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	<title>Curso Gratuito de Português &#187; Crase</title>
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	<description>Descobrindo o prazer de aprender</description>
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		<title>O que é crase?</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 17:50:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gramática]]></category>
		<category><![CDATA[Crase]]></category>

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		<description><![CDATA[Crase é um tipo de contração, fusão ou junção de duas palavras. Por exemplo, temos muitas contrações em nossa língua: De + a = da De + o = do Em + a = na Em + o = no A + o = ao A + onde = aonde. Desta forma, quando juntamos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Crase</strong> é um <strong>tipo de contração</strong>, <strong>fusão </strong>ou <strong>junção de duas palavras</strong>. Por exemplo, temos muitas contrações em nossa língua:</p>
<p><span id="more-574"></span></p>
<p><strong>De + a = da</strong></p>
<p><strong>De + o = do</strong></p>
<p><strong>Em + a = na</strong></p>
<p><strong>Em + o = no</strong></p>
<p><strong>A + o = ao</strong></p>
<p><strong>A + onde = aonde.</strong></p>
<p>Desta forma, quando juntamos <strong>a (preposição) + a (artigo / pronome) </strong>produz-se<strong> à</strong> (a contração é indicada pelo acento grave); isso também acontece quando a frase apresenta uma construção de <strong>a + aquele, aquela, aquilo, a qual, as quais: àquele(s), àquela(s), àquilo, à qual, às quais. </strong></p>
<p>Como sabermos se há crase ou não? Há algumas regrinhas básicas, além do que já foi dito acima. Uma delas é quando a frase pede preposição e a palavra feminina a seguir precisa de artigo:</p>
<p>Fui a + tal lugar: a praia, a vila, a ponte, a Rua de Baixo, etc.:</p>
<p><strong>Fui à praia, à vila, à ponte, à Rua de Baixo.</strong></p>
<p>Também utilizamos crase em locuções adverbiais femininas no singular, sendo que o <strong>a </strong>indica preposição<strong>: à força, à míngua, à faca, à noite, à tarde, à bala</strong>, <strong>à moda</strong>, <strong>à medida que</strong>, etc. (cuidar expressões como <strong>móveis à Luis XV, massa à italiana, escrever à Guimarães Rosa</strong>, etc., pois elas não são exceções à regra, mas sim expressões em que ocorrem elipses da palavra <strong>moda</strong>: <strong>móveis à moda Luis XV, massa à moda italiana, escrever à moda/maneira de G.R</strong>.).</p>
<p>E diante de locuções adverbiais femininas no plural: <strong>às vezes, às cinco horas da tarde, às claras, às três da matina. </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Uma regrinha simples para saber <strong>quando não usar crase</strong> é verificar se a palavra depois da preposição <strong>a</strong> é <strong>masculina</strong>, ou seja, ela vai pedir um artigo masculino, isto é, <strong>o, os</strong>, e desta forma não pode haver contração de a + a. <strong>Também não ocorre crase</strong> antes de verbos, pronomes de tratamento e pronomes em geral, expressões com palavras repetidas (face a face, cara a cara, gota a gota, frente a frente, etc.) e quando o <strong>a</strong> (no singular) vem diante de palavras no plural. Bem como <strong>não há crase</strong> diante de nomes de cidades que não precisam do artigo feminino, diante da palavra <strong>terra</strong> no sentido de solo/terra firme e da palavra <strong>casa</strong> sem adjuntos (<strong>Irei a casa em breve</strong>; mas <strong>Irei à sua casa em breve</strong>, ou <strong>Irei à casa da Maria mais tarde, </strong>ou seja, há crase quando a casa é especificada).</p>
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		<title>Acordo Ortográfico, Acentos Diferenciais e Crase</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Oct 2007 20:07:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof Janio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gramática]]></category>
		<category><![CDATA[Ortografia]]></category>
		<category><![CDATA[Crase]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é de hoje que regras de acentuação vêm tirando o sono de muitos estudantes, ou daqueles que precisam fazer um bom uso da Língua Portuguesa, mas simplesmente não conseguem aprender algumas regras que regem a grafia de certas palavras. Atualmente os acentos que diferenciam “tem” (singular) de “têm” (plural), “vem” (singular) de “vêm” (plural), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é de hoje que regras de acentuação vêm tirando o sono de muitos estudantes, ou daqueles que precisam fazer um bom uso da Língua Portuguesa, mas simplesmente não conseguem aprender algumas regras que regem a grafia de certas palavras. Atualmente os acentos que diferenciam “tem” (singular) de “têm” (plural), “vem” (singular) de “vêm” (plural), por exemplo, e o acento grave, ou crase, são, em minha percepção, os casos mais críticos.</p>
<p>Recentemente foi bastante noticiado nos meios de comunicação um acordo internacional visando unificar a grafia da Língua Portuguesa em diversos países — Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal —, sendo que as duas grafias “oficiais” são a Portuguesa e a Brasileira.</p>
<p><span id="more-9"></span>Entre outras mudanças, como a inclusão oficial das letras K, Y e W no alfabeto e a abolição do acento agudo em ditongos abertos em “ei” e “oi” (palavras como idéia, assembléia e mocréia).</p>
<p>Além disso, há uma série de palavras que continuarão com duas grafias, obrigando edições em diferentes países a diferentes revisões, e conseqüentemente não resolvendo o principal “problema” que o dito acordo pretendia resolver. Exemplos dessas palavras:</p>
<ul>
<li>académico/acadêmico;</li>
<li>anatómico/anatômico;</li>
<li>cénico/cênico;</li>
<li>cómodo/cômodo;</li>
<li>fenómeno/fenômeno;</li>
<li>género/gênero;</li>
<li>topónimo/topônimo;</li>
<li>Amazónia/Amazônia;</li>
<li>António/Antônio;</li>
<li>blasfémia/blasfêmia;</li>
<li>fémea/fêmea;</li>
<li>gémeo/gêmeo;</li>
<li>génio/gênio;</li>
<li>ténue/tênue.</li>
</ul>
<p>Outras regras notáveis trazidas pelo tal acordo são a supressão do trema (quero ver as <a class="alinks_links" onclick="return alinks_click(this);" rel="external" href="http://www.contraditorium.com/2007/07/19/da-salsinha-hypes-e-blogueiros-surpreendidos/" target="_blank">salsinhas</a> saberem o que é redarguir, sem trema — com ele já é difícil) e a supressão de algumas consoantes mudas como em “actor”.</p>
<p>Especificamente sobre os verbos, o que muda é que a terceira pessoa do plural de alguns como “crer”, “dar” e “ver” deixam de ter o acento circunflexo, ficando, respectivamente, “creem”, “deem”, “veem”. Não achei nenhuma informação dando conta de que verbos como “ter” e “vir” passem a ter suprimido o acento circunflexo da terceira pessoa do plural. Mas “para” (preposição) e “pára” (verbo) passarão a ter a mesma grafia, algo tão absurdo quanto a supressão do trema, em minha opinião.</p>
<p>E uma coisa é certa: a crase não será suprimida do idioma, para desespero de quem não sabe a diferença entre preposição e artigo, para poder entender que o “a” craseado é a fusão de uma preposição com um artigo. Durante mais algum tempo seremos obrigados a ver deslizes como “atendimento à  domicílio”, em que o a craseado é mais inadequado e inconveniente do que amante na primeira fila da igreja na noite do casamento. Para mais detalhes sobre a <strong>crase</strong>, leia o artigo <a title="artigo sobre crase" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-crase/" target="_blank"><strong>O que é crase?</strong></a>.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Cem Observações sobre a Língua Portuguesa</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/cem-observacoes-sobre-a-lingua-portuguesa/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Jul 2006 19:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof Janio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Acento diferencial]]></category>
		<category><![CDATA[Crase]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma das que recebi por e-mail do Ricardo. Desta vez, são cem dicas sobre a Língua Portuguesa, cem denúncias de erros que comumente cometemos, seja por ignorância, seja por vício (eu, por exemplo, tenho o vício do &#8220;pra&#8221;, ao invés de para). Acomode-se na cadeira, pegue uma água ou um café, respire fundo porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma das que recebi por e-mail do <a href="http://varnier.com.br/">Ricardo</a>.</p>
<p>Desta vez, são cem dicas sobre a Língua Portuguesa, cem denúncias de erros que comumente cometemos, seja por ignorância, seja por vício (eu, por exemplo, tenho o vício do &#8220;pra&#8221;, ao invés de para).</p>
<p>Acomode-se na cadeira, pegue uma água ou um café, respire fundo porque aí vêm:</p>
<p><span id="more-3"></span><strong>100 OBSERVAÇÕES A RESPEITO DA NOSSA COMPLICADA LÍNGUA PORTUGUESA BRASILEIRA</strong></p>
<p align="center">CURIOSIDADES DA LÍNGUA PORTUGUESA</p>
<p>1 &#8211; <strong>Custas</strong> só se usa na linguagem jurídica para designar ‘despesas feitas no processo&#8217;. Portanto, devemos dizer: &#8221; <em>O filho vive à custa do pai</em>&#8220;. No singular.</p>
<p>2 &#8211; Não existe a expressão <strong>à  medida em que</strong>. Ou se usa <strong>à  medida que</strong> correspondente a <strong>à  proporção que</strong>, ou se usa <strong>na medida em que</strong> equivalente a <strong>tendo em vista que</strong>.</p>
<p>3 &#8211; O certo é <strong>a meu ver</strong> e não <strong>ao meu ver</strong>.</p>
<p>4 &#8211; <strong>A princípio</strong> significa <strong>inicialmente </strong>, <strong>antes de mais nada</strong>. Ex: <em>A princípio, gostaria de dizer que estou bem</em>. <strong>Em princípio</strong> quer dizer <strong>em tese</strong>. Ex: <em>Em princípio, todos concordaram com minha sugestão</em>.</p>
<p>5 &#8211; <strong>À-toa</strong>, com hífen, é um adjetivo e significa &#8220;inútil&#8221;, &#8220;desprezível&#8221;. Ex: <em>Esse rapaz é um sujeito à -toa </em>. <strong>À toa</strong>, sem hífen, é uma locução adverbial e quer dizer &#8220;a esmo&#8221;, &#8220;inutilmente&#8221;. Ex: <em>Andava à   toa na vida</em>.</p>
<p>6 &#8211; Com a conjunção <strong>se</strong>, deve-se utilizar <strong>acaso</strong>, e nunca <strong>caso</strong>. O certo: &#8220;<em>Se acaso vir meu <a title="artigo relacionado" onclick="return alinks_click(this);" href="http://sarmento.org/janio/o-amigo-das-letras/">amigo</a> por aí, diga-lhe&#8230;</em>&#8220;. Mas podemos dizer: &#8220;<em>Caso o veja por aí&#8230; </em>&#8220;.</p>
<p>7 &#8211; <strong>Acerca de</strong> quer dizer <strong>a respeito de</strong>. Veja: <em>Falei com ele acerca de um problema matemático</em>. Mas <strong>há cerca de</strong> é uma expressão em que o verbo haver indica tempo transcorrido, equivalente a faz. Veja: <em>Há cerca de um mês que não a vejo</em>.</p>
<p>8 &#8211; Não esqueça: <strong>alface</strong> é substantivo feminino. <em>A alface está bem verdinha</em>.</p>
<p>9 &#8211; <strong>Além</strong> pede sempre o hífen: <em>além-mar, além-fronteiras, etc </em>.</p>
<p>10 &#8211; <strong>Algures</strong> é um advérbio de lugar e quer dizer &#8220;em algum lugar&#8221;. Já <strong>alhures </strong>significa &#8220;em outro lugar&#8221;.</p>
<p>11 &#8211; Mantenha o timbre fechado do <strong>o</strong> no plural dessas palavras: <em>almoços, bolsos, estojos, esposos, sogros, polvos, etc </em>.</p>
<p>12 &#8211; O certo é <strong>alto-falante</strong>, e não <strong>auto-falante</strong>.</p>
<p>13 &#8211; O certo é <strong>alugam-se casas</strong>, e não <strong>aluga-se casas</strong>. Mas devemos dizer <strong>precisa-se de empregados</strong>, <strong>trata-se de problemas</strong>. Observe a presença da preposição (<strong>de</strong>) após o verbo. É a dica pra não errar. <em>Nota: esta dica precisa ser confirmada</em>.</p>
<p>14 &#8211; Depois de ditongo, geralmente se emprega <strong>x</strong>. Veja: <em>afrouxar, encaixe, feixe, baixa, faixa, frouxo, rouxinol, trouxa, peixe, etc </em>.</p>
<p>15 &#8211; <strong>Ancião</strong> tem três plurais: <strong>anciãos, anciães, anciões</strong>.</p>
<p>16 &#8211; Só use <strong>ao invés de</strong> para significar <strong>ao contrário de</strong>, ou seja, com idéia de oposição. Veja: <em>Ela gosta de usar preto ao invés de branco. Ao invés de chorar, ela sorriu</em>. <strong>Em vez de</strong> quer dizer <strong>em lugar de </strong>. Não tem necessariamente a idéia de oposição. Veja: <em>Em vez de estudar, ela foi brincar com as colegas</em>. (Estudar não é antônimo de brincar).</p>
<p>17 &#8211; Ainda se vê e se ouve muito <strong>aterrisar</strong> em lugar de <strong>aterrissar</strong>, com dois s. Escreva sempre com o s dobrado.</p>
<p>18 &#8211; Não existe <strong>preço barato</strong> ou <strong>preço caro</strong>. Só existe <strong>preço alto </strong>ou <strong>baixo</strong>. O produto, sim, é que pode ser caro ou barato. Veja: <em>Esse televisor é muito caro. O preço desse televisor é alto. </em></p>
<p>19 &#8211; Ainda se vê muito, principalmente na entrada das cidades, a expressão <strong>bem vindo</strong> (sem hífen) e até <strong>benvindo</strong>. As duas estão erradas. Deve-se escrever <strong>bem-vindo</strong>, sempre com hífen.</p>
<p>20 &#8211; Atenção: nunca empregue hífen depois de bi, tri, tetra, penta, hexa, etc. O nome fica sempre coladinho. <em>O Sport se tornou tetracampeão no ano 2000. O Náutico foi hexacampeão em 1968. O Brasil foi bicampeão em 1962</em>.</p>
<p>21 &#8211; Veja bem: <em>uma revista bimensal é publicada duas vezes ao mês</em>, ou seja, de 15 em 15 dias. <em>A revista bimestral só sai nas bancas de dois em dois meses</em>. Percebeu a diferença?</p>
<p>22 &#8211; Hoje, tanto se diz <strong>boêmia</strong> como <strong>boemia</strong>. Nelson Gonçalves consagrou a segunda, com a tonicidade no &#8216;mia&#8217;.</p>
<p>23 &#8211; Cuidado: <em>Eu caibo dentro daquela caixa</em>. A primeira pessoa do presente do indicativo assim se escreve porque o verbo é irregular.</p>
<p>24 &#8211; Preste atenção: <em>o senador Luiz Estevão foi cassado</em>. Mas <em>o leão foi caçado e nunca foi achado</em>. Portanto, cassar (com dois s) quer dizer tornar nulo, sem efeito.</p>
<p>25 &#8211; Existem palavras que só devem ser empregadas no plural. Veja: <em>os óculos, as núpcias, as olheiras, os parabéns, os pêsames, as primícias, os víveres, os afazeres, os anais, os arredores, os escombros, as fezes, as hemorróidas, etc </em>.</p>
<p>26 &#8211; Pouca gente tem coragem de usar, mas o plural de <strong>caráter</strong> é <strong>caracteres</strong>. Então, <em>Carlos pode ser um bom-caráter, mas os dois irmãos dele são dois maus-caracteres</em>.</p>
<p>27 &#8211; <strong>Cartão de crédito</strong> e <strong>cartão de visita</strong> não pedem hífen. Já <strong>cartão-postal</strong> exige o tracinho.</p>
<p>28 &#8211; <strong>Catequese</strong> se escreve com <strong>s</strong>, mas <strong>catequizar</strong> é com <strong>z</strong>. Esse português&#8230;</p>
<p>29 &#8211; O exemplo acima foge de uma regrinha que diz o seguinte: <em>os verbos derivados de palavras primitivas grafadas com s formam-se com o acréscimo do sufixo -ar: análise-analisar, pesquisa-pesquisar, aviso-avisar, paralisia-paralisar, etc </em>.</p>
<p>30 &#8211; <strong>Censo</strong> é de <strong>recenseamento</strong>; <strong>senso </strong>refere-se a <strong>juízo</strong>. Veja: <em>O censo deste ano deve ser feito com senso crítico</em>.</p>
<p>31 &#8211; Você não bebe <strong>a champanhe</strong>. Bebe <strong>o champanhe</strong>. É, portanto, palavra masculina.</p>
<p>32 &#8211; <strong>Cidadão</strong> só tem um plural: <strong>cidadãos</strong>.</p>
<p>33 &#8211; <strong>Cincoenta</strong> não existe. Escreva sempre <strong>cinqüenta</strong>.</p>
<p>34 &#8211; Ainda tem gente que erra quando vai falar <strong>gratuito</strong> e dá tonicidade ao <strong>i</strong>, como se fosse <strong>gratuíto</strong>. O certo é <strong>gratuito</strong>, da mesma forma que pronunciamos <em>intuito, circuito, fortuito, etc</em>.</p>
<p>35 &#8211; E ainda tem gente que teima em dizer <strong>rúbrica</strong>, em vez de <strong>rubrica</strong>, com a sílaba <strong>bri</strong> mais forte que as outras. Escreva e diga sempre <strong>rubrica</strong>.</p>
<p>36 &#8211; Ninguém diz <em>eu coloro esse desenho</em>. Dói no ouvido. Portanto, o verbo <strong>colorir</strong> é defectivo (defeituoso) e não aceita a conjugação da primeira pessoa do singular do presente do indicativo. A mesma coisa é o verbo <strong>abolir</strong>. Ninguém é doido de dizer <em>eu abulo</em>. Pra dar um jeitinho, diga: <em>Eu vou colorir esse desenho. Eu vou abolir esse preconceito</em>.</p>
<p>37 &#8211; Outro verbo danado é <strong>computar</strong>. Não podemos conjugar as três primeiras pessoas: <em>eu computo, tu computas, ele computa</em>. A gente vai entender outra coisa, não é mesmo? Então, para evitar esses palavrões, decidiu-se pela proibição da conjugação nessas pessoas. Mas se conjugam as outras três do plural: <em>computamos, computais, computam</em>.</p>
<p>38 &#8211; Outra vez atenção: os verbos terminados em <strong>-uar</strong> fazem a segunda e a terceira pessoa do singular do presente do indicativo e a terceira pessoa do imperativo afirmativo em <strong>-e</strong> e não em <strong>-i</strong>. Observe: <em>Eu quero que ele continue assim. Efetue essas contas, por favor. Menino, continue onde estava </em>.</p>
<p>39 &#8211; A propósito do item anterior, devemos lembrar que os verbos terminados em <strong>-uir</strong> devem ser escritos naqueles tempos com <strong>-i</strong>, e não com <strong>-e</strong>. Veja: <em>Ele possui muitos bens. Ela me inclui entre seus amigos de confiança. Isso influi bastante nas minhas decisões. Aquilo não contribui em nada com o progresso </em>.</p>
<p>40 &#8211; <strong>Coser</strong> significa <strong>costurar</strong>. <strong>Cozer </strong>é que significa <strong>cozinhar</strong>.</p>
<p>41 &#8211; O correto é dizer <em>deputado por São Paulo</em>, <em>senador por Pernambuco</em>, e não <em>deputado de São Paulo</em> e <em>senador de Pernambuco</em>.</p>
<p>42 &#8211; <strong>Descriminar</strong> é <strong>absolver de crime</strong>, <strong>inocentar</strong>. <strong>Discriminar</strong> é <strong>distinguir, separar</strong>. Então dizemos: <em>Alguns políticos querem descriminar o aborto. Não devemos discriminar os pobres </em>.</p>
<p>43 &#8211; <strong>Dia a dia</strong> (sem hífen) é uma expressão adverbial que quer dizer <strong>todos os dias</strong> , <strong>dia após dia</strong>. Por exemplo: <em>Dia a dia minha saudade vai crescendo</em>. Enquanto que <strong>dia-a-dia</strong> é um substantivo que significa <strong>cotidiano</strong> e admite o artigo: <em>O dia-a-dia dessa gente rica deve ser um tédio </em>.</p>
<p>44 &#8211; A pronúncia certa é <strong>disenteria</strong>, e não <strong>desinteria</strong>.</p>
<p>45 &#8211; A palavra <strong>dó</strong> (pena) é masculina. Portanto, <em>sentimos muito dó daquela moça</em>.</p>
<p>46 &#8211; Nas expressões <strong>é muito</strong>, <strong>é pouco</strong>, <strong>é suficiente</strong>, o verbo <strong>ser </strong>fica sempre no singular, sobretudo quando denota quantidade, distância, peso. Ex: <em>Dez quilos é muito. Dez reais é pouco. Dois gramas é suficiente </em>.</p>
<p>47 &#8211; Há duas formas de dizer: <em>é proibido entrada</em>, e <em>é proibida a entrada</em>. Observe a presença do artigo <strong>a</strong> na segunda locução.</p>
<p>48 &#8211; Já se disse muitas vezes, mas vale repetir: <em>televisão em cores</em>, e não <em>a cores</em>.</p>
<p>49 &#8211; Cuidado: <strong>emergir</strong> é <strong>vir à  tona</strong> , <strong>vir à  superfície</strong>. Por exemplo: <em>O monstro emergiu do lago</em>. Mas <strong>imergir </strong>é o contrário: é <strong>mergulhar</strong>, <strong>afundar</strong>. Veja o exemplo: <em>O navio imergiu em alto-mar</em>.</p>
<p>50 &#8211; A confusão é grande, mas se admitem as três grafias: <strong>enfarte</strong>, <strong>enfarto </strong>e <strong>infarto</strong>.</p>
<p>51 &#8211; Outra dúvida: nunca devemos dizer <strong>estadia</strong> em lugar de <strong>estada</strong>. Portanto, <em>a minha estada em São Paulo durou dois dias</em>. Mas <em>a estadia do navio em Santos só demorou um dia </em>. Portanto, <strong>estada</strong> para <strong>permanência de pessoas</strong>, e <strong>estadia</strong> para <strong>navios ou veículos</strong>.</p>
<p>52 &#8211; E não esqueça: <strong>exceção</strong> é com <strong>ç</strong>, mas <strong>excesso</strong> é com dois <strong>s</strong>.</p>
<p>53 &#8211; Lembra-se dos verbos defectivos? Lá vai mais um: <strong>falir</strong>. No presente do indicativo só apresenta a primeira e a segunda pessoa do plural: <em>nós falimos, vós falis</em>. Já pensou em conjugá-lo assim: eu falo, tu fales&#8230; Horrível, né?</p>
<p>54 &#8211; Todas as expressões adverbiais formadas por palavras repetidas dispensam a crase: <em>frente a frente</em>, <em>cara a cara</em>, <em>gota a gota</em>, <em>face a face</em>, etc.</p>
<p>55 &#8211; Outra vez, tome cuidado. <em>Quando for ao supermercado, peça duzentos ou trezentos gramas de presunto</em>, e não <strong>duzentas ou trezentas</strong> .. Quando significa unidade de massa, grama é substantivo masculino. Se for a relva, aí sim, é feminino: <em>não pise a grama; a grama está bem crescida</em>.</p>
<p>56 &#8211; É freqüente se ouvir no rádio ou na TV os entrevistados dizerem: <em>Há muitos anos atrás&#8230;</em> Talvez nem saibam que estão construindo uma frase redundante. Afinal, há já dá idéia de passado. Ou se diz simplesmente <em>Há muito anos</em>. ou <em>Muitos anos atrás</em>. Escolha. Mas não junte o <strong>há</strong> com <strong>atrás</strong>.</p>
<p>57 &#8211; Cuidado nessa arapuca do português: as palavras paroxítonas terminadas em <strong>-n</strong> recebem acento gráfico, mas as terminadas em <strong>-ns</strong> não recebem: <em>hífen, hifens; pólen, polens</em>.</p>
<p>58 &#8211; Atenção: <em>Ele interveio na discórdia</em>, e não <strong>interviu</strong>. Afinal, o verbo é <strong>intervir</strong>, derivado de <strong>vir</strong>.</p>
<p>59 &#8211; <strong>Item</strong> não leva acento. Nem seu plural <strong>itens</strong>.</p>
<p>60 &#8211; O certo é <strong>a libido</strong>, feminino. Devo dizer: <em>Minha libido hoje não tá legal</em> .</p>
<p>61 &#8211; Todo mundo gosta de dizer <em>magérrima, magríssima,</em> mas o superlativo de <strong>magro</strong> é <strong>macérrimo</strong>.</p>
<p>62 &#8211; Antes de particípios não devemos usar <strong>melhor</strong> nem <strong>pior</strong> . Portanto, devemos dizer: <em>os alunos mais bem preparados são os do 2º grau</em>. E nunca: <em>os alunos melhor preparados</em> &#8230;.</p>
<p>63 &#8211; Essa história de <strong>mal com l</strong>, e <strong>mau com u</strong>, até já cansou. É só decorar: <strong>Mal</strong> é antônimo de <strong>bem</strong>, e <strong>mau</strong> é antônimo de <strong>bom</strong>. É só substituir uma por outra nas frases para tirar a dúvida.</p>
<p>64 &#8211; Pronuncie <strong>máximo</strong>, como se houvesse dois <strong>s</strong> no lugar do <strong>x</strong> (<em>mássimo</em>).</p>
<p>65 &#8211; Toda vez que disser &#8220;<em> É meio-dia e meio</em>&#8221; você estará errando. O certo é: <em>meio-dia e meia</em>. Ou seja, <em>meio dia e meia hora</em> .</p>
<p>66 &#8211; <em>Não tenho nada a ver com isso</em>, e <strong>não</strong> <em>haver com isso </em>.</p>
<p>67 &#8211; <strong>Nem um nem outro</strong> leva o verbo para o singular: <em>Nem um nem outro conseguiu cumprir o que prometeu </em>.</p>
<p>68 &#8211; Toda vez que usar o verbo <strong>gostar</strong> tenha cuidado com a ligação que ele tem com a preposição <strong>de</strong>. Ex: <em>a coisa de que mais gosto é passear no parque</em>. <em>A pessoa de que mais gosto é minha mãe</em>.</p>
<p>69 &#8211; Lembre-se: <strong>pára</strong>, com acento, é do verbo <strong>parar</strong>, e <strong>para</strong> , sem acento, é a preposição. Portanto: <em>Ele não pára de repetir para o amigo que tem um carro novo</em>.</p>
<p>70 &#8211; E tem mais: <strong>pelo </strong>, sem acento, é preposição (contração da preposição <strong>por</strong> com o artigo <strong>o</strong>) e <strong>pêlo</strong>, com acento, é o cabelo.</p>
<p>71 &#8211; E quer mais? <strong>Pêra</strong>, a fruta, leva acento, só para diferenciar de uma antiga preposição também chamada <strong>pera</strong>. Já o plural dispensa o acento: <strong>peras</strong>. Dá pra entender? O jeito é decorar.</p>
<p>72 &#8211; Ainda tem mais uma palavra com acento diferencial: <strong>pôde</strong>, terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo <strong>poder</strong>. É para diferenciar de <strong>pode</strong>, a forma do presente. Então dizemos: <em>Ele até que pôde fazer tudo aquilo, mas hoje não pode mais</em>. Percebeu a diferença?</p>
<p>73 &#8211; <strong>Pôr</strong> só leva acento quando é verbo: <em>Quero pôr tudo no seu devido lugar</em>. Mas se for preposição, não leva acento: <em>Por qualquer coisa, ele se contenta</em>.</p>
<p>74 &#8211; Fique atento: nunca diga nem escreva <em>1 de abril, 1 de maio</em>. Mas sempre: <em>primeiro de abril, primeiro de maio</em>. Prevalece o ordinal.</p>
<p>75 &#8211; É chato, pedante ou parece ser errado dizer <em>‘quando eu vir Maria, darei o recado a ela&#8217; </em>. Mas esse é o emprego correto do verbo <strong>ver</strong> no futuro do subjuntivo. <em>Se eu vir, quando eu vir</em> . Mas quando é o verbo <strong>vir</strong> que está na jogada, a coisa muda: <strong>quando eu vier, se eu vier</strong>.</p>
<p>76 &#8211; Só use <strong>quantia</strong> para somas em <a href="http://lucrandonarede.com.br/" target='_blank'>dinheiro</a>. Para o resto, pode usar <strong>quantidade</strong>. Veja: <em>Recebi a quantia de 20 mil reais. Era grande a quantidade de animais no meio da pista</em>.</p>
<p>77 &#8211; O prefixo <strong>recém</strong> sempre se separa por hífen da palavra seguinte e deve ser pronunciado como oxítona: <em>recém-chegado de Londres</em>.</p>
<p>78 &#8211; Não esqueça: <strong>retificar</strong> é <strong>corrigir </strong>, e <strong>ratificar</strong> é <strong>comprovar</strong>, <strong>reafirmar </strong>:  ‘<em>Ratifico o que disse e retifico meus erros</em>&#8216;.</p>
<p>79 &#8211; Quando disser <strong>ruim</strong>, diga como se a sílaba mais forte fosse <strong>-im</strong>. Não tem cabimento outra pronúncia.</p>
<p>80 &#8211; Fique atento: só empregamos <strong>São</strong> antes de nomes que começam por consoante: <em>São Mateus, São João, São Tomé, etc</em>. Se o nome começa por vogal ou h, empregamos <strong>Santo</strong>: <em>Santo Antonio, Santo Henrique, etc</em>.</p>
<p>81 &#8211; E lembre-se: <strong>Seção</strong>, com <strong>ç</strong>, quer dizer <strong>parte de um todo</strong>, <strong>departamento</strong>: <em>a seção eleitoral, a seção de esportes </em>. Já <strong>sessão</strong>, com dois <strong>s</strong>, significa <strong>intervalo de tempo que dura uma reunião</strong>, <strong>uma assembléia</strong>, <strong>um acontecimento qualquer</strong>: <em>A sessão do cinema demorou muito tempo. A sessão espírita terminou</em>.</p>
<p>82 &#8211; Não confunda: <strong>senão</strong>, juntinho, quer dizer <strong>caso contrário</strong>. E <strong>se não</strong>, separado, equivale a <strong>se por acaso não</strong>. Veja: <em>Chegue cedo, senão eu vou embora. Se não chegar cedo, eu vou embora</em>. Percebeu a diferença?</p>
<p>83 &#8211; Tire esta dúvida: quando <strong>só</strong> é adjetivo equivale a <strong>sozinho</strong> e varia em número,ou seja, pode ir para o plural. Mas <strong>só</strong> como advérbio, quer dizer <strong>somente</strong>. Aí não se mexe. Veja: <em>Brigaram e agora vivem sós</em> (sozinhos). <em>Só</em> (somente) <em>um bom diálogo os trará de volta</em>.</p>
<p>84 &#8211; É comum vermos no rádio e na TV o entrevistado dizer: &#8220;<em>O que nos falta são subzídios </em>&#8220;. Quer dizer, fala com a pronúncia do <strong>z</strong>. Mas não é: pronuncia-se <strong>ss</strong>. Portanto, escreva <strong>subsídio</strong> e pronuncie<strong> subssídio</strong>.</p>
<p>85 &#8211; <strong>Taxar</strong> quer dizer <strong>tributar</strong>, <strong>fixar preço</strong>. <strong>Tachar</strong> é <strong>atribuir defeito</strong>, <strong>acusar</strong>.</p>
<p>86 &#8211; E nunca diga: <em>Eu torço para o Flamengo </em>. Quem torce de verdade, <em>torce pelo Flamengo</em>.</p>
<p>87 &#8211; Todo mundo tem dúvida, mas preste atenção: <em>50% dos estudantes passaram nos testes finais. Somente 1% terá condições de pagar a mensalidade. Acreditamos que 20% do eleitorado se abstenha de votar nas próximas eleições </em>. Mais exemplos: <em>10% estão aptos a votar, mas 1% deles preferem fugir das urnas</em>. Quer dizer, concorde com o mais próximo e saiba que essa regra é bastante flexível.</p>
<p>88 &#8211; <em>Um dos que deixa dúvidas</em>. Há gramáticos que aceitam o emprego do singular depois dessa expressão. Mas pela norma culta, devemos pluralizar: <em>Eu sou um dos que foram admitidos. Sandra é uma das que ouvem rádio</em> .</p>
<p>89 &#8211; <strong>Veado</strong> se escreve com <strong>e</strong>, e não com <strong>i</strong>.</p>
<p>90 &#8211; Esse português da gente tem cada uma: tem <strong>viagem</strong> com <strong>g</strong> e <strong>viajem</strong> com <strong>j</strong>. Tire a dúvida: viagem é o substantivo: <em>A viagem foi boa</em>. Viajem é o verbo: <em>Caso vocês viajem, levem tudo</em>.</p>
<p>91 &#8211; O prefixo <strong>vice</strong> sempre se separa por hífen da palavra seguinte: <em>vice-prefeito, vice-governador, vice-reitor, vice-presidente, vice-diretor, etc</em>.</p>
<p>92 &#8211; Geralmente, se usa o <strong>x</strong> depois da sílaba inicial <strong>-en</strong>: <em>enxaguar, enxame,  enxergar, enxaqueca, enxofre, enxada, enxoval, enxugar, etc </em>. Mas cuidado com as exceções: <strong>encher</strong> e seus derivados (<em>enchimento, enchente, enchido, preencher, etc </em>) e quando <strong>-en</strong> se junta a um radical iniciado por <strong>ch</strong>: <em>encharcar (de charco), enchumaçar (de chumaço), enchiqueirar (de chiqueiro), etc. </em></p>
<p>93 &#8211; Não adianta teimar: <strong>chuchu</strong> se escreve mesmo é com <strong>ch</strong>.</p>
<p>94 &#8211; <strong>Ciclo vicioso</strong> não existe. O correto é <strong>círculo vicioso</strong>.</p>
<p>95 &#8211; E qual a diferença entre <strong>achar</strong> e <strong>encontrar</strong>? Use achar para definir aquilo que se procura, e encontrar para aquilo que, sem intenção nenhuma, se apresenta à  pessoa. Veja: <em>Achei finalmente o que procurava. Maria encontrou uma corda debaixo da cama. Jorge achou o gato dele que fugiu na semana passada</em>.</p>
<p>96 &#8211; <strong>Adentro</strong> é uma palavra só: <em>Meteu-se porta adentro. A lua sumiu noite adentro</em>.</p>
<p>97 &#8211; Não existe <strong>adiar para depois </strong>. Isso é redundante, porque adiar só pode ser para depois.</p>
<p>98 &#8211; <strong>Afim</strong> (juntinho) tem relação com <strong>afinidade</strong>: <em>gostos afins, palavras afins</em>. <strong>A fim de</strong> (separado) equivale a <strong>para</strong>: <em>Veio logo a fim de me ver bem vestido</em>.</p>
<p>99 &#8211; Pode parecer meio estranho, mas pode conjugar o verbo <strong>aguar</strong> normalmente: <em>eu águo, tu águas, ele água, nós aguamos, vós aguais, eles águam</em>.</p>
<p>100 &#8211; (Finalmente, chegamos ao centésimo item). E, por falar nisso, <strong>centigrama</strong> é palavra masculina:<em> dois centigramas.</em></p>
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