Conjugação do verbo parodiar
Ao ler um artigo num portal famoso, vi que o autor usou o verbo parodiar, na terceira pessoa, desta forma: “ele parodeia”. Achei estranho e fui conferir, e vi que a maneira correta é ele parodia.
Ao ler um artigo num portal famoso, vi que o autor usou o verbo parodiar, na terceira pessoa, desta forma: “ele parodeia”. Achei estranho e fui conferir, e vi que a maneira correta é ele parodia.
Tradicionalmente, a Gramática, ou o sistema de regras pelas quais se constroem as línguas, segundo Celso Pedro Luft, está dividida em: Fonologia/Fonética (trata dos sons da língua, ou seja, “o sistema fônico”), Morfologia (trata das palavras, ou “o sistema mórfico”) e Sintaxe (trata das construções ou estruturas da língua, como frase, oração e período; daí a Sintaxe ser dividida em concordância, regência e colocação).
Paronomásia é uma figura de linguagem que consiste em usar palavras ou frases semelhantes (no som e na grafia), de sentidos diferentes (ou seja, parônimas), para efeito retórico ou poético, seja ele humorístico ou sério. Temos o famoso trocadilho, ou uma brincadeira com as palavras, como na expressão traduttore / traditore (tradutor/traidor), utilizada em literatura, para enfatizar a traição que um tradutor faz ao texto original quando da operação tradutória.
A sinestesia (do grego syn-, “união” ou “junção” e -esthesia, “sensação”) é a interrelação de diferentes planos sensoriais num texto. A sinestesia mescla o tato, a audição, o gosto, o cheiro e a visão. Assim, a figura de linguagem sinestesia descreve ou expressa os fenômenos assim relacionados. Foi muito utilizada pelos poetas simbolistas, como Cruz e Sousa, que misturavam elementos dos vários sentidos, como no soneto Cristais:
A comparação é uma figura de linguagem que é semelhante à metáfora, e é utilizada para mostrar estados, qualidades ou ações de pessoas ou coisas. A diferença entre a comparação e a metáfora é que na comparação há o uso de conetivos para ressaltar uma ligação entre os termos: com, como, parecia, tal qual, assim, quanto. Enquanto que na metáfora o termo de comparação é eliminado.
Um paradoxo (do latim paradoxus, estranho, inesperado, absurdo) é uma figura de linguagem na qual se afirma algo que é ou parece ser contrário ao que é comum, verdadeiro; expressa uma contradição, mesmo que aparente.
A onomatopéia é uma figura de linguagem que consiste em reproduzir um som com um fonema, sílaba ou palavra.
Gradação é uma figura de linguagem ou estilo, diretamente relacionada com a enumeração, na qual os termos são colocados de maneira crescente ou decrescente, literalmente aumentando ou diminuindo gradualmente a intensidade da descrição.
Disfemismo, também chamado de cacofemismo, é uma figura de linguagem ou estilo que é o oposto do eufemismo.
Catacrese é uma figura de linguagem na qual utiliza-se uma palavra ou uma expressão para descrever algo de maneira inexata, por falta de termos específicos para isso.