O que é crase?
Crase é um tipo de contração, fusão ou junção de duas palavras. Por exemplo, temos muitas contrações em nossa língua:
De + a = da
De + o = do
Em + a = na
Em + o = no
A + o = ao
A + onde = aonde.
Desta forma, quando juntamos a (preposição) + a (artigo / pronome) produz-se à (a contração é indicada pelo acento grave); isso também acontece quando a frase apresenta uma construção de a + aquele, aquela, aquilo, a qual, as quais: àquele(s), àquela(s), àquilo, à qual, às quais.
Como sabermos se há crase ou não? Há algumas regrinhas básicas, além do que já foi dito acima. Uma delas é quando a frase pede preposição e a palavra feminina a seguir precisa de artigo:
Fui a + tal lugar: a praia, a vila, a ponte, a Rua de Baixo, etc.:
Fui à praia, à vila, à ponte, à Rua de Baixo.
Também utilizamos crase em locuções adverbiais femininas no singular, sendo que o a indica preposição: à força, à míngua, à faca, à noite, à tarde, à bala, à moda, à medida que, etc. (cuidar expressões como móveis à Luis XV, massa à italiana, escrever à Guimarães Rosa, etc., pois elas não são exceções à regra, mas sim expressões em que ocorrem elipses da palavra moda: móveis à moda Luis XV, massa à moda italiana, escrever à moda/maneira de G.R.).
E diante de locuções adverbiais femininas no plural: às vezes, às cinco horas da tarde, às claras, às três da matina.
Uma regrinha simples para saber quando não usar crase é verificar se a palavra depois da preposição a é masculina, ou seja, ela vai pedir um artigo masculino, isto é, o, os, e desta forma não pode haver contração de a + a. Também não ocorre crase antes de verbos, pronomes de tratamento e pronomes em geral, expressões com palavras repetidas (face a face, cara a cara, gota a gota, frente a frente, etc.) e quando o a (no singular) vem diante de palavras no plural. Bem como não há crase diante de nomes de cidades que não precisam do artigo feminino, diante da palavra terra no sentido de solo/terra firme e da palavra casa sem adjuntos (Irei a casa em breve; mas Irei à sua casa em breve, ou Irei à casa da Maria mais tarde, ou seja, há crase quando a casa é especificada).
[...] E uma coisa é certa: a crase não será suprimida do idioma, para desespero de quem não sabe a diferença entre preposição e artigo, para poder entender que o “a” craseado é a fusão de uma preposição com um artigo. Durante mais algum tempo seremos obrigados a ver deslizes como “atendimento à domicílio”, em que o a craseado é mais inadequado e inconveniente do que amante na primeira fila da igreja na noite do casamento. Para mais detalhes sobre a crase, leia o artigo O que é crase?. [...]
mto bom!!!
Gostei muito de conhecer este site,pois à muito tempo procurava algo assim,gosto muito da minha língua e de escrever,mais as vezes sinto necessidade de fazê-lo melhor
Muito obriga,de hoje em diante,serei assídua por aqui
P.S tenho difuculdades quanto à pontuação
muito bom, recomendo ao pessoal q procura a internet só p/bate papo e outras bobagens que entem nessa salas, em joguinhos no que mais quizerem mas q não se esqueçam da boa e velha aula de port. obrigada, vou procurar vcs mais vezes agora.
Obrigado, Maria Clarisse.
Todos precisamos mesmo estudar mais nossa língua.
Abraço!
Olá professor,
Adoro seu site e estou sempre de olho nas novidades.
Se possível, gostaria de tirar uma dúvida:
No caso de uso nos agradecimentos que se fazem em livros, a crase ocorrerá se a pessoa for referida com amizade, numa atmosfera afetiva?
Por exemplo:
Agradecimentos:
A meus pais.
A meus avós.
A bela surpresa que a vida trouxe…
A amizade fiel de Ana…
A João da Silva…
Desde já, muitíssimo obrigada, professor!!!
Abraços!!!
Rejane
Prezada Rejane,
que eu saiba, a afetividade não muda a aplicação das regras:
no caso de amizade e bela surpresa, são palavras femininas;
nos outros casos, não (pais, avós = plural diante de preposição singular; João = masculino).
Abraço!