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	<title>Curso Gratuito de Português &#187; Curiosidades</title>
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	<description>Descobrindo o prazer de aprender</description>
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		<title>Conjugação do verbo parodiar</title>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 21:14:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gramática]]></category>
		<category><![CDATA[Vocabulário]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Verbos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao ler um artigo num portal famoso, vi que o autor usou o verbo parodiar, na terceira pessoa, desta forma: “ele parodeia”. Achei estranho e fui conferir, e vi que a maneira correta é ele parodia. Assim, caso mais alguém fique em dúvida, confira aqui a conjugação deste verbo, cujas formas nominais são: infinitivo, parodiar; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao ler um artigo num portal famoso, vi que o autor usou o verbo <strong>parodiar</strong>, na terceira pessoa, desta forma: “ele parodeia”. Achei estranho e fui conferir, e vi que a maneira correta é <strong>ele parodia</strong>.</p>
<p><span id="more-809"></span></p>
<p>Assim, caso mais alguém fique em dúvida, confira aqui a conjugação deste verbo, cujas formas nominais são: infinitivo, <strong>parodiar</strong>; gerúndio, <strong>parodiando</strong>; e particípio, <strong>parodiado</strong>.</p>
<p>Presente do Indicativo<br />
eu parodio<br />
tu parodias<br />
ele parodia<br />
nós parodiamos<br />
vós parodiais<br />
eles parodiam</p>
<p>Pretérito Imperfeito do Indicativo<br />
eu parodiava<br />
tu parodiavas<br />
ele parodiava<br />
nós parodiávamos<br />
vós parodiáveis<br />
eles parodiavam</p>
<p>Pretérito Perfeito do Indicativo<br />
eu parodiei<br />
tu parodiaste<br />
ele parodiou<br />
nós parodiamos<br />
vós parodiastes<br />
eles parodiaram</p>
<p>Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo<br />
eu parodiara<br />
tu parodiaras<br />
ele parodiara<br />
nós parodiáramos<br />
vós parodiáreis<br />
eles parodiaram</p>
<p>Futuro do Pretérito do Indicativo<br />
eu parodiaria<br />
tu parodiarias<br />
ele parodiaria<br />
nós parodiaríamos<br />
vós parodiaríeis<br />
eles parodiariam</p>
<p>Futuro do Presente do Indicativo<br />
eu parodiarei<br />
tu parodiarás<br />
ele parodiará<br />
nós parodiaremos<br />
vós parodiareis<br />
eles parodiarão</p>
<p>Presente do Subjuntivo<br />
que eu parodie<br />
que tu parodies<br />
que ele parodie<br />
que nós parodiemos<br />
que vós parodieis<br />
que eles parodiem</p>
<p>Pretérito Imperfeito do Subjuntivo<br />
se eu parodiasse<br />
se tu parodiasses<br />
se ele parodiasse<br />
se nós parodiássemos<br />
se vós parodiásseis<br />
se eles parodiassem</p>
<p>Futuro do Subjuntivo<br />
quando eu parodiar<br />
quando tu parodiares<br />
quando ele parodiar<br />
quando nós parodiarmos<br />
quando vós parodiardes<br />
quando eles parodiarem</p>
<p>Imperativo Afirmativo<br />
parodia tu<br />
parodie ele<br />
parodiemos nós<br />
parodiai vós<br />
parodiem eles</p>
<p>Imperativo Negativo<br />
não parodies tu<br />
não parodie ele<br />
não parodiemos nós<br />
não parodieis vós<br />
não parodiem eles</p>
<p>Infinitivo Pessoal<br />
por parodiar eu<br />
por parodiares tu<br />
por parodiar ele<br />
por parodiarmos nós<br />
por parodiardes vós<br />
por parodiarem eles</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>O que é &#8220;psicultura&#8221;?</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-psicultura/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-psicultura/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 17:43:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof Janio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ortografia]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava eu andando pelo Centro de Porto Alegre quando deparei-me com uma barraquinha próxima ao Mercado Público, vendendo peixe frito, com uma enorme faixa com os dizeres: &#8220;projeto de psicultura&#8221;. Como uma imagem vale mais do que mil palavras, ei-la: Sou muito simpático ao adágio que diz não se deve dar o peixe, mas ensinar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava eu andando pelo Centro de Porto Alegre quando deparei-me com uma barraquinha próxima ao Mercado Público, vendendo peixe frito, com uma enorme faixa com os dizeres: &#8220;projeto de psicultura&#8221;.</p>
<p><span id="more-21"></span></p>
<p>Como uma imagem vale mais do que mil palavras, ei-la:</p>
<p style="text-align: center"><img id="urn:zoundry:jid:psicultura.jpg" style="display: inline;" title="psicultura.jpg" src="http://cursodeportugues.blogarium.net/wp-content/uploads/2008/04/psicultura-tn.jpg" border="0" alt="psicultura.jpg" width="254" height="265" /></p>
<p>Sou muito simpático ao adágio que diz não se deve dar o peixe, mas ensinar a pescar. No caso da Prefeitura de Porto Alegre, não estão fazendo nenhuma das duas coisas, pois o peixe frito é vendido na barraquinha, e a menos que &#8220;psicultura&#8221; seja um neologismo relacionado a psicologia e cultura, o que eles querem é ensinar a criar peixes, e não a pescá-los.</p>
<p><strong>Piscicultura</strong>, esta a grafia correta, também chamada popularmente de <strong>aquacultura</strong> ou <strong>aquicultura</strong>, é a atividade de criar peixes e outros animais aquáticos.</p>
<p>A não ser, claro, que &#8220;Psicultura&#8221; seja um nome próprio, que tenha uma razão para ser assim. Nesse caso, retiro todas as críticas. Mas apenas nesse caso.</p>
<p class="zoundry_bw_tags"><!-- Tag links generated by Zoundry Blog Writer. Do not manually edit. http://www.zoundry.com --><br />
<span class="ztags"><span class="ztagspace">Technorati</span> : <a class="ztag" rel="tag" href="http://technorati.com/tag/etimologia">etimologia</a>, <a class="ztag" rel="tag" href="http://technorati.com/tag/gram%C3%A1tica">gramática</a>, <a class="ztag" rel="tag" href="http://technorati.com/tag/ortografia">ortografia</a></span></p>
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		<title>Quem Nasce em Salvador é Soteropolitano</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jul 2007 20:03:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof Janio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Vocabulário]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Gramática]]></category>

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		<description><![CDATA[Vi uma propaganda de jornal de classificados (seria o Estadão?), na qual o anunciante não deseja vender seu carro, apenas falar com o maior número de pessoas possível, porque ele tem uma dúvida terrível: por que é que quem nasce em Salvador (BA) é soteropolitano e não salvadorenho? Durante muitos anos eu me perguntei a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vi uma propaganda de jornal de classificados (seria o Estadão?), na qual o anunciante não deseja vender seu carro, apenas falar com o maior número de pessoas possível, porque ele tem uma dúvida terrível: por que é que quem nasce em Salvador (BA) é soteropolitano e não salvadorenho?</p>
<p>Durante muitos anos eu me perguntei a mesma coisa. É claro que Salvador não é a única cidade cujo gentílico soa estranho (como “campineiro” ou “capilé”), mas certamente é uma das que, ainda hoje, têm o significado embora óbvio, menos conhecido.</p>
<p><span id="more-558"></span><span id="more-8"></span>O comum na formação dos gentílicos é o nome do lugar mais o sufixo “-ense”. Assim, uma variação (perfeitamente aceitável) para soteropolitano é “salvadorense”. Salvadorenho, contudo, é o gentílico para <a href="http://www.wikimapia.org/#y=13690000&amp;x=-89190000&amp;z=6&amp;l=9&amp;m=a&amp;v=2">El Salvador</a>, aquele país ali entre Honduras, Nicarágua e Guatemala.</p>
<p>Para nunca mais esquecer a etimologia de soteropolitano basta lembrar que a palavra se origina de <em>soter</em>, que em Latim significa salvador, e do grego <em>polis</em>, que significa cidade.</p>
<p>E para quem acha que eu não sei do que estou falando, sugiro que faça uma consulta no <a href="http://pt.wiktionary.org/wiki/P%C3%A1gina_principal">Wikcionário</a>: <a href="http://pt.wiktionary.org/wiki/soteropolitano">soteropolitano</a>. Tudo bem, não é garantia nenhuma de qualidade figurar em nenhum wiki, mas pelo menos eu não sou o único que estou dizendo.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Expressões Populares</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-populares/</link>
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		<pubDate>Sun, 26 Nov 2006 19:35:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof Janio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vocabulário]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Diariamente utilizamos expressões com significados diferentes daquilo que elas representam literalmente, mas raramente nos preocupamos em ir atrás da sua origem ou — até mesmo — da sua forma correta. Abaixo cito 15 expressões (que recebi de um amigo por email) que todo mundo erra, ou que todo mundo usa mas que nem todo mundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diariamente utilizamos expressões com significados diferentes daquilo que elas representam literalmente, mas raramente nos preocupamos em ir atrás da sua origem ou — até mesmo — da sua forma correta.</p>
<p>Abaixo cito 15 expressões (que recebi de um amigo por email) que todo mundo erra, ou que todo mundo usa mas que nem todo mundo sabe direito o significado ou seu correto emprego.</p>
<p><span id="more-5"></span>1 &#8212; <strong>Enfiou o pé na jaca</strong>: o correto é <em>enfiou o pé no jacá</em>. Antigamente, os tropeiros paravam nas vendinhas, a meio caminho, para tomar uma pinga. Quando bebiam demais, era comum colocarem o pé direiro no estribo e, quando jogavam a perna esquerda para montar no burro, erravam, pisavam no jacá (o cesto em que as mercadorias eram carregadas) e levavam um grande tombo. Por isso, quando alguém bebia demais dizia-se que ele enfiaria o pé no jacá. A jaca, fruta, não tem nada com isso. Apesar da novela da Globo.</p>
<p>2 &#8212; <strong>Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão</strong>: o  correto é <em>batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão</em>.</p>
<p>3 &#8212;  <strong>Cor de burro quando foge</strong>: o correto é <em>corro de burro quando foge</em>!</p>
<p>4 &#8212; <strong>Quem tem boca vai a Roma</strong>: pois é, eu também fiquei surpreso ao saber que o correto não tem nada a ver com a capacidade de pela comunicação ir a qualquer parte do mundo, e sim uma forma de exortação à crítica política; o correto é <em>quem tem boca vaia Roma</em>.</p>
<p><!--adsense#Quadrado-->5 &#8212; <strong>É a cara do pai escarrado e cuspido</strong>: essa é forma escatológica de dizer que o filho é muito parecido com o pai; o correto é <em>a cara do pai em Carrara esculpido</em> (Carrara é uma cidade italiana de onde se extrai o mais nobre e caro tipo de mármore, que leva o mesmo nome da cidade).</p>
<p>6 &#8212; <strong>Quem não tem cão, caça com gato</strong>: o correto é <em>quem não tem cão, caça como gato</em>. Ou seja, sozinho!</p>
<p>7 &#8212; <strong>Nas coxas</strong>: as primeiras telhas usadas nas casas aqui no Brasil eram feitas de Argila, que eram moldadas nas coxas dos escravos que vieram da África. Como os escravos variavam de tamanho e porte físico, as telhas ficavam todas desiguais devido as diferentes tipos de coxas. Daí a expressão <em>fazendo nas coxas</em>, ou seja, de qualquer jeito (quer dizer, não tem nenhuma conotação erótico-sexual, mente suja).</p>
<p>8 &#8212; <strong>Voto de Minerva</strong>: Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os jurados. Coube à deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu. Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.</p>
<p>9 &#8212; <strong>Casa da mãe Joana</strong>: na época do Brasil Império, mais especificamente durante a menoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase casa da mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.</p>
<p><!--adsense#Quadrado-->10 &#8212; <strong>Conto do vigário</strong>: duas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem de santa como presente. Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários contariam com a ajuda de Deus, ou melhor, de um burro. O negócio era o seguinte: Colocaram o burro entre as duas paróquias e o animalzinho teria que caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E foi isso que aconteceu, só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burro. Desse modo, conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.</p>
<p>11 &#8212; <strong>Ficar a ver navios</strong>: Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.</p>
<p>12 &#8212; <strong>Não entender patavinas</strong>: os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova; sendo assim, não entender patavina significava não entender nada.</p>
<p>13 &#8212; <strong>Dourar a pílula</strong>: antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo. A expressão dourar a pílula, significa melhorar a aparência de algo.</p>
<p>14 &#8212; <strong>Sem eira nem beira</strong>: os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, está sem grana.</p>
<p>15 &#8212; <strong>O canto do cisne</strong>: dizia-se que o cisne emitia um belíssimo canto pouco antes de morrer. A expressão “canto do cisne” representa as últimas realizações de alguém.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Expressões Portoalegrenses</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-portoalegrenses/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Nov 2006 19:45:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof Janio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vocabulário]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Regionalismos]]></category>

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		<description><![CDATA[Toda cidade tem um jeito, uma forma peculiar de falar. São expressões que marcam o lugar e acabam se tornando uma espécie de “dialeto” daquele grupo social. E os porto-alegrenses têm um jeito muito especial de se comunicar. Confira aqui algumas pérolas da cidade. A troco — como quem diz ” a troco de quê?”. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Toda cidade tem um jeito, uma forma peculiar de falar. São expressões que marcam o lugar e acabam se tornando uma espécie de “dialeto” daquele grupo social. E os porto-alegrenses têm um jeito muito especial de se comunicar. Confira aqui algumas pérolas da cidade.</p>
<p><span id="more-6"></span></p>
<ul>
<li>A troco — como quem diz ” a troco de quê?”. Algo como “porquê?”, “pra quê?”.</li>
<li>Alertar os gansos — Dar alarme sobre algo. Despertar a atenção indesejadamente.</li>
<li>Arregar — Ficar com medo.</li>
<li>Azar é do goleiro — Tipo “doa a quem doer”. “Não quero saber, não tô nem aí!”.</li>
<li>Baia — O mesmo que casa. Sendo baia a casa do cavalo, aqui virou casa de gente.</li>
<li>Baita — Baita é baita. É muito grande. O fulano é baita parceiro. A fulana é baita gostosa.</li>
<li>Balaqueiro — Indivíduo provido de pseudo-malandragem. Metido, cheio de onda. Enfeitado.</li>
<li>Bem nessas — Significa dizer “sim, isso mesmo, eu concordo contigo”.</li>
<li>Cacetinho — Aquele pão de 50g. Chamado de pão francês em outros rincões, aqui é cacetinho mesmo.</li>
<li>Cagando e andando — O cara que não tá se importando muito com determinada situação. Mesmo que seja difícil imaginar a cena. Eu <em>(o Ricardo)</em> acrescentaria “e chutando pros lados”.</li>
<li>Chinelão — Xingamento que designa indivíduo com pouca classe, desarrumado, sem muito traquejo social. E mais um pouco.</li>
<li>De cara — Chocado, surpreso e até mesmo magoado. Tudo junto. “Ô meu, o fulano tá de cara contigo!”. Também pode significar o sujeito que não está sob algum estado alterado de consciência.</li>
<li>De canto — Discretamente, sem chamar a atenção.</li>
<li>De rachar — Geralmente refere-se ao frio muito intenso. “Bah, hoje tá fazendo um frio de rachar os beiços”. Mas pode se referir aos efeitos do Sol. “Putz, um sol de rachar!” Rachar a cabeça, imagino.</li>
<li>E lambe os beiço <em>(assim mesmo, no singular)</em>— O mesmo que dizer: E dê-se por satisfeito!</li>
<li>Encher o buxo — Comer demasiadamente. Um pouco além do recomendado.</li>
<li>Escangalhado — Em estado lamentável. Esbodegado.</li>
<li>Faz a frente — O mesmo que “Faz a mão”. Quer dizer: Pô fulano, dá um jeito aí. Também pode ser: Vai, toma a iniciativa.</li>
<li>Fechou o pau — Estranho, mas quer dizer que aconteceu uma briga, uma confusão, um tumulto. Pode ser também “fechou a rosca”, ou ainda “fechou o tempo”.</li>
<li><!--adsense#160x600dir-->Findi — Forma apocopada para fim-de-semana. “Nesse findi eu vou pra Magistério”.</li>
<li>Gente-fina — Diz-se de indivíduo com qualidades e virtudes. Amigo, parceiro, “dus meu”.</li>
<li>Godô — Artimanha, despiste, desculpa esfarrapada. “O fulano me deu um godô”.</li>
<li>Guri de apartamento — diz-se do indivíduo sem muita malandragem, criado dentro de casa, mimado. Variação: guri de carpete.</li>
<li>Hugo — Onomatopéia típica para o vômito. “Bah, ontem cheguei em casa mamado e chamei o hugo”.</li>
<li>Indiada — Situação pouco agradável, programa indesejado. “Bah, o fulano me mete em cada indiada”.</li>
<li>Já era — Termo muito usado para indicar a finitude de uma situação. Algo que não volta mais. “Viajou, magrão, fez a cagada agora já era”.</li>
<li>Jóia — Legal, ou “tri legal”, bacana. Diz-se de pessoas ou coisas. “A fulaninha é bem jóia, né”.</li>
<li>Lagarteando — Diz-se do sujeito que está ao sol, aquecendo-se. “Hoje tá bom pra pegar um chimas e ir pra Redença, lagartear”.</li>
<li>Liga — Situação favorável, sorte. “Bah, dei uma baita liga”.</li>
<li>Lomba — Lomba é lomba, ora. Mas no resto do país é ladeira.</li>
<li>Me abri pra ti — Algo como: ” tu é o cara mesmo!”. Tirei o chapéu.</li>
<li>Mijada — O mesmo que bronca. “Minha chefe me deu uma mijada”.</li>
<li>Montar num porco — Ficar muito chateado com determinada situação. Ficar puto da cara.</li>
<li>Námor — Em Porto Alegre temos a mania de diminuir, carinhosamente, as palavras. Assim namorada vira námor, chimarrão vira chimas, Redenção é Redença e por aí vai.</li>
<li>Não caga nem desocupa a moita — Humm. Pois é. Expressão usada para o sujeito que não se decide. Não vai nem fica. Não anda nem desanda.</li>
<li>Não dá nada — Algo como: “não te preocupa, isso não vai nos trazer problemas futuros”. Ou simplesmente: “Não esquenta”.</li>
<li>Nicada — O mesmo que fazer amor, transar. Maneira chula de se referir ao ato sexual. “Tô loco pra dar uma nicada”.</li>
<li>O que é um peido pra quem tá cagado — Muito usada para justificar uma atitude inesperada para alguém em situação desfavorável, sobretudo financeiramente.</li>
<li>O que não mata engorda — Expressão muito usada quando se come algo de gosto ou aspecto duvidoso. Serve para acalmar a “vítima”.</li>
<li>O ó do borogodó — Essa expressão, com som tão agradável, é usada para dizer que certa coisa é ruim, “de última”, “o fim da picada”.</li>
<li>Pega-ratão — A UFRGS (diz-se úrguis) costuma usar muito em seus vestibulares. Apresenta uma questão relativamente fácil e os vestibulandos mocorongos acabam caindo. É uma armadilha, um embuste.</li>
<li><!--adsense#160x600dir-->Pra tu vê — Expressão usada para indicar a confirmação e/ou surpresa em determinada situação. “Me deu um pé na bunda. Pra tu vê como são as coisas”. Bom, talvez não seja bem isso.</li>
<li>Profi — Coisa de profissional. Especial mesmo. “Pô, esse site de Porto Alegre ficou profí!”.</li>
<li>Qualé o teu pastel? — Não é o balconista perguntando que sabor tu queres. Mas sim “qual é a tua?”. Uma interpelação brincalhona, mas nem sempre. Depende do tom.</li>
<li>Que tal? — Usada como saudação. Ao invés de dizer “oi, tudo bem?” se diz “ó, que tal?”. Também usada em tom elogioso “Mas que tal, hein!”.</li>
<li>Rateada — Ato de vacilar, fazer algo errado, cometer um deslize. “Bah, meu, que rateada!”.</li>
<li>Responsa — Forma diminuída de responsabilidade. “Olha a responsa!”, quando se chama a atenção do sujeito para o seu dever. Tem também o “na responsa”.Significa algo bem feito, caprichado. “Olha esse sanduba que fiz pra ti, na responsa.”</li>
<li>Revesgueio — No futebol quando se pega de mau jeito na bola. Também serve para olhar de canto do olho, de soslaio. “Tá me olhando de revesgueio”.</li>
<li>Sarna pra se coçar — Situação que poder gerar confusão. “Tu tá é procurando sarna pra se coçar”. Procurando encrenca, incomodação.</li>
<li>Se atacou das bicha — Diz-se da criatura que teve um “faniquito”. Se irritou com determinada situação.</li>
<li>Se escalar — Ato de tirar proveito da bondade alheia. “A pinta já foi se escalando pro churras.”</li>
<li>Tá bonito, tá ordeiro — Algo que está como deveria. Em pleno funcionamento. Numa boa.</li>
<li>Tabacudo — Sujeito abobado, mangolão, tanso.</li>
<li>Te liga — Usado para chamar a atenção do indivíduo. “Te liga, magrão”.</li>
<li>Um pé lá e outro cá — Advertência, geralmente usada pelas mães, para avisar a criatura para não se demorar, porque senão vai ter.</li>
<li>Vai que é um Dodge — Diz -se de algo que vai muito bem, que dá certo. Vai que é uma beleza.</li>
<li>Varzeano — Adjetivo pejorativo para suburbano, quase um chinelão. De origem futebolística, provavelmente.</li>
<li>Velho do Saco — Ser folclórico do imaginário coletivo. Muito usado no lugar do bicho-papão para “incentivar” uma criança a fazer algo. “Pare de incomodar senão eu te entrego pro velho do saco”. Hoje algumas mães já usam a Nazaré, da novela das oito, com o mesmo efeito.</li>
</ul>
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		<title>Cem Observações sobre a Língua Portuguesa</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Jul 2006 19:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof Janio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Acento diferencial]]></category>
		<category><![CDATA[Crase]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma das que recebi por e-mail do Ricardo. Desta vez, são cem dicas sobre a Língua Portuguesa, cem denúncias de erros que comumente cometemos, seja por ignorância, seja por vício (eu, por exemplo, tenho o vício do &#8220;pra&#8221;, ao invés de para). Acomode-se na cadeira, pegue uma água ou um café, respire fundo porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma das que recebi por e-mail do <a href="http://varnier.com.br/">Ricardo</a>.</p>
<p>Desta vez, são cem dicas sobre a Língua Portuguesa, cem denúncias de erros que comumente cometemos, seja por ignorância, seja por vício (eu, por exemplo, tenho o vício do &#8220;pra&#8221;, ao invés de para).</p>
<p>Acomode-se na cadeira, pegue uma água ou um café, respire fundo porque aí vêm:</p>
<p><span id="more-3"></span><strong>100 OBSERVAÇÕES A RESPEITO DA NOSSA COMPLICADA LÍNGUA PORTUGUESA BRASILEIRA</strong></p>
<p align="center">CURIOSIDADES DA LÍNGUA PORTUGUESA</p>
<p>1 &#8211; <strong>Custas</strong> só se usa na linguagem jurídica para designar ‘despesas feitas no processo&#8217;. Portanto, devemos dizer: &#8221; <em>O filho vive à custa do pai</em>&#8220;. No singular.</p>
<p>2 &#8211; Não existe a expressão <strong>à  medida em que</strong>. Ou se usa <strong>à  medida que</strong> correspondente a <strong>à  proporção que</strong>, ou se usa <strong>na medida em que</strong> equivalente a <strong>tendo em vista que</strong>.</p>
<p>3 &#8211; O certo é <strong>a meu ver</strong> e não <strong>ao meu ver</strong>.</p>
<p>4 &#8211; <strong>A princípio</strong> significa <strong>inicialmente </strong>, <strong>antes de mais nada</strong>. Ex: <em>A princípio, gostaria de dizer que estou bem</em>. <strong>Em princípio</strong> quer dizer <strong>em tese</strong>. Ex: <em>Em princípio, todos concordaram com minha sugestão</em>.</p>
<p>5 &#8211; <strong>À-toa</strong>, com hífen, é um adjetivo e significa &#8220;inútil&#8221;, &#8220;desprezível&#8221;. Ex: <em>Esse rapaz é um sujeito à -toa </em>. <strong>À toa</strong>, sem hífen, é uma locução adverbial e quer dizer &#8220;a esmo&#8221;, &#8220;inutilmente&#8221;. Ex: <em>Andava à   toa na vida</em>.</p>
<p>6 &#8211; Com a conjunção <strong>se</strong>, deve-se utilizar <strong>acaso</strong>, e nunca <strong>caso</strong>. O certo: &#8220;<em>Se acaso vir meu <a title="artigo relacionado" onclick="return alinks_click(this);" href="http://sarmento.org/janio/o-amigo-das-letras/">amigo</a> por aí, diga-lhe&#8230;</em>&#8220;. Mas podemos dizer: &#8220;<em>Caso o veja por aí&#8230; </em>&#8220;.</p>
<p>7 &#8211; <strong>Acerca de</strong> quer dizer <strong>a respeito de</strong>. Veja: <em>Falei com ele acerca de um problema matemático</em>. Mas <strong>há cerca de</strong> é uma expressão em que o verbo haver indica tempo transcorrido, equivalente a faz. Veja: <em>Há cerca de um mês que não a vejo</em>.</p>
<p>8 &#8211; Não esqueça: <strong>alface</strong> é substantivo feminino. <em>A alface está bem verdinha</em>.</p>
<p>9 &#8211; <strong>Além</strong> pede sempre o hífen: <em>além-mar, além-fronteiras, etc </em>.</p>
<p>10 &#8211; <strong>Algures</strong> é um advérbio de lugar e quer dizer &#8220;em algum lugar&#8221;. Já <strong>alhures </strong>significa &#8220;em outro lugar&#8221;.</p>
<p>11 &#8211; Mantenha o timbre fechado do <strong>o</strong> no plural dessas palavras: <em>almoços, bolsos, estojos, esposos, sogros, polvos, etc </em>.</p>
<p>12 &#8211; O certo é <strong>alto-falante</strong>, e não <strong>auto-falante</strong>.</p>
<p>13 &#8211; O certo é <strong>alugam-se casas</strong>, e não <strong>aluga-se casas</strong>. Mas devemos dizer <strong>precisa-se de empregados</strong>, <strong>trata-se de problemas</strong>. Observe a presença da preposição (<strong>de</strong>) após o verbo. É a dica pra não errar. <em>Nota: esta dica precisa ser confirmada</em>.</p>
<p>14 &#8211; Depois de ditongo, geralmente se emprega <strong>x</strong>. Veja: <em>afrouxar, encaixe, feixe, baixa, faixa, frouxo, rouxinol, trouxa, peixe, etc </em>.</p>
<p>15 &#8211; <strong>Ancião</strong> tem três plurais: <strong>anciãos, anciães, anciões</strong>.</p>
<p>16 &#8211; Só use <strong>ao invés de</strong> para significar <strong>ao contrário de</strong>, ou seja, com idéia de oposição. Veja: <em>Ela gosta de usar preto ao invés de branco. Ao invés de chorar, ela sorriu</em>. <strong>Em vez de</strong> quer dizer <strong>em lugar de </strong>. Não tem necessariamente a idéia de oposição. Veja: <em>Em vez de estudar, ela foi brincar com as colegas</em>. (Estudar não é antônimo de brincar).</p>
<p>17 &#8211; Ainda se vê e se ouve muito <strong>aterrisar</strong> em lugar de <strong>aterrissar</strong>, com dois s. Escreva sempre com o s dobrado.</p>
<p>18 &#8211; Não existe <strong>preço barato</strong> ou <strong>preço caro</strong>. Só existe <strong>preço alto </strong>ou <strong>baixo</strong>. O produto, sim, é que pode ser caro ou barato. Veja: <em>Esse televisor é muito caro. O preço desse televisor é alto. </em></p>
<p>19 &#8211; Ainda se vê muito, principalmente na entrada das cidades, a expressão <strong>bem vindo</strong> (sem hífen) e até <strong>benvindo</strong>. As duas estão erradas. Deve-se escrever <strong>bem-vindo</strong>, sempre com hífen.</p>
<p>20 &#8211; Atenção: nunca empregue hífen depois de bi, tri, tetra, penta, hexa, etc. O nome fica sempre coladinho. <em>O Sport se tornou tetracampeão no ano 2000. O Náutico foi hexacampeão em 1968. O Brasil foi bicampeão em 1962</em>.</p>
<p>21 &#8211; Veja bem: <em>uma revista bimensal é publicada duas vezes ao mês</em>, ou seja, de 15 em 15 dias. <em>A revista bimestral só sai nas bancas de dois em dois meses</em>. Percebeu a diferença?</p>
<p>22 &#8211; Hoje, tanto se diz <strong>boêmia</strong> como <strong>boemia</strong>. Nelson Gonçalves consagrou a segunda, com a tonicidade no &#8216;mia&#8217;.</p>
<p>23 &#8211; Cuidado: <em>Eu caibo dentro daquela caixa</em>. A primeira pessoa do presente do indicativo assim se escreve porque o verbo é irregular.</p>
<p>24 &#8211; Preste atenção: <em>o senador Luiz Estevão foi cassado</em>. Mas <em>o leão foi caçado e nunca foi achado</em>. Portanto, cassar (com dois s) quer dizer tornar nulo, sem efeito.</p>
<p>25 &#8211; Existem palavras que só devem ser empregadas no plural. Veja: <em>os óculos, as núpcias, as olheiras, os parabéns, os pêsames, as primícias, os víveres, os afazeres, os anais, os arredores, os escombros, as fezes, as hemorróidas, etc </em>.</p>
<p>26 &#8211; Pouca gente tem coragem de usar, mas o plural de <strong>caráter</strong> é <strong>caracteres</strong>. Então, <em>Carlos pode ser um bom-caráter, mas os dois irmãos dele são dois maus-caracteres</em>.</p>
<p>27 &#8211; <strong>Cartão de crédito</strong> e <strong>cartão de visita</strong> não pedem hífen. Já <strong>cartão-postal</strong> exige o tracinho.</p>
<p>28 &#8211; <strong>Catequese</strong> se escreve com <strong>s</strong>, mas <strong>catequizar</strong> é com <strong>z</strong>. Esse português&#8230;</p>
<p>29 &#8211; O exemplo acima foge de uma regrinha que diz o seguinte: <em>os verbos derivados de palavras primitivas grafadas com s formam-se com o acréscimo do sufixo -ar: análise-analisar, pesquisa-pesquisar, aviso-avisar, paralisia-paralisar, etc </em>.</p>
<p>30 &#8211; <strong>Censo</strong> é de <strong>recenseamento</strong>; <strong>senso </strong>refere-se a <strong>juízo</strong>. Veja: <em>O censo deste ano deve ser feito com senso crítico</em>.</p>
<p>31 &#8211; Você não bebe <strong>a champanhe</strong>. Bebe <strong>o champanhe</strong>. É, portanto, palavra masculina.</p>
<p>32 &#8211; <strong>Cidadão</strong> só tem um plural: <strong>cidadãos</strong>.</p>
<p>33 &#8211; <strong>Cincoenta</strong> não existe. Escreva sempre <strong>cinqüenta</strong>.</p>
<p>34 &#8211; Ainda tem gente que erra quando vai falar <strong>gratuito</strong> e dá tonicidade ao <strong>i</strong>, como se fosse <strong>gratuíto</strong>. O certo é <strong>gratuito</strong>, da mesma forma que pronunciamos <em>intuito, circuito, fortuito, etc</em>.</p>
<p>35 &#8211; E ainda tem gente que teima em dizer <strong>rúbrica</strong>, em vez de <strong>rubrica</strong>, com a sílaba <strong>bri</strong> mais forte que as outras. Escreva e diga sempre <strong>rubrica</strong>.</p>
<p>36 &#8211; Ninguém diz <em>eu coloro esse desenho</em>. Dói no ouvido. Portanto, o verbo <strong>colorir</strong> é defectivo (defeituoso) e não aceita a conjugação da primeira pessoa do singular do presente do indicativo. A mesma coisa é o verbo <strong>abolir</strong>. Ninguém é doido de dizer <em>eu abulo</em>. Pra dar um jeitinho, diga: <em>Eu vou colorir esse desenho. Eu vou abolir esse preconceito</em>.</p>
<p>37 &#8211; Outro verbo danado é <strong>computar</strong>. Não podemos conjugar as três primeiras pessoas: <em>eu computo, tu computas, ele computa</em>. A gente vai entender outra coisa, não é mesmo? Então, para evitar esses palavrões, decidiu-se pela proibição da conjugação nessas pessoas. Mas se conjugam as outras três do plural: <em>computamos, computais, computam</em>.</p>
<p>38 &#8211; Outra vez atenção: os verbos terminados em <strong>-uar</strong> fazem a segunda e a terceira pessoa do singular do presente do indicativo e a terceira pessoa do imperativo afirmativo em <strong>-e</strong> e não em <strong>-i</strong>. Observe: <em>Eu quero que ele continue assim. Efetue essas contas, por favor. Menino, continue onde estava </em>.</p>
<p>39 &#8211; A propósito do item anterior, devemos lembrar que os verbos terminados em <strong>-uir</strong> devem ser escritos naqueles tempos com <strong>-i</strong>, e não com <strong>-e</strong>. Veja: <em>Ele possui muitos bens. Ela me inclui entre seus amigos de confiança. Isso influi bastante nas minhas decisões. Aquilo não contribui em nada com o progresso </em>.</p>
<p>40 &#8211; <strong>Coser</strong> significa <strong>costurar</strong>. <strong>Cozer </strong>é que significa <strong>cozinhar</strong>.</p>
<p>41 &#8211; O correto é dizer <em>deputado por São Paulo</em>, <em>senador por Pernambuco</em>, e não <em>deputado de São Paulo</em> e <em>senador de Pernambuco</em>.</p>
<p>42 &#8211; <strong>Descriminar</strong> é <strong>absolver de crime</strong>, <strong>inocentar</strong>. <strong>Discriminar</strong> é <strong>distinguir, separar</strong>. Então dizemos: <em>Alguns políticos querem descriminar o aborto. Não devemos discriminar os pobres </em>.</p>
<p>43 &#8211; <strong>Dia a dia</strong> (sem hífen) é uma expressão adverbial que quer dizer <strong>todos os dias</strong> , <strong>dia após dia</strong>. Por exemplo: <em>Dia a dia minha saudade vai crescendo</em>. Enquanto que <strong>dia-a-dia</strong> é um substantivo que significa <strong>cotidiano</strong> e admite o artigo: <em>O dia-a-dia dessa gente rica deve ser um tédio </em>.</p>
<p>44 &#8211; A pronúncia certa é <strong>disenteria</strong>, e não <strong>desinteria</strong>.</p>
<p>45 &#8211; A palavra <strong>dó</strong> (pena) é masculina. Portanto, <em>sentimos muito dó daquela moça</em>.</p>
<p>46 &#8211; Nas expressões <strong>é muito</strong>, <strong>é pouco</strong>, <strong>é suficiente</strong>, o verbo <strong>ser </strong>fica sempre no singular, sobretudo quando denota quantidade, distância, peso. Ex: <em>Dez quilos é muito. Dez reais é pouco. Dois gramas é suficiente </em>.</p>
<p>47 &#8211; Há duas formas de dizer: <em>é proibido entrada</em>, e <em>é proibida a entrada</em>. Observe a presença do artigo <strong>a</strong> na segunda locução.</p>
<p>48 &#8211; Já se disse muitas vezes, mas vale repetir: <em>televisão em cores</em>, e não <em>a cores</em>.</p>
<p>49 &#8211; Cuidado: <strong>emergir</strong> é <strong>vir à  tona</strong> , <strong>vir à  superfície</strong>. Por exemplo: <em>O monstro emergiu do lago</em>. Mas <strong>imergir </strong>é o contrário: é <strong>mergulhar</strong>, <strong>afundar</strong>. Veja o exemplo: <em>O navio imergiu em alto-mar</em>.</p>
<p>50 &#8211; A confusão é grande, mas se admitem as três grafias: <strong>enfarte</strong>, <strong>enfarto </strong>e <strong>infarto</strong>.</p>
<p>51 &#8211; Outra dúvida: nunca devemos dizer <strong>estadia</strong> em lugar de <strong>estada</strong>. Portanto, <em>a minha estada em São Paulo durou dois dias</em>. Mas <em>a estadia do navio em Santos só demorou um dia </em>. Portanto, <strong>estada</strong> para <strong>permanência de pessoas</strong>, e <strong>estadia</strong> para <strong>navios ou veículos</strong>.</p>
<p>52 &#8211; E não esqueça: <strong>exceção</strong> é com <strong>ç</strong>, mas <strong>excesso</strong> é com dois <strong>s</strong>.</p>
<p>53 &#8211; Lembra-se dos verbos defectivos? Lá vai mais um: <strong>falir</strong>. No presente do indicativo só apresenta a primeira e a segunda pessoa do plural: <em>nós falimos, vós falis</em>. Já pensou em conjugá-lo assim: eu falo, tu fales&#8230; Horrível, né?</p>
<p>54 &#8211; Todas as expressões adverbiais formadas por palavras repetidas dispensam a crase: <em>frente a frente</em>, <em>cara a cara</em>, <em>gota a gota</em>, <em>face a face</em>, etc.</p>
<p>55 &#8211; Outra vez, tome cuidado. <em>Quando for ao supermercado, peça duzentos ou trezentos gramas de presunto</em>, e não <strong>duzentas ou trezentas</strong> .. Quando significa unidade de massa, grama é substantivo masculino. Se for a relva, aí sim, é feminino: <em>não pise a grama; a grama está bem crescida</em>.</p>
<p>56 &#8211; É freqüente se ouvir no rádio ou na TV os entrevistados dizerem: <em>Há muitos anos atrás&#8230;</em> Talvez nem saibam que estão construindo uma frase redundante. Afinal, há já dá idéia de passado. Ou se diz simplesmente <em>Há muito anos</em>. ou <em>Muitos anos atrás</em>. Escolha. Mas não junte o <strong>há</strong> com <strong>atrás</strong>.</p>
<p>57 &#8211; Cuidado nessa arapuca do português: as palavras paroxítonas terminadas em <strong>-n</strong> recebem acento gráfico, mas as terminadas em <strong>-ns</strong> não recebem: <em>hífen, hifens; pólen, polens</em>.</p>
<p>58 &#8211; Atenção: <em>Ele interveio na discórdia</em>, e não <strong>interviu</strong>. Afinal, o verbo é <strong>intervir</strong>, derivado de <strong>vir</strong>.</p>
<p>59 &#8211; <strong>Item</strong> não leva acento. Nem seu plural <strong>itens</strong>.</p>
<p>60 &#8211; O certo é <strong>a libido</strong>, feminino. Devo dizer: <em>Minha libido hoje não tá legal</em> .</p>
<p>61 &#8211; Todo mundo gosta de dizer <em>magérrima, magríssima,</em> mas o superlativo de <strong>magro</strong> é <strong>macérrimo</strong>.</p>
<p>62 &#8211; Antes de particípios não devemos usar <strong>melhor</strong> nem <strong>pior</strong> . Portanto, devemos dizer: <em>os alunos mais bem preparados são os do 2º grau</em>. E nunca: <em>os alunos melhor preparados</em> &#8230;.</p>
<p>63 &#8211; Essa história de <strong>mal com l</strong>, e <strong>mau com u</strong>, até já cansou. É só decorar: <strong>Mal</strong> é antônimo de <strong>bem</strong>, e <strong>mau</strong> é antônimo de <strong>bom</strong>. É só substituir uma por outra nas frases para tirar a dúvida.</p>
<p>64 &#8211; Pronuncie <strong>máximo</strong>, como se houvesse dois <strong>s</strong> no lugar do <strong>x</strong> (<em>mássimo</em>).</p>
<p>65 &#8211; Toda vez que disser &#8220;<em> É meio-dia e meio</em>&#8221; você estará errando. O certo é: <em>meio-dia e meia</em>. Ou seja, <em>meio dia e meia hora</em> .</p>
<p>66 &#8211; <em>Não tenho nada a ver com isso</em>, e <strong>não</strong> <em>haver com isso </em>.</p>
<p>67 &#8211; <strong>Nem um nem outro</strong> leva o verbo para o singular: <em>Nem um nem outro conseguiu cumprir o que prometeu </em>.</p>
<p>68 &#8211; Toda vez que usar o verbo <strong>gostar</strong> tenha cuidado com a ligação que ele tem com a preposição <strong>de</strong>. Ex: <em>a coisa de que mais gosto é passear no parque</em>. <em>A pessoa de que mais gosto é minha mãe</em>.</p>
<p>69 &#8211; Lembre-se: <strong>pára</strong>, com acento, é do verbo <strong>parar</strong>, e <strong>para</strong> , sem acento, é a preposição. Portanto: <em>Ele não pára de repetir para o amigo que tem um carro novo</em>.</p>
<p>70 &#8211; E tem mais: <strong>pelo </strong>, sem acento, é preposição (contração da preposição <strong>por</strong> com o artigo <strong>o</strong>) e <strong>pêlo</strong>, com acento, é o cabelo.</p>
<p>71 &#8211; E quer mais? <strong>Pêra</strong>, a fruta, leva acento, só para diferenciar de uma antiga preposição também chamada <strong>pera</strong>. Já o plural dispensa o acento: <strong>peras</strong>. Dá pra entender? O jeito é decorar.</p>
<p>72 &#8211; Ainda tem mais uma palavra com acento diferencial: <strong>pôde</strong>, terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo <strong>poder</strong>. É para diferenciar de <strong>pode</strong>, a forma do presente. Então dizemos: <em>Ele até que pôde fazer tudo aquilo, mas hoje não pode mais</em>. Percebeu a diferença?</p>
<p>73 &#8211; <strong>Pôr</strong> só leva acento quando é verbo: <em>Quero pôr tudo no seu devido lugar</em>. Mas se for preposição, não leva acento: <em>Por qualquer coisa, ele se contenta</em>.</p>
<p>74 &#8211; Fique atento: nunca diga nem escreva <em>1 de abril, 1 de maio</em>. Mas sempre: <em>primeiro de abril, primeiro de maio</em>. Prevalece o ordinal.</p>
<p>75 &#8211; É chato, pedante ou parece ser errado dizer <em>‘quando eu vir Maria, darei o recado a ela&#8217; </em>. Mas esse é o emprego correto do verbo <strong>ver</strong> no futuro do subjuntivo. <em>Se eu vir, quando eu vir</em> . Mas quando é o verbo <strong>vir</strong> que está na jogada, a coisa muda: <strong>quando eu vier, se eu vier</strong>.</p>
<p>76 &#8211; Só use <strong>quantia</strong> para somas em <a href="http://lucrandonarede.com.br/" target='_blank'>dinheiro</a>. Para o resto, pode usar <strong>quantidade</strong>. Veja: <em>Recebi a quantia de 20 mil reais. Era grande a quantidade de animais no meio da pista</em>.</p>
<p>77 &#8211; O prefixo <strong>recém</strong> sempre se separa por hífen da palavra seguinte e deve ser pronunciado como oxítona: <em>recém-chegado de Londres</em>.</p>
<p>78 &#8211; Não esqueça: <strong>retificar</strong> é <strong>corrigir </strong>, e <strong>ratificar</strong> é <strong>comprovar</strong>, <strong>reafirmar </strong>:  ‘<em>Ratifico o que disse e retifico meus erros</em>&#8216;.</p>
<p>79 &#8211; Quando disser <strong>ruim</strong>, diga como se a sílaba mais forte fosse <strong>-im</strong>. Não tem cabimento outra pronúncia.</p>
<p>80 &#8211; Fique atento: só empregamos <strong>São</strong> antes de nomes que começam por consoante: <em>São Mateus, São João, São Tomé, etc</em>. Se o nome começa por vogal ou h, empregamos <strong>Santo</strong>: <em>Santo Antonio, Santo Henrique, etc</em>.</p>
<p>81 &#8211; E lembre-se: <strong>Seção</strong>, com <strong>ç</strong>, quer dizer <strong>parte de um todo</strong>, <strong>departamento</strong>: <em>a seção eleitoral, a seção de esportes </em>. Já <strong>sessão</strong>, com dois <strong>s</strong>, significa <strong>intervalo de tempo que dura uma reunião</strong>, <strong>uma assembléia</strong>, <strong>um acontecimento qualquer</strong>: <em>A sessão do cinema demorou muito tempo. A sessão espírita terminou</em>.</p>
<p>82 &#8211; Não confunda: <strong>senão</strong>, juntinho, quer dizer <strong>caso contrário</strong>. E <strong>se não</strong>, separado, equivale a <strong>se por acaso não</strong>. Veja: <em>Chegue cedo, senão eu vou embora. Se não chegar cedo, eu vou embora</em>. Percebeu a diferença?</p>
<p>83 &#8211; Tire esta dúvida: quando <strong>só</strong> é adjetivo equivale a <strong>sozinho</strong> e varia em número,ou seja, pode ir para o plural. Mas <strong>só</strong> como advérbio, quer dizer <strong>somente</strong>. Aí não se mexe. Veja: <em>Brigaram e agora vivem sós</em> (sozinhos). <em>Só</em> (somente) <em>um bom diálogo os trará de volta</em>.</p>
<p>84 &#8211; É comum vermos no rádio e na TV o entrevistado dizer: &#8220;<em>O que nos falta são subzídios </em>&#8220;. Quer dizer, fala com a pronúncia do <strong>z</strong>. Mas não é: pronuncia-se <strong>ss</strong>. Portanto, escreva <strong>subsídio</strong> e pronuncie<strong> subssídio</strong>.</p>
<p>85 &#8211; <strong>Taxar</strong> quer dizer <strong>tributar</strong>, <strong>fixar preço</strong>. <strong>Tachar</strong> é <strong>atribuir defeito</strong>, <strong>acusar</strong>.</p>
<p>86 &#8211; E nunca diga: <em>Eu torço para o Flamengo </em>. Quem torce de verdade, <em>torce pelo Flamengo</em>.</p>
<p>87 &#8211; Todo mundo tem dúvida, mas preste atenção: <em>50% dos estudantes passaram nos testes finais. Somente 1% terá condições de pagar a mensalidade. Acreditamos que 20% do eleitorado se abstenha de votar nas próximas eleições </em>. Mais exemplos: <em>10% estão aptos a votar, mas 1% deles preferem fugir das urnas</em>. Quer dizer, concorde com o mais próximo e saiba que essa regra é bastante flexível.</p>
<p>88 &#8211; <em>Um dos que deixa dúvidas</em>. Há gramáticos que aceitam o emprego do singular depois dessa expressão. Mas pela norma culta, devemos pluralizar: <em>Eu sou um dos que foram admitidos. Sandra é uma das que ouvem rádio</em> .</p>
<p>89 &#8211; <strong>Veado</strong> se escreve com <strong>e</strong>, e não com <strong>i</strong>.</p>
<p>90 &#8211; Esse português da gente tem cada uma: tem <strong>viagem</strong> com <strong>g</strong> e <strong>viajem</strong> com <strong>j</strong>. Tire a dúvida: viagem é o substantivo: <em>A viagem foi boa</em>. Viajem é o verbo: <em>Caso vocês viajem, levem tudo</em>.</p>
<p>91 &#8211; O prefixo <strong>vice</strong> sempre se separa por hífen da palavra seguinte: <em>vice-prefeito, vice-governador, vice-reitor, vice-presidente, vice-diretor, etc</em>.</p>
<p>92 &#8211; Geralmente, se usa o <strong>x</strong> depois da sílaba inicial <strong>-en</strong>: <em>enxaguar, enxame,  enxergar, enxaqueca, enxofre, enxada, enxoval, enxugar, etc </em>. Mas cuidado com as exceções: <strong>encher</strong> e seus derivados (<em>enchimento, enchente, enchido, preencher, etc </em>) e quando <strong>-en</strong> se junta a um radical iniciado por <strong>ch</strong>: <em>encharcar (de charco), enchumaçar (de chumaço), enchiqueirar (de chiqueiro), etc. </em></p>
<p>93 &#8211; Não adianta teimar: <strong>chuchu</strong> se escreve mesmo é com <strong>ch</strong>.</p>
<p>94 &#8211; <strong>Ciclo vicioso</strong> não existe. O correto é <strong>círculo vicioso</strong>.</p>
<p>95 &#8211; E qual a diferença entre <strong>achar</strong> e <strong>encontrar</strong>? Use achar para definir aquilo que se procura, e encontrar para aquilo que, sem intenção nenhuma, se apresenta à  pessoa. Veja: <em>Achei finalmente o que procurava. Maria encontrou uma corda debaixo da cama. Jorge achou o gato dele que fugiu na semana passada</em>.</p>
<p>96 &#8211; <strong>Adentro</strong> é uma palavra só: <em>Meteu-se porta adentro. A lua sumiu noite adentro</em>.</p>
<p>97 &#8211; Não existe <strong>adiar para depois </strong>. Isso é redundante, porque adiar só pode ser para depois.</p>
<p>98 &#8211; <strong>Afim</strong> (juntinho) tem relação com <strong>afinidade</strong>: <em>gostos afins, palavras afins</em>. <strong>A fim de</strong> (separado) equivale a <strong>para</strong>: <em>Veio logo a fim de me ver bem vestido</em>.</p>
<p>99 &#8211; Pode parecer meio estranho, mas pode conjugar o verbo <strong>aguar</strong> normalmente: <em>eu águo, tu águas, ele água, nós aguamos, vós aguais, eles águam</em>.</p>
<p>100 &#8211; (Finalmente, chegamos ao centésimo item). E, por falar nisso, <strong>centigrama</strong> é palavra masculina:<em> dois centigramas.</em></p>
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