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	<title>Curso Gratuito de Português &#187; Ortografia</title>
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	<description>Descobrindo o prazer de aprender</description>
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		<title>Dígrafos</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/digrafos/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 Mar 2009 22:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ortografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros leitores, vos escrevo para falar resumidamente dos dígrafos. Eles ocorrem quando duas letras representam um único fonema ou som da língua. Listo abaixo os dígrafos da Língua Portuguesa e exemplos de cada um: CH: chove, chuva, chave, cheiro, chamar, chorar, chiar, chato, chutar; LH: calha, melhor, cilha, filha, folha, mulher, molhar, milho, entulho, telha; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Caros leitores,</p>
<p class="MsoNormal">vos escrevo para falar resumidamente dos dígrafos.</p>
<p><span id="more-53"></span></p>
<p class="MsoNormal">Eles ocorrem quando duas letras representam um único fonema ou som da língua.</p>
<p class="MsoNormal">Listo abaixo os dígrafos da Língua Portuguesa e exemplos de cada um:</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">CH: chove, chuva, chave, cheiro, chamar, chorar, chiar, chato, chutar;</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">LH: calha, melhor, cilha, filha, folha, mulher, molhar, milho, entulho, telha;</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">NH: amanhã, manha, empenho, pinha, senha, pamonha, unha, tinha;</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">GU (seguidos de E ou I): gueixa, guinada, guiar, esgueirar, enguia, rasgue, ringue, açougue, distinguir, guitarra;</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">QU (seguidos de E ou I): queimar, quiabo, queixa, querer, alqueire, aquém, arquejar, repique, atabaque;</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">RR: carro, amarrar, arrancar, abarrotado, aberração, barro, bizarro, borrifar, cigarra;</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">SS: assar, assírio, assanhado, essênio, missa, isso, massa, musse, messe, assumir;</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">SC: adolescente, consciência, descer, efervescente, florescência, miscigenação;</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">SÇ: cresço, desço, nasço, floresço;</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">XC: exceção, excitar, excelente, excentricidade, excelso, excepcional, excerto;</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">XS: exsurgência, exsurgir, exsudar/exsuar, exsudato, exsucção.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sobre o Novo Acordo Ortográfico</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-o-novo-acordo-ortografico/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 02:49:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gramática]]></category>
		<category><![CDATA[Ortografia]]></category>
		<category><![CDATA[Acento diferencial]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo ortográfico]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobre o Novo Acordo Ortográfico A partir do que foi decidido num encontro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que aconteceu em julho de 2004 em São Tomé e Príncipe, o novo acordo ortográfico entraria em vigor no momento em que três países dessa comunidade o ratificassem. O Brasil o fez em outubro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><strong>Sobre o Novo Acordo Ortográfico</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><br />
</strong><span id="more-43"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A partir do que foi decidido num encontro da <a class="zem_slink" title="Community of Portuguese Language Countries" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Community_of_Portuguese_Language_Countries">Comunidade dos Países de Língua Portuguesa</a> (CPLP), que aconteceu em julho de 2004 em <a class="zem_slink" title="São Tomé and Príncipe" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Tom%C3%A9_and_Pr%C3%ADncipe">São Tomé e Príncipe</a>, o novo acordo ortográfico entraria em vigor no momento em que três países dessa comunidade o ratificassem. O Brasil o fez em outubro de 2004, <a class="zem_slink" title="Cape Verde" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cape_Verde">Cabo Verde</a> em abril de 2005 e São Tomé em novembro de 2006. Desse modo, necessariamente os outros países de língua portuguesa acatarão esse acordo, cada um a seu tempo. No Brasil, a fase de adaptação à nova ortografia se estenderá até 2012. Daí em diante, só a nova ortografia terá validade.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Oferecemos aqui aos leitores um resumo das mudanças no Português falado no Brasil. O que podemos aconselhar aos leitores é que adquiram no futuro um exemplar do novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, publicado pela <a class="zem_slink" title="Academia Brasileira de Letras" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Academia_Brasileira_de_Letras">Academia Brasileira de Letras</a>. Além disso, certamente poderemos contar com o fato de que as empresas do setor de computação lançarão novos editores de texto com as mudanças, para facilitar esse trabalho aos usuários de computador.</p>
<p class="MsoNormal"><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>O Alfabeto</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Seguindo as indicações do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, nosso alfabeto passa a ser formado por 26 letras, com a inclusão de “k”, “w” e “y”, que formalmente não pertenciam a ele. Assim, elas são oficializadas em nomes próprios, símbolos, siglas e palavras estrangeiras (watt, km).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong>O Trema</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Com exceção de nomes próprios e derivados, o trema (o sinal de dois pontinhos sobre a letra <strong>ü</strong>) não será mais usado em nossa língua. Naturalmente, as palavras que precisavam de trema agora serão escritas sem ele, como por exemplo: frequência, eloquência, consequência.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong>Acentuação</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Os <strong>ditongos abertos</strong> (ei, oi) não são mais acentuados em palavras   paroxítonas, como por exemplo: ideia, colmeia, boia, heroico, paranoico.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Exceções<strong>: </strong>o acento continua nos ditongos abertos   de palavras oxítonas e monossilábicas: anéis, dói, papéis, herói.</p>
<p class="MsoNormal">Bem como o acento   no ditongo aberto &#8216;éu&#8217; continua: céu, véu, chapéu.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Os <strong>hiatos</strong> “oo”   e “ee” não são mais acentuados: voo, coo, moo, perdoo, veem, creem, leem.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Foi descartado o <strong>acento diferencial</strong> para palavras   homógrafas (de grafia igual): pelo (substantivo), pera (substantivo), para   (verbo), pela (substantivo e verbo).</p>
<p class="MsoNormal"><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Exceção<strong>:</strong> o <strong>acento   diferencial</strong> é mantido para o verbo “poder”, na 3ª pessoa do Pretérito   Perfeito do Indicativo: “pôde” e no verbo “pôr” para diferenciar este da   preposição “por”.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">A letra &#8216;u&#8217; não é mais acentuada nas formas verbais <strong>rizotônicas</strong> (quando os acentos   tônicos são na raiz do verbo) quando for precedida de “g” ou “q” e seguida de “e” ou   “i”. Exemplos: apazigue, averigue, enxague, oblique.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Os fonemas “i” e “u” tônicos <strong>não são mais acentuados</strong> em palavras   paroxítonas quando forem precedidos de ditongo. Exemplos: boiuna, baiuca, feiura.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong>O Hífen </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O hífen foi abolido em palavras   formadas de prefixos (ou falsos prefixos) que terminam em vogal + palavras   iniciadas por “r” ou “s”; quando for este o caso, essas letras devem ser duplicadas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Exemplos: antissocial,   antirrugas, autorregulação, contrassenha, extrasseco,   ultrarromântico, suprarrenal, etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong>Atenção: </strong>em prefixos   terminados em “r”, o hífen permanece se a palavra seguinte for iniciada pela   mesma letra: hiper-requintado, inter-racial, inter-regional,   inter-relação,  super-realista, etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O hífen foi abolido em palavras   formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras   iniciadas por outra vogal.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Exemplos: autoajuda,   autoescola, autoestrada, contraindicação, contraordem,  extraoficial, infraestrutura, semiaberto,   semiautomático, semiárido, ultraelevado, etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong>1. </strong>esta nova regra permite   a uniformização de algumas exceções que já existiam em nosso idioma:   antiaéreo, antiamericano, socioeconômico, etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong>2. </strong>mas esta regra <strong>não é aplicada</strong> quando a palavra seguinte começar por “h”:   anti-herói, anti-higiênico, etc.</p>
<p class="MsoNormal"><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong>Continua</strong> a utilização do hífen quando a palavra é formada por um   prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma   vogal.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Exemplo: anti-inflamatório,   anti-imperialista, arqui-inimigo, micro-ondas, micro-ônibus, etc.</p>
<p class="MsoNormal"><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong>Atenção: </strong>quando o prefixo   termina em vogal e a palavra seguinte começa com vogal diferente,<strong> não</strong> tem hífen; quando o prefixo   termina em vogal e a palavra seguinte começa com a mesma vogal, mantém-se o hífen.</p>
<p class="MsoNormal"><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong>Exceção: </strong>o prefixo “co”.   Mesmo que a palavra seguinte comece com a vogal “o”, <strong>não</strong> utiliza-se hífen.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O hífen foi abolido em palavras   compostas que, pelo uso, perderam a noção de composição.</p>
<p class="MsoNormal">Exemplos: paraquedas, paraquedista, parabrisa, etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong>Atenção: </strong>o hífen continua   a ser utilizado em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e que   constituem unidade sintagmática e semântica, mantendo seu acento próprio, bem   como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz,   médico-cirurgião, conta-gotas, tenente-coronel, beija-flor, erva-doce,   bem-te-vi etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;"><strong>Atenção:</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;">O uso do hífen continua:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;">Em palavras formadas pelos prefixos   “ex”, “vice” e “soto” (posição inferior): ex-marido, vice-presidente, soto-ministro.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;">Em palavras formadas pelos   prefixos &#8216;circum&#8217; e &#8216;pan&#8217; seguidos de palavras iniciadas com vogal, “m” ou   “n”: pan-americano, circum-navegação.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Em palavras formadas pelos prefixos “pré”, “pró” e “pós” seguidos de palavras que tem significado próprio: pré-natal, pró-socialismo, pós-graduação.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Em palavras formadas pelas palavras “além”, “aquém”, “recém”, “sem”: além-mar,  aquém-mar, recém-casados, sem-teto, etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong>Atenção:</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong>O hífen foi abolido </strong>em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais): fim de semana, café com leite, pão de mel, cartão de visita, etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong>Exceto</strong> em algumas expressões, como por exemplo: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, etc.</p>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Zemified by Zemanta" href="http://reblog.zemanta.com/zemified/c41c8ae0-0a61-460a-a0fc-23e304ac0e42/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/reblog_e.png?x-id=c41c8ae0-0a61-460a-a0fc-23e304ac0e42" alt="Reblog this post [with Zemanta]" /></a><span class="zem-script more-related"><script src="http://static.zemanta.com/readside/loader.js" type="text/javascript"></script></span></div>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>O que é &#8220;psicultura&#8221;?</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-psicultura/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-psicultura/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 17:43:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof Janio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ortografia]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava eu andando pelo Centro de Porto Alegre quando deparei-me com uma barraquinha próxima ao Mercado Público, vendendo peixe frito, com uma enorme faixa com os dizeres: &#8220;projeto de psicultura&#8221;. Como uma imagem vale mais do que mil palavras, ei-la: Sou muito simpático ao adágio que diz não se deve dar o peixe, mas ensinar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava eu andando pelo Centro de Porto Alegre quando deparei-me com uma barraquinha próxima ao Mercado Público, vendendo peixe frito, com uma enorme faixa com os dizeres: &#8220;projeto de psicultura&#8221;.</p>
<p><span id="more-21"></span></p>
<p>Como uma imagem vale mais do que mil palavras, ei-la:</p>
<p style="text-align: center"><img id="urn:zoundry:jid:psicultura.jpg" style="display: inline;" title="psicultura.jpg" src="http://cursodeportugues.blogarium.net/wp-content/uploads/2008/04/psicultura-tn.jpg" border="0" alt="psicultura.jpg" width="254" height="265" /></p>
<p>Sou muito simpático ao adágio que diz não se deve dar o peixe, mas ensinar a pescar. No caso da Prefeitura de Porto Alegre, não estão fazendo nenhuma das duas coisas, pois o peixe frito é vendido na barraquinha, e a menos que &#8220;psicultura&#8221; seja um neologismo relacionado a psicologia e cultura, o que eles querem é ensinar a criar peixes, e não a pescá-los.</p>
<p><strong>Piscicultura</strong>, esta a grafia correta, também chamada popularmente de <strong>aquacultura</strong> ou <strong>aquicultura</strong>, é a atividade de criar peixes e outros animais aquáticos.</p>
<p>A não ser, claro, que &#8220;Psicultura&#8221; seja um nome próprio, que tenha uma razão para ser assim. Nesse caso, retiro todas as críticas. Mas apenas nesse caso.</p>
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<span class="ztags"><span class="ztagspace">Technorati</span> : <a class="ztag" rel="tag" href="http://technorati.com/tag/etimologia">etimologia</a>, <a class="ztag" rel="tag" href="http://technorati.com/tag/gram%C3%A1tica">gramática</a>, <a class="ztag" rel="tag" href="http://technorati.com/tag/ortografia">ortografia</a></span></p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Acordo Ortográfico, Acentos Diferenciais e Crase</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Oct 2007 20:07:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof Janio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gramática]]></category>
		<category><![CDATA[Ortografia]]></category>
		<category><![CDATA[Crase]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é de hoje que regras de acentuação vêm tirando o sono de muitos estudantes, ou daqueles que precisam fazer um bom uso da Língua Portuguesa, mas simplesmente não conseguem aprender algumas regras que regem a grafia de certas palavras. Atualmente os acentos que diferenciam “tem” (singular) de “têm” (plural), “vem” (singular) de “vêm” (plural), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é de hoje que regras de acentuação vêm tirando o sono de muitos estudantes, ou daqueles que precisam fazer um bom uso da Língua Portuguesa, mas simplesmente não conseguem aprender algumas regras que regem a grafia de certas palavras. Atualmente os acentos que diferenciam “tem” (singular) de “têm” (plural), “vem” (singular) de “vêm” (plural), por exemplo, e o acento grave, ou crase, são, em minha percepção, os casos mais críticos.</p>
<p>Recentemente foi bastante noticiado nos meios de comunicação um acordo internacional visando unificar a grafia da Língua Portuguesa em diversos países — Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal —, sendo que as duas grafias “oficiais” são a Portuguesa e a Brasileira.</p>
<p><span id="more-9"></span>Entre outras mudanças, como a inclusão oficial das letras K, Y e W no alfabeto e a abolição do acento agudo em ditongos abertos em “ei” e “oi” (palavras como idéia, assembléia e mocréia).</p>
<p>Além disso, há uma série de palavras que continuarão com duas grafias, obrigando edições em diferentes países a diferentes revisões, e conseqüentemente não resolvendo o principal “problema” que o dito acordo pretendia resolver. Exemplos dessas palavras:</p>
<ul>
<li>académico/acadêmico;</li>
<li>anatómico/anatômico;</li>
<li>cénico/cênico;</li>
<li>cómodo/cômodo;</li>
<li>fenómeno/fenômeno;</li>
<li>género/gênero;</li>
<li>topónimo/topônimo;</li>
<li>Amazónia/Amazônia;</li>
<li>António/Antônio;</li>
<li>blasfémia/blasfêmia;</li>
<li>fémea/fêmea;</li>
<li>gémeo/gêmeo;</li>
<li>génio/gênio;</li>
<li>ténue/tênue.</li>
</ul>
<p>Outras regras notáveis trazidas pelo tal acordo são a supressão do trema (quero ver as <a class="alinks_links" onclick="return alinks_click(this);" rel="external" href="http://www.contraditorium.com/2007/07/19/da-salsinha-hypes-e-blogueiros-surpreendidos/" target="_blank">salsinhas</a> saberem o que é redarguir, sem trema — com ele já é difícil) e a supressão de algumas consoantes mudas como em “actor”.</p>
<p>Especificamente sobre os verbos, o que muda é que a terceira pessoa do plural de alguns como “crer”, “dar” e “ver” deixam de ter o acento circunflexo, ficando, respectivamente, “creem”, “deem”, “veem”. Não achei nenhuma informação dando conta de que verbos como “ter” e “vir” passem a ter suprimido o acento circunflexo da terceira pessoa do plural. Mas “para” (preposição) e “pára” (verbo) passarão a ter a mesma grafia, algo tão absurdo quanto a supressão do trema, em minha opinião.</p>
<p>E uma coisa é certa: a crase não será suprimida do idioma, para desespero de quem não sabe a diferença entre preposição e artigo, para poder entender que o “a” craseado é a fusão de uma preposição com um artigo. Durante mais algum tempo seremos obrigados a ver deslizes como “atendimento à  domicílio”, em que o a craseado é mais inadequado e inconveniente do que amante na primeira fila da igreja na noite do casamento. Para mais detalhes sobre a <strong>crase</strong>, leia o artigo <a title="artigo sobre crase" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-crase/" target="_blank"><strong>O que é crase?</strong></a>.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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