iacute;ssono canto de esperan&ccedil;a.</p>
<p>Garrincha, o anjo, escuta e atende: – Goooool!<br />
&Eacute; pura imagem: um G que chuta um o<br />
Dentro da meta, um 1. &Eacute; pura dan&ccedil;a!</p>
</div><!-- fim mwordstext --><div style='clear:both'></div>	<p></p>
	<hr noshade style="margin:0;height:1px" />
	<p>&copy; Prof. Gentil for <a 
href="http://cursodeportugues.blogarium.net">Curso Gratuito de Português</a>, 2009. |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-9/">Permalink</a> |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-9/#comments">2 comments</a></p>
	<p>Add to <a 
href="http://del.icio.us/post?url=http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-9/&amp;title=Sobre versifica&ccedil;&atilde;o em l&iacute;ngua portuguesa (9)">del.icio.us</a></p>
	<p>Search blogs linking this post with <a 
href="http://www.technorati.com/search/http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-9/" title="Search on 
Technorati">Technorati</a></p>
	<p>Want more on these topics? Browse the archive of posts filed 
under <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/literatura/" title="Ver todos os posts em Literatura" rel="category tag">Literatura</a>.</p>
        <p><a href="http://latin3.directtrack.com/z/0/CD110/&p=8"><img border=0 src="http://latin3.directtrack.com/rotator/CD110/8&keyword="></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-9/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
