<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Curso Gratuito de Português &#187; Curiosidades</title>
	<atom:link href="http://cursodeportugues.blogarium.net/tag/curiosidades/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://cursodeportugues.blogarium.net</link>
	<description>Descobrindo o prazer de aprender</description>
	<lastBuildDate>Tue, 26 Jan 2010 18:06:33 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.1</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" />
		<item>
		<title>O que &#233; &#8220;psicultura&#8221;?</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-psicultura/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-psicultura/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 17:43:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof Janio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ortografia]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-psicultura/</guid>
		<description><![CDATA[Estava eu andando pelo Centro de Porto Alegre quando deparei-me com uma barraquinha pr&#243;xima ao Mercado P&#250;blico, vendendo peixe frito, com uma enorme faixa com os dizeres: &#8220;projeto de psicultura&#8221;.
Como uma imagem vale mais do que mil palavras, ei-la:

Sou muito simp&#225;tico ao ad&#225;gio que diz n&#227;o se deve dar o peixe, mas ensinar a pescar. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p>Estava eu andando pelo Centro de Porto Alegre quando deparei-me com uma barraquinha pr&oacute;xima ao Mercado P&uacute;blico, vendendo peixe frito, com uma enorme faixa com os dizeres: &#8220;projeto de psicultura&#8221;.</p>
<p>Como uma imagem vale mais do que mil palavras, ei-la:</p>
<p style="text-align: center"><img id="urn:zoundry:jid:psicultura.jpg" style="display: inline;" title="psicultura.jpg" src="http://cursodeportugues.blogarium.net/wp-content/uploads/2008/04/psicultura-tn.jpg" border="0" alt="psicultura.jpg" width="254" height="265" /></p>
<p>Sou muito simp&aacute;tico ao ad&aacute;gio que diz n&atilde;o se deve dar o peixe, mas ensinar a pescar. No caso da Prefeitura de Porto Alegre, n&atilde;o est&atilde;o fazendo nenhuma das duas coisas, pois o peixe frito &eacute; vendido na barraquinha, e a menos que &#8220;psicultura&#8221; seja um neologismo relacionado a psicologia e cultura, o que eles querem &eacute; ensinar a criar peixes, e n&atilde;o a pesc&aacute;-los.</p>
<p><strong>Piscicultura</strong>, esta a grafia correta, tamb&eacute;m chamada popularmente de <strong>aquacultura</strong> ou <strong>aquicultura</strong>, &eacute; a atividade de criar peixes e outros animais aqu&aacute;ticos.</p>
<p>A n&atilde;o ser, claro, que &#8220;Psicultura&#8221; seja um nome pr&oacute;prio, que tenha uma raz&atilde;o para ser assim. Nesse caso, retiro todas as cr&iacute;ticas. Mas apenas nesse caso.</p>
<p class="zoundry_bw_tags"><!-- Tag links generated by Zoundry Blog Writer. Do not manually edit. http://www.zoundry.com --><br />
<span class="ztags"><span class="ztagspace">Technorati</span> : <a class="ztag" rel="tag" href="http://technorati.com/tag/etimologia">etimologia</a>, <a class="ztag" rel="tag" href="http://technorati.com/tag/gram%C3%A1tica">gram&aacute;tica</a>, <a class="ztag" rel="tag" href="http://technorati.com/tag/ortografia">ortografia</a></span></p>
</div><!-- fim mwordstext --><div style='clear:both'></div>	<p></p>
	<hr noshade style="margin:0;height:1px" />
	<p>&copy; Prof Janio for <a 
href="http://cursodeportugues.blogarium.net">Curso Gratuito de Português</a>, 2008. |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-psicultura/">Permalink</a> |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-psicultura/#comments">23 comments</a></p>
	<p>Add to <a 
href="http://del.icio.us/post?url=http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-psicultura/&amp;title=O que &eacute; &#8220;psicultura&#8221;?">del.icio.us</a></p>
	<p>Search blogs linking this post with <a 
href="http://www.technorati.com/search/http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-psicultura/" title="Search on 
Technorati">Technorati</a></p>
	<p>Want more on these topics? Browse the archive of posts filed 
under <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/ortografia/" title="Ver todos os posts em Ortografia" rel="category tag">Ortografia</a>.</p>
        <p><a href="http://latin3.directtrack.com/z/0/CD110/&p=8"><img border=0 src="http://latin3.directtrack.com/rotator/CD110/8&keyword="></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-psicultura/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>23</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quem Nasce em Salvador &#233; Soteropolitano</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/quem-nasce-em-salvador-e-soteropolitano/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/quem-nasce-em-salvador-e-soteropolitano/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Jul 2007 20:03:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof Janio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Vocabulário]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Gramática]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cursodeportugues.blogarium.net/quem-nasce-em-salvador-e-soteropolitano/</guid>
		<description><![CDATA[Vi uma propaganda de jornal de classificados (seria o Estad&#227;o?), na qual o anunciante n&#227;o deseja vender seu carro, apenas falar com o maior n&#250;mero de pessoas poss&#237;vel, porque ele tem uma d&#250;vida terr&#237;vel: por que &#233; que quem nasce em Salvador (BA) &#233; soteropolitano e n&#227;o salvadorenho?
Durante muitos anos eu me perguntei a mesma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p>Vi uma propaganda de jornal de classificados (seria o Estad&atilde;o?), na qual o anunciante n&atilde;o deseja vender seu carro, apenas falar com o maior n&uacute;mero de pessoas poss&iacute;vel, porque ele tem uma d&uacute;vida terr&iacute;vel: por que &eacute; que quem nasce em Salvador (BA) &eacute; soteropolitano e n&atilde;o salvadorenho?</p>
<p>Durante muitos anos eu me perguntei a mesma coisa. &Eacute; claro que Salvador n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica cidade cujo gent&iacute;lico soa estranho (como “campineiro” ou “capil&eacute;”), mas certamente &eacute; uma das que, ainda hoje, t&ecirc;m o significado embora &oacute;bvio, menos conhecido.</p>
<p><span id="more-558"></span>O comum na forma&ccedil;&atilde;o dos gent&iacute;licos &eacute; o nome do lugar mais o sufixo “-ense”. Assim, uma varia&ccedil;&atilde;o (perfeitamente aceit&aacute;vel) para soteropolitano &eacute; “salvadorense”. Salvadorenho, contudo, &eacute; o gent&iacute;lico para <a href="http://www.wikimapia.org/#y=13690000&amp;x=-89190000&amp;z=6&amp;l=9&amp;m=a&amp;v=2">El Salvador</a>, aquele pa&iacute;s ali entre Honduras, Nicar&aacute;gua e Guatemala.</p>
<p>Para nunca mais esquecer a etimologia de soteropolitano basta lembrar que a palavra se origina de <em>soter</em>, que em Latim significa salvador, e do grego <em>polis</em>, que significa cidade.</p>
<p>E para quem acha que eu n&atilde;o sei do que estou falando, sugiro que fa&ccedil;a uma consulta no <a href="http://pt.wiktionary.org/wiki/P%C3%A1gina_principal">Wikcion&aacute;rio</a>: <a href="http://pt.wiktionary.org/wiki/soteropolitano">soteropolitano</a>. Tudo bem, n&atilde;o &eacute; garantia nenhuma de qualidade figurar em nenhum wiki, mas pelo menos eu n&atilde;o sou o &uacute;nico que estou dizendo.</p>
</div><!-- fim mwordstext --><div style='clear:both'></div>	<p></p>
	<hr noshade style="margin:0;height:1px" />
	<p>&copy; Prof Janio for <a 
href="http://cursodeportugues.blogarium.net">Curso Gratuito de Português</a>, 2007. |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/quem-nasce-em-salvador-e-soteropolitano/">Permalink</a> |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/quem-nasce-em-salvador-e-soteropolitano/#comments">5 comments</a></p>
	<p>Add to <a 
href="http://del.icio.us/post?url=http://cursodeportugues.blogarium.net/quem-nasce-em-salvador-e-soteropolitano/&amp;title=Quem Nasce em Salvador &eacute; Soteropolitano">del.icio.us</a></p>
	<p>Search blogs linking this post with <a 
href="http://www.technorati.com/search/http://cursodeportugues.blogarium.net/quem-nasce-em-salvador-e-soteropolitano/" title="Search on 
Technorati">Technorati</a></p>
	<p>Want more on these topics? Browse the archive of posts filed 
under <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/geral/" title="Ver todos os posts em Geral" rel="category tag">Geral</a>,  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/vocabulario/" title="Ver todos os posts em Vocabulário" rel="category tag">Vocabulário</a>.</p>
        <p><a href="http://latin3.directtrack.com/z/0/CD110/&p=8"><img border=0 src="http://latin3.directtrack.com/rotator/CD110/8&keyword="></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cursodeportugues.blogarium.net/quem-nasce-em-salvador-e-soteropolitano/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Express&#245;es Populares</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-populares/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-populares/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 26 Nov 2006 19:35:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof Janio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vocabulário]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-populares/</guid>
		<description><![CDATA[Diariamente utilizamos express&#245;es com significados diferentes daquilo que elas representam literalmente, mas raramente nos preocupamos em ir atr&#225;s da sua origem ou — at&#233; mesmo — da sua forma correta.
Abaixo cito 15 express&#245;es que todo mundo erra, ou que todo mundo usa mas que nem todo mundo sabe direito o significado ou seu correto emprego.
1 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p>Diariamente utilizamos express&otilde;es com significados diferentes daquilo que elas representam literalmente, mas raramente nos preocupamos em ir atr&aacute;s da sua origem ou — at&eacute; mesmo — da sua forma correta.</p>
<p>Abaixo cito 15 express&otilde;es que todo mundo erra, ou que todo mundo usa mas que nem todo mundo sabe direito o significado ou seu correto emprego.</p>
<p>1 &#8212; <strong>Enfiou o p&eacute; na jaca</strong>: o correto &eacute; <em>enfiou o p&eacute; no jac&aacute;</em>. Antigamente, os tropeiros paravam nas vendinhas, a meio caminho, para tomar uma pinga. Quando bebiam demais, era comum colocarem o p&eacute; direiro no estribo e, quando jogavam a perna esquerda para montar no burro, erravam, pisavam no jac&aacute; (o cesto em que as mercadorias eram carregadas) e levavam um grande tombo. Por isso, quando algu&eacute;m bebia demais dizia-se que ele enfiaria o p&eacute; no jac&aacute;. A jaca, fruta, n&atilde;o tem nada com isso. Apesar da novela da Globo.</p>
<p>2 &#8212; <strong>Batatinha quando nasce, esparrama pelo ch&atilde;o</strong>: o  correto &eacute; <em>batatinha quando nasce, espalha a rama pelo ch&atilde;o</em>.</p>
<p>3 &#8212;  <strong>Cor de burro quando foge</strong>: o correto &eacute; <em>corro de burro quando foge</em>!</p>
<p>4 &#8212; <strong>Quem tem boca vai a Roma</strong>: pois &eacute;, eu tamb&eacute;m fiquei surpreso ao saber que o correto n&atilde;o tem nada a ver com a capacidade de pela comunica&ccedil;&atilde;o ir a qualquer parte do mundo, e sim uma forma de exorta&ccedil;&atilde;o &agrave; cr&iacute;tica pol&iacute;tica; o correto &eacute; <em>quem tem boca vaia Roma</em>.</p>
<p><!--adsense#Quadrado-->5 &#8212; <strong>&Eacute; a cara do pai escarrado e cuspido</strong>: essa &eacute; forma escatol&oacute;gica de dizer que o filho &eacute; muito parecido com o pai; o correto &eacute; <em>a cara do pai em Carrara esculpido</em> (Carrara &eacute; uma cidade italiana de onde se extrai o mais nobre e caro tipo de m&aacute;rmore, que leva o mesmo nome da cidade).</p>
<p>6 &#8212; <strong>Quem n&atilde;o tem c&atilde;o, ca&ccedil;a com gato</strong>: o correto &eacute; <em>quem n&atilde;o tem c&atilde;o, ca&ccedil;a como gato</em>. Ou seja, sozinho!</p>
<p>7 &#8212; <strong>Nas coxas</strong>: as primeiras telhas usadas nas casas aqui no Brasil eram feitas de Argila, que eram moldadas nas coxas dos escravos que vieram da &Aacute;frica. Como os escravos variavam de tamanho e porte f&iacute;sico, as telhas ficavam todas desiguais devido as diferentes tipos de coxas. Da&iacute; a express&atilde;o <em>fazendo nas coxas</em>, ou seja, de qualquer jeito (quer dizer, n&atilde;o tem nenhuma conota&ccedil;&atilde;o er&oacute;tico-sexual, mente suja).</p>
<p>8 &#8212; <strong>Voto de Minerva</strong>: Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da m&atilde;e. No julgamento, houve empate entre os jurados. Coube &agrave; deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do r&eacute;u. Voto de Minerva &eacute;, portanto, o voto decisivo.</p>
<p>9 &#8212; <strong>Casa da m&atilde;e Joana</strong>: na &eacute;poca do Brasil Imp&eacute;rio, mais especificamente durante a menoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no pa&iacute;s costumavam se encontrar num prost&iacute;bulo do Rio de Janeiro, cuja propriet&aacute;ria se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no pa&iacute;s, a frase casa da m&atilde;e Joana ficou conhecida como sin&ocirc;nimo de lugar em que ningu&eacute;m manda.</p>
<p><!--adsense#Quadrado-->10 &#8212; <strong>Conto do vig&aacute;rio</strong>: duas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem de santa como presente. Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vig&aacute;rios contariam com a ajuda de Deus, ou melhor, de um burro. O neg&oacute;cio era o seguinte: Colocaram o burro entre as duas par&oacute;quias e o animalzinho teria que caminhar at&eacute; uma delas. A escolhida pelo quadr&uacute;pede ficaria com a santa. E foi isso que aconteceu, s&oacute; que, mais tarde, descobriram que um dos vig&aacute;rios havia treinado o burro. Desse modo, conto do vig&aacute;rio passou a ser sin&ocirc;nimo de falcatrua e malandragem.</p>
<p>11 &#8212; <strong>Ficar a ver navios</strong>: Dom Sebasti&atilde;o, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alc&aacute;cer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo portugu&ecirc;s se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele n&atilde;o voltou, o povo ficava a ver navios.</p>
<p>12 &#8212; <strong>N&atilde;o entender patavinas</strong>: os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos, origin&aacute;rios de P&aacute;dua, ou Padova; sendo assim, n&atilde;o entender patavina significava n&atilde;o entender nada.</p>
<p>13 &#8212; <strong>Dourar a p&iacute;lula</strong>: antigamente as farm&aacute;cias embrulhavam as p&iacute;lulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo. A express&atilde;o dourar a p&iacute;lula, significa melhorar a apar&ecirc;ncia de algo.</p>
<p>14 &#8212; <strong>Sem eira nem beira</strong>: os telhados de antigamente possu&iacute;am eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do im&oacute;vel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. N&atilde;o ter eira nem beira significa que a pessoa &eacute; pobre, est&aacute; sem grana.</p>
<p>15 &#8212; <strong>O canto do cisne</strong>: dizia-se que o cisne emitia um bel&iacute;ssimo canto pouco antes de morrer. A express&atilde;o “canto do cisne” representa as &uacute;ltimas realiza&ccedil;&otilde;es de algu&eacute;m.</p>
</div><!-- fim mwordstext --><div style='clear:both'></div>	<p></p>
	<hr noshade style="margin:0;height:1px" />
	<p>&copy; Prof Janio for <a 
href="http://cursodeportugues.blogarium.net">Curso Gratuito de Português</a>, 2006. |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-populares/">Permalink</a> |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-populares/#comments">26 comments</a></p>
	<p>Add to <a 
href="http://del.icio.us/post?url=http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-populares/&amp;title=Express&otilde;es Populares">del.icio.us</a></p>
	<p>Search blogs linking this post with <a 
href="http://www.technorati.com/search/http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-populares/" title="Search on 
Technorati">Technorati</a></p>
	<p>Want more on these topics? Browse the archive of posts filed 
under <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/vocabulario/" title="Ver todos os posts em Vocabulário" rel="category tag">Vocabulário</a>.</p>
        <p><a href="http://latin3.directtrack.com/z/0/CD110/&p=8"><img border=0 src="http://latin3.directtrack.com/rotator/CD110/8&keyword="></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-populares/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>26</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Express&#245;es Portoalegrenses</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-portoalegrenses/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-portoalegrenses/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Nov 2006 19:45:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof Janio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vocabulário]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Regionalismos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-portoalegrenses/</guid>
		<description><![CDATA[Toda cidade tem um jeito, uma forma peculiar de falar. S&#227;o express&#245;es que marcam o lugar e acabam se tornando uma esp&#233;cie de “dialeto” daquele grupo social. E os porto-alegrenses t&#234;m um jeito muito especial de se comunicar. Confira aqui algumas p&#233;rolas da cidade.

A troco — como quem diz ” a troco de qu&#234;?”. Algo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p>Toda cidade tem um jeito, uma forma peculiar de falar. S&atilde;o express&otilde;es que marcam o lugar e acabam se tornando uma esp&eacute;cie de “dialeto” daquele grupo social. E os porto-alegrenses t&ecirc;m um jeito muito especial de se comunicar. Confira aqui algumas p&eacute;rolas da cidade.</p>
<ul>
<li>A troco — como quem diz ” a troco de qu&ecirc;?”. Algo como “porqu&ecirc;?”, “pra qu&ecirc;?”.</li>
<li>Alertar os gansos — Dar alarme sobre algo. Despertar a aten&ccedil;&atilde;o indesejadamente.</li>
<li>Arregar — Ficar com medo.</li>
<li>Azar &eacute; do goleiro — Tipo “doa a quem doer”. “N&atilde;o quero saber, n&atilde;o t&ocirc; nem a&iacute;!”.</li>
<li>Baia — O mesmo que casa. Sendo baia a casa do cavalo, aqui virou casa de gente.</li>
<li>Baita — Baita &eacute; baita. &Eacute; muito grande. O fulano &eacute; baita parceiro. A fulana &eacute; baita gostosa.</li>
<li>Balaqueiro — Indiv&iacute;duo provido de pseudo-malandragem. Metido, cheio de onda. Enfeitado.</li>
<li>Bem nessas — Significa dizer “sim, isso mesmo, eu concordo contigo”.</li>
<li>Cacetinho — Aquele p&atilde;o de 50g. Chamado de p&atilde;o franc&ecirc;s em outros rinc&otilde;es, aqui &eacute; cacetinho mesmo.</li>
<li>Cagando e andando — O cara que n&atilde;o t&aacute; se importando muito com determinada situa&ccedil;&atilde;o. Mesmo que seja dif&iacute;cil imaginar a cena. Eu <em>(o Ricardo)</em> acrescentaria “e chutando pros lados”.</li>
<li>Chinel&atilde;o — Xingamento que designa indiv&iacute;duo com pouca classe, desarrumado, sem muito traquejo social. E mais um pouco.</li>
<li>De cara — Chocado, surpreso e at&eacute; mesmo magoado. Tudo junto. “&Ocirc; meu, o fulano t&aacute; de cara contigo!”. Tamb&eacute;m pode significar o sujeito que n&atilde;o est&aacute; sob algum estado alterado de consci&ecirc;ncia.</li>
<li>De canto — Discretamente, sem chamar a aten&ccedil;&atilde;o.</li>
<li>De rachar — Geralmente refere-se ao frio muito intenso. “Bah, hoje t&aacute; fazendo um frio de rachar os bei&ccedil;os”. Mas pode se referir aos efeitos do Sol. “Putz, um sol de rachar!” Rachar a cabe&ccedil;a, imagino.</li>
<li>E lambe os bei&ccedil;o <em>(assim mesmo, no singular)</em>— O mesmo que dizer: E d&ecirc;-se por satisfeito!</li>
<li>Encher o buxo — Comer demasiadamente. Um pouco al&eacute;m do recomendado.</li>
<li>Escangalhado — Em estado lament&aacute;vel. Esbodegado.</li>
<li>Faz a frente — O mesmo que “Faz a m&atilde;o”. Quer dizer: P&ocirc; fulano, d&aacute; um jeito a&iacute;. Tamb&eacute;m pode ser: Vai, toma a iniciativa.</li>
<li>Fechou o pau — Estranho, mas quer dizer que aconteceu uma briga, uma confus&atilde;o, um tumulto. Pode ser tamb&eacute;m “fechou a rosca”, ou ainda “fechou o tempo”.</li>
<li><!--adsense#160x600dir-->Findi — Forma apocopada para fim-de-semana. “Nesse findi eu vou pra Magist&eacute;rio”.</li>
<li>Gente-fina — Diz-se de indiv&iacute;duo com qualidades e virtudes. Amigo, parceiro, “dus meu”.</li>
<li>God&ocirc; — Artimanha, despiste, desculpa esfarrapada. “O fulano me deu um god&ocirc;”.</li>
<li>Guri de apartamento — diz-se do indiv&iacute;duo sem muita malandragem, criado dentro de casa, mimado. Varia&ccedil;&atilde;o: guri de carpete.</li>
<li>Hugo — Onomatop&eacute;ia t&iacute;pica para o v&ocirc;mito. “Bah, ontem cheguei em casa mamado e chamei o hugo”.</li>
<li>Indiada — Situa&ccedil;&atilde;o pouco agrad&aacute;vel, programa indesejado. “Bah, o fulano me mete em cada indiada”.</li>
<li>J&aacute; era — Termo muito usado para indicar a finitude de uma situa&ccedil;&atilde;o. Algo que n&atilde;o volta mais. “Viajou, magr&atilde;o, fez a cagada agora j&aacute; era”.</li>
<li>J&oacute;ia — Legal, ou “tri legal”, bacana. Diz-se de pessoas ou coisas. “A fulaninha &eacute; bem j&oacute;ia, n&eacute;”.</li>
<li>Lagarteando — Diz-se do sujeito que est&aacute; ao sol, aquecendo-se. “Hoje t&aacute; bom pra pegar um chimas e ir pra Reden&ccedil;a, lagartear”.</li>
<li>Liga — Situa&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel, sorte. “Bah, dei uma baita liga”.</li>
<li>Lomba — Lomba &eacute; lomba, ora. Mas no resto do pa&iacute;s &eacute; ladeira.</li>
<li>Me abri pra ti — Algo como: ” tu &eacute; o cara mesmo!”. Tirei o chap&eacute;u.</li>
<li>Mijada — O mesmo que bronca. “Minha chefe me deu uma mijada”.</li>
<li>Montar num porco — Ficar muito chateado com determinada situa&ccedil;&atilde;o. Ficar puto da cara.</li>
<li>N&aacute;mor — Em Porto Alegre temos a mania de diminuir, carinhosamente, as palavras. Assim namorada vira n&aacute;mor, chimarr&atilde;o vira chimas, Reden&ccedil;&atilde;o &eacute; Reden&ccedil;a e por a&iacute; vai.</li>
<li>N&atilde;o caga nem desocupa a moita — Humm. Pois &eacute;. Express&atilde;o usada para o sujeito que n&atilde;o se decide. N&atilde;o vai nem fica. N&atilde;o anda nem desanda.</li>
<li>N&atilde;o d&aacute; nada — Algo como: “n&atilde;o te preocupa, isso n&atilde;o vai nos trazer problemas futuros”. Ou simplesmente: “N&atilde;o esquenta”.</li>
<li>Nicada — O mesmo que fazer amor, transar. Maneira chula de se referir ao ato sexual. “T&ocirc; loco pra dar uma nicada”.</li>
<li>O que &eacute; um peido pra quem t&aacute; cagado — Muito usada para justificar uma atitude inesperada para algu&eacute;m em situa&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel, sobretudo financeiramente.</li>
<li>O que n&atilde;o mata engorda — Express&atilde;o muito usada quando se come algo de gosto ou aspecto duvidoso. Serve para acalmar a “v&iacute;tima”.</li>
<li>O &oacute; do borogod&oacute; — Essa express&atilde;o, com som t&atilde;o agrad&aacute;vel, &eacute; usada para dizer que certa coisa &eacute; ruim, “de &uacute;ltima”, “o fim da picada”.</li>
<li>Pega-rat&atilde;o — A UFRGS (diz-se &uacute;rguis) costuma usar muito em seus vestibulares. Apresenta uma quest&atilde;o relativamente f&aacute;cil e os vestibulandos mocorongos acabam caindo. &Eacute; uma armadilha, um embuste.</li>
<li><!--adsense#160x600dir-->Pra tu v&ecirc; — Express&atilde;o usada para indicar a confirma&ccedil;&atilde;o e/ou surpresa em determinada situa&ccedil;&atilde;o. “Me deu um p&eacute; na bunda. Pra tu v&ecirc; como s&atilde;o as coisas”. Bom, talvez n&atilde;o seja bem isso.</li>
<li>Profi — Coisa de profissional. Especial mesmo. “P&ocirc;, esse site de Porto Alegre ficou prof&iacute;!”.</li>
<li>Qual&eacute; o teu pastel? — N&atilde;o &eacute; o balconista perguntando que sabor tu queres. Mas sim “qual &eacute; a tua?”. Uma interpela&ccedil;&atilde;o brincalhona, mas nem sempre. Depende do tom.</li>
<li>Que tal? — Usada como sauda&ccedil;&atilde;o. Ao inv&eacute;s de dizer “oi, tudo bem?” se diz “&oacute;, que tal?”. Tamb&eacute;m usada em tom elogioso “Mas que tal, hein!”.</li>
<li>Rateada — Ato de vacilar, fazer algo errado, cometer um deslize. “Bah, meu, que rateada!”.</li>
<li>Responsa — Forma diminu&iacute;da de responsabilidade. “Olha a responsa!”, quando se chama a aten&ccedil;&atilde;o do sujeito para o seu dever. Tem tamb&eacute;m o “na responsa”.Significa algo bem feito, caprichado. “Olha esse sanduba que fiz pra ti, na responsa.”</li>
<li>Revesgueio — No futebol quando se pega de mau jeito na bola. Tamb&eacute;m serve para olhar de canto do olho, de soslaio. “T&aacute; me olhando de revesgueio”.</li>
<li>Sarna pra se co&ccedil;ar — Situa&ccedil;&atilde;o que poder gerar confus&atilde;o. “Tu t&aacute; &eacute; procurando sarna pra se co&ccedil;ar”. Procurando encrenca, incomoda&ccedil;&atilde;o.</li>
<li>Se atacou das bicha — Diz-se da criatura que teve um “faniquito”. Se irritou com determinada situa&ccedil;&atilde;o.</li>
<li>Se escalar — Ato de tirar proveito da bondade alheia. “A pinta j&aacute; foi se escalando pro churras.”</li>
<li>T&aacute; bonito, t&aacute; ordeiro — Algo que est&aacute; como deveria. Em pleno funcionamento. Numa boa.</li>
<li>Tabacudo — Sujeito abobado, mangol&atilde;o, tanso.</li>
<li>Te liga — Usado para chamar a aten&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo. “Te liga, magr&atilde;o”.</li>
<li>Um p&eacute; l&aacute; e outro c&aacute; — Advert&ecirc;ncia, geralmente usada pelas m&atilde;es, para avisar a criatura para n&atilde;o se demorar, porque sen&atilde;o vai ter.</li>
<li>Vai que &eacute; um Dodge — Diz -se de algo que vai muito bem, que d&aacute; certo. Vai que &eacute; uma beleza.</li>
<li>Varzeano — Adjetivo pejorativo para suburbano, quase um chinel&atilde;o. De origem futebol&iacute;stica, provavelmente.</li>
<li>Velho do Saco — Ser folcl&oacute;rico do imagin&aacute;rio coletivo. Muito usado no lugar do bicho-pap&atilde;o para “incentivar” uma crian&ccedil;a a fazer algo. “Pare de incomodar sen&atilde;o eu te entrego pro velho do saco”. Hoje algumas m&atilde;es j&aacute; usam a Nazar&eacute;, da novela das oito, com o mesmo efeito.</li>
</ul>
</div><!-- fim mwordstext --><div style='clear:both'></div>	<p></p>
	<hr noshade style="margin:0;height:1px" />
	<p>&copy; Prof Janio for <a 
href="http://cursodeportugues.blogarium.net">Curso Gratuito de Português</a>, 2006. |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-portoalegrenses/">Permalink</a> |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-portoalegrenses/#comments">7 comments</a></p>
	<p>Add to <a 
href="http://del.icio.us/post?url=http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-portoalegrenses/&amp;title=Express&otilde;es Portoalegrenses">del.icio.us</a></p>
	<p>Search blogs linking this post with <a 
href="http://www.technorati.com/search/http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-portoalegrenses/" title="Search on 
Technorati">Technorati</a></p>
	<p>Want more on these topics? Browse the archive of posts filed 
under <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/vocabulario/" title="Ver todos os posts em Vocabulário" rel="category tag">Vocabulário</a>.</p>
        <p><a href="http://latin3.directtrack.com/z/0/CD110/&p=8"><img border=0 src="http://latin3.directtrack.com/rotator/CD110/8&keyword="></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cursodeportugues.blogarium.net/expressoes-portoalegrenses/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cem Observa&#231;&#245;es sobre a L&#237;ngua Portuguesa</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/cem-observacoes-sobre-a-lingua-portuguesa/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/cem-observacoes-sobre-a-lingua-portuguesa/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Jul 2006 19:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof Janio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Acento diferencial]]></category>
		<category><![CDATA[Crase]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cursodeportugues.blogarium.net/cem-observacoes-sobre-a-lingua-portuguesa/</guid>
		<description><![CDATA[Mais uma das que recebi por e-mail do Ricardo.
Desta vez, s&#227;o cem dicas sobre a L&#237;ngua Portuguesa, cem den&#250;ncias de erros que comumente cometemos, seja por ignor&#226;ncia, seja por v&#237;cio (eu, por exemplo, tenho o v&#237;cio do &#8220;pra&#8221;, ao inv&#233;s de para).
Acomode-se na cadeira, pegue uma &#225;gua ou um caf&#233;, respire fundo porque a&#237; v&#234;m:
100 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p>Mais uma das que recebi por e-mail do <a href="http://varnier.com.br/">Ricardo</a>.</p>
<p>Desta vez, s&atilde;o cem dicas sobre a L&iacute;ngua Portuguesa, cem den&uacute;ncias de erros que comumente cometemos, seja por ignor&acirc;ncia, seja por v&iacute;cio (eu, por exemplo, tenho o v&iacute;cio do &#8220;pra&#8221;, ao inv&eacute;s de para).</p>
<p>Acomode-se na cadeira, pegue uma &aacute;gua ou um caf&eacute;, respire fundo porque a&iacute; v&ecirc;m:</p>
<p><strong>100 OBSERVA&Ccedil;&Otilde;ES A RESPEITO DA NOSSA COMPLICADA L&Iacute;NGUA PORTUGUESA BRASILEIRA</strong></p>
<p align="center">CURIOSIDADES DA L&Iacute;NGUA PORTUGUESA</p>
<p>1 &#8211; <strong>Custas</strong> s&oacute; se usa na linguagem jur&iacute;dica para designar ‘despesas feitas no processo&#8217;. Portanto, devemos dizer: &#8221; <em>O filho vive &agrave; custa do pai</em>&#8220;. No singular.</p>
<p>2 &#8211; N&atilde;o existe a express&atilde;o <strong>&agrave;  medida em que</strong>. Ou se usa <strong>&agrave;  medida que</strong> correspondente a <strong>&agrave;  propor&ccedil;&atilde;o que</strong>, ou se usa <strong>na medida em que</strong> equivalente a <strong>tendo em vista que</strong>.</p>
<p>3 &#8211; O certo &eacute; <strong>a meu ver</strong> e n&atilde;o <strong>ao meu ver</strong>.</p>
<p>4 &#8211; <strong>A princ&iacute;pio</strong> significa <strong>inicialmente </strong>, <strong>antes de mais nada</strong>. Ex: <em>A princ&iacute;pio, gostaria de dizer que estou bem</em>. <strong>Em princ&iacute;pio</strong> quer dizer <strong>em tese</strong>. Ex: <em>Em princ&iacute;pio, todos concordaram com minha sugest&atilde;o</em>.</p>
<p>5 &#8211; <strong>&Agrave;-toa</strong>, com h&iacute;fen, &eacute; um adjetivo e significa &#8220;in&uacute;til&#8221;, &#8220;desprez&iacute;vel&#8221;. Ex: <em>Esse rapaz &eacute; um sujeito &agrave; -toa </em>. <strong>&Agrave; toa</strong>, sem h&iacute;fen, &eacute; uma locu&ccedil;&atilde;o adverbial e quer dizer &#8220;a esmo&#8221;, &#8220;inutilmente&#8221;. Ex: <em>Andava &agrave;   toa na vida</em>.</p>
<p>6 &#8211; Com a conjun&ccedil;&atilde;o <strong>se</strong>, deve-se utilizar <strong>acaso</strong>, e nunca <strong>caso</strong>. O certo: &#8220;<em>Se acaso vir meu <a title="artigo relacionado" onclick="return alinks_click(this);" href="http://sarmento.org/janio/o-amigo-das-letras/">amigo</a> por a&iacute;, diga-lhe&#8230;</em>&#8220;. Mas podemos dizer: &#8220;<em>Caso o veja por a&iacute;&#8230; </em>&#8220;.</p>
<p>7 &#8211; <strong>Acerca de</strong> quer dizer <strong>a respeito de</strong>. Veja: <em>Falei com ele acerca de um problema matem&aacute;tico</em>. Mas <strong>h&aacute; cerca de</strong> &eacute; uma express&atilde;o em que o verbo haver indica tempo transcorrido, equivalente a faz. Veja: <em>H&aacute; cerca de um m&ecirc;s que n&atilde;o a vejo</em>.</p>
<p>8 &#8211; N&atilde;o esque&ccedil;a: <strong>alface</strong> &eacute; substantivo feminino. <em>A alface est&aacute; bem verdinha</em>.</p>
<p>9 &#8211; <strong>Al&eacute;m</strong> pede sempre o h&iacute;fen: <em>al&eacute;m-mar, al&eacute;m-fronteiras, etc </em>.</p>
<p>10 &#8211; <strong>Algures</strong> &eacute; um adv&eacute;rbio de lugar e quer dizer &#8220;em algum lugar&#8221;. J&aacute; <strong>alhures </strong>significa &#8220;em outro lugar&#8221;.</p>
<p>11 &#8211; Mantenha o timbre fechado do <strong>o</strong> no plural dessas palavras: <em>almo&ccedil;os, bolsos, estojos, esposos, sogros, polvos, etc </em>.</p>
<p>12 &#8211; O certo &eacute; <strong>alto-falante</strong>, e n&atilde;o <strong>auto-falante</strong>.</p>
<p>13 &#8211; O certo &eacute; <strong>alugam-se casas</strong>, e n&atilde;o <strong>aluga-se casas</strong>. Mas devemos dizer <strong>precisa-se de empregados</strong>, <strong>trata-se de problemas</strong>. Observe a presen&ccedil;a da preposi&ccedil;&atilde;o (<strong>de</strong>) ap&oacute;s o verbo. &Eacute; a dica pra n&atilde;o errar. <em>Nota: esta dica precisa ser confirmada</em>.</p>
<p>14 &#8211; Depois de ditongo, geralmente se emprega <strong>x</strong>. Veja: <em>afrouxar, encaixe, feixe, baixa, faixa, frouxo, rouxinol, trouxa, peixe, etc </em>.</p>
<p>15 &#8211; <strong>Anci&atilde;o</strong> tem tr&ecirc;s plurais: <strong>anci&atilde;os, anci&atilde;es, anci&otilde;es</strong>.</p>
<p>16 &#8211; S&oacute; use <strong>ao inv&eacute;s de</strong> para significar <strong>ao contr&aacute;rio de</strong>, ou seja, com id&eacute;ia de oposi&ccedil;&atilde;o. Veja: <em>Ela gosta de usar preto ao inv&eacute;s de branco. Ao inv&eacute;s de chorar, ela sorriu</em>. <strong>Em vez de</strong> quer dizer <strong>em lugar de </strong>. N&atilde;o tem necessariamente a id&eacute;ia de oposi&ccedil;&atilde;o. Veja: <em>Em vez de estudar, ela foi brincar com as colegas</em>. (Estudar n&atilde;o &eacute; ant&ocirc;nimo de brincar).</p>
<p>17 &#8211; Ainda se v&ecirc; e se ouve muito <strong>aterrisar</strong> em lugar de <strong>aterrissar</strong>, com dois s. Escreva sempre com o s dobrado.</p>
<p>18 &#8211; N&atilde;o existe <strong>pre&ccedil;o barato</strong> ou <strong>pre&ccedil;o caro</strong>. S&oacute; existe <strong>pre&ccedil;o alto </strong>ou <strong>baixo</strong>. O produto, sim, &eacute; que pode ser caro ou barato. Veja: <em>Esse televisor &eacute; muito caro. O pre&ccedil;o desse televisor &eacute; alto. </em></p>
<p>19 &#8211; Ainda se v&ecirc; muito, principalmente na entrada das cidades, a express&atilde;o <strong>bem vindo</strong> (sem h&iacute;fen) e at&eacute; <strong>benvindo</strong>. As duas est&atilde;o erradas. Deve-se escrever <strong>bem-vindo</strong>, sempre com h&iacute;fen.</p>
<p>20 &#8211; Aten&ccedil;&atilde;o: nunca empregue h&iacute;fen depois de bi, tri, tetra, penta, hexa, etc. O nome fica sempre coladinho. <em>O Sport se tornou tetracampe&atilde;o no ano 2000. O N&aacute;utico foi hexacampe&atilde;o em 1968. O Brasil foi bicampe&atilde;o em 1962</em>.</p>
<p>21 &#8211; Veja bem: <em>uma revista bimensal &eacute; publicada duas vezes ao m&ecirc;s</em>, ou seja, de 15 em 15 dias. <em>A revista bimestral s&oacute; sai nas bancas de dois em dois meses</em>. Percebeu a diferen&ccedil;a?</p>
<p>22 &#8211; Hoje, tanto se diz <strong>bo&ecirc;mia</strong> como <strong>boemia</strong>. Nelson Gon&ccedil;alves consagrou a segunda, com a tonicidade no &#8216;mia&#8217;.</p>
<p>23 &#8211; Cuidado: <em>Eu caibo dentro daquela caixa</em>. A primeira pessoa do presente do indicativo assim se escreve porque o verbo &eacute; irregular.</p>
<p>24 &#8211; Preste aten&ccedil;&atilde;o: <em>o senador Luiz Estev&atilde;o foi cassado</em>. Mas <em>o le&atilde;o foi ca&ccedil;ado e nunca foi achado</em>. Portanto, cassar (com dois s) quer dizer tornar nulo, sem efeito.</p>
<p>25 &#8211; Existem palavras que s&oacute; devem ser empregadas no plural. Veja: <em>os &oacute;culos, as n&uacute;pcias, as olheiras, os parab&eacute;ns, os p&ecirc;sames, as prim&iacute;cias, os v&iacute;veres, os afazeres, os anais, os arredores, os escombros, as fezes, as hemorr&oacute;idas, etc </em>.</p>
<p>26 &#8211; Pouca gente tem coragem de usar, mas o plural de <strong>car&aacute;ter</strong> &eacute; <strong>caracteres</strong>. Ent&atilde;o, <em>Carlos pode ser um bom-car&aacute;ter, mas os dois irm&atilde;os dele s&atilde;o dois maus-caracteres</em>.</p>
<p>27 &#8211; <strong>Cart&atilde;o de cr&eacute;dito</strong> e <strong>cart&atilde;o de visita</strong> n&atilde;o pedem h&iacute;fen. J&aacute; <strong>cart&atilde;o-postal</strong> exige o tracinho.</p>
<p>28 &#8211; <strong>Catequese</strong> se escreve com <strong>s</strong>, mas <strong>catequizar</strong> &eacute; com <strong>z</strong>. Esse portugu&ecirc;s&#8230;</p>
<p>29 &#8211; O exemplo acima foge de uma regrinha que diz o seguinte: <em>os verbos derivados de palavras primitivas grafadas com s formam-se com o acr&eacute;scimo do sufixo -ar: an&aacute;lise-analisar, pesquisa-pesquisar, aviso-avisar, paralisia-paralisar, etc </em>.</p>
<p>30 &#8211; <strong>Censo</strong> &eacute; de <strong>recenseamento</strong>; <strong>senso </strong>refere-se a <strong>ju&iacute;zo</strong>. Veja: <em>O censo deste ano deve ser feito com senso cr&iacute;tico</em>.</p>
<p>31 &#8211; Voc&ecirc; n&atilde;o bebe <strong>a champanhe</strong>. Bebe <strong>o champanhe</strong>. &Eacute;, portanto, palavra masculina.</p>
<p>32 &#8211; <strong>Cidad&atilde;o</strong> s&oacute; tem um plural: <strong>cidad&atilde;os</strong>.</p>
<p>33 &#8211; <strong>Cincoenta</strong> n&atilde;o existe. Escreva sempre <strong>cinq&uuml;enta</strong>.</p>
<p>34 &#8211; Ainda tem gente que erra quando vai falar <strong>gratuito</strong> e d&aacute; tonicidade ao <strong>i</strong>, como se fosse <strong>gratu&iacute;to</strong>. O certo &eacute; <strong>gratuito</strong>, da mesma forma que pronunciamos <em>intuito, circuito, fortuito, etc</em>.</p>
<p>35 &#8211; E ainda tem gente que teima em dizer <strong>r&uacute;brica</strong>, em vez de <strong>rubrica</strong>, com a s&iacute;laba <strong>bri</strong> mais forte que as outras. Escreva e diga sempre <strong>rubrica</strong>.</p>
<p>36 &#8211; Ningu&eacute;m diz <em>eu coloro esse desenho</em>. D&oacute;i no ouvido. Portanto, o verbo <strong>colorir</strong> &eacute; defectivo (defeituoso) e n&atilde;o aceita a conjuga&ccedil;&atilde;o da primeira pessoa do singular do presente do indicativo. A mesma coisa &eacute; o verbo <strong>abolir</strong>. Ningu&eacute;m &eacute; doido de dizer <em>eu abulo</em>. Pra dar um jeitinho, diga: <em>Eu vou colorir esse desenho. Eu vou abolir esse preconceito</em>.</p>
<p>37 &#8211; Outro verbo danado &eacute; <strong>computar</strong>. N&atilde;o podemos conjugar as tr&ecirc;s primeiras pessoas: <em>eu computo, tu computas, ele computa</em>. A gente vai entender outra coisa, n&atilde;o &eacute; mesmo? Ent&atilde;o, para evitar esses palavr&otilde;es, decidiu-se pela proibi&ccedil;&atilde;o da conjuga&ccedil;&atilde;o nessas pessoas. Mas se conjugam as outras tr&ecirc;s do plural: <em>computamos, computais, computam</em>.</p>
<p>38 &#8211; Outra vez aten&ccedil;&atilde;o: os verbos terminados em <strong>-uar</strong> fazem a segunda e a terceira pessoa do singular do presente do indicativo e a terceira pessoa do imperativo afirmativo em <strong>-e</strong> e n&atilde;o em <strong>-i</strong>. Observe: <em>Eu quero que ele continue assim. Efetue essas contas, por favor. Menino, continue onde estava </em>.</p>
<p>39 &#8211; A prop&oacute;sito do item anterior, devemos lembrar que os verbos terminados em <strong>-uir</strong> devem ser escritos naqueles tempos com <strong>-i</strong>, e n&atilde;o com <strong>-e</strong>. Veja: <em>Ele possui muitos bens. Ela me inclui entre seus amigos de confian&ccedil;a. Isso influi bastante nas minhas decis&otilde;es. Aquilo n&atilde;o contribui em nada com o progresso </em>.</p>
<p>40 &#8211; <strong>Coser</strong> significa <strong>costurar</strong>. <strong>Cozer </strong>&eacute; que significa <strong>cozinhar</strong>.</p>
<p>41 &#8211; O correto &eacute; dizer <em>deputado por S&atilde;o Paulo</em>, <em>senador por Pernambuco</em>, e n&atilde;o <em>deputado de S&atilde;o Paulo</em> e <em>senador de Pernambuco</em>.</p>
<p>42 &#8211; <strong>Descriminar</strong> &eacute; <strong>absolver de crime</strong>, <strong>inocentar</strong>. <strong>Discriminar</strong> &eacute; <strong>distinguir, separar</strong>. Ent&atilde;o dizemos: <em>Alguns pol&iacute;ticos querem descriminar o aborto. N&atilde;o devemos discriminar os pobres </em>.</p>
<p>43 &#8211; <strong>Dia a dia</strong> (sem h&iacute;fen) &eacute; uma express&atilde;o adverbial que quer dizer <strong>todos os dias</strong> , <strong>dia ap&oacute;s dia</strong>. Por exemplo: <em>Dia a dia minha saudade vai crescendo</em>. Enquanto que <strong>dia-a-dia</strong> &eacute; um substantivo que significa <strong>cotidiano</strong> e admite o artigo: <em>O dia-a-dia dessa gente rica deve ser um t&eacute;dio </em>.</p>
<p>44 &#8211; A pron&uacute;ncia certa &eacute; <strong>disenteria</strong>, e n&atilde;o <strong>desinteria</strong>.</p>
<p>45 &#8211; A palavra <strong>d&oacute;</strong> (pena) &eacute; masculina. Portanto, <em>sentimos muito d&oacute; daquela mo&ccedil;a</em>.</p>
<p>46 &#8211; Nas express&otilde;es <strong>&eacute; muito</strong>, <strong>&eacute; pouco</strong>, <strong>&eacute; suficiente</strong>, o verbo <strong>ser </strong>fica sempre no singular, sobretudo quando denota quantidade, dist&acirc;ncia, peso. Ex: <em>Dez quilos &eacute; muito. Dez reais &eacute; pouco. Dois gramas &eacute; suficiente </em>.</p>
<p>47 &#8211; H&aacute; duas formas de dizer: <em>&eacute; proibido entrada</em>, e <em>&eacute; proibida a entrada</em>. Observe a presen&ccedil;a do artigo <strong>a</strong> na segunda locu&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>48 &#8211; J&aacute; se disse muitas vezes, mas vale repetir: <em>televis&atilde;o em cores</em>, e n&atilde;o <em>a cores</em>.</p>
<p>49 &#8211; Cuidado: <strong>emergir</strong> &eacute; <strong>vir &agrave;  tona</strong> , <strong>vir &agrave;  superf&iacute;cie</strong>. Por exemplo: <em>O monstro emergiu do lago</em>. Mas <strong>imergir </strong>&eacute; o contr&aacute;rio: &eacute; <strong>mergulhar</strong>, <strong>afundar</strong>. Veja o exemplo: <em>O navio imergiu em alto-mar</em>.</p>
<p>50 &#8211; A confus&atilde;o &eacute; grande, mas se admitem as tr&ecirc;s grafias: <strong>enfarte</strong>, <strong>enfarto </strong>e <strong>infarto</strong>.</p>
<p>51 &#8211; Outra d&uacute;vida: nunca devemos dizer <strong>estadia</strong> em lugar de <strong>estada</strong>. Portanto, <em>a minha estada em S&atilde;o Paulo durou dois dias</em>. Mas <em>a estadia do navio em Santos s&oacute; demorou um dia </em>. Portanto, <strong>estada</strong> para <strong>perman&ecirc;ncia de pessoas</strong>, e <strong>estadia</strong> para <strong>navios ou ve&iacute;culos</strong>.</p>
<p>52 &#8211; E n&atilde;o esque&ccedil;a: <strong>exce&ccedil;&atilde;o</strong> &eacute; com <strong>&ccedil;</strong>, mas <strong>excesso</strong> &eacute; com dois <strong>s</strong>.</p>
<p>53 &#8211; Lembra-se dos verbos defectivos? L&aacute; vai mais um: <strong>falir</strong>. No presente do indicativo s&oacute; apresenta a primeira e a segunda pessoa do plural: <em>n&oacute;s falimos, v&oacute;s falis</em>. J&aacute; pensou em conjug&aacute;-lo assim: eu falo, tu fales&#8230; Horr&iacute;vel, n&eacute;?</p>
<p>54 &#8211; Todas as express&otilde;es adverbiais formadas por palavras repetidas dispensam a crase: <em>frente a frente</em>, <em>cara a cara</em>, <em>gota a gota</em>, <em>face a face</em>, etc.</p>
<p>55 &#8211; Outra vez, tome cuidado. <em>Quando for ao supermercado, pe&ccedil;a duzentos ou trezentos gramas de presunto</em>, e n&atilde;o <strong>duzentas ou trezentas</strong> .. Quando significa unidade de massa, grama &eacute; substantivo masculino. Se for a relva, a&iacute; sim, &eacute; feminino: <em>n&atilde;o pise a grama; a grama est&aacute; bem crescida</em>.</p>
<p>56 &#8211; &Eacute; freq&uuml;ente se ouvir no r&aacute;dio ou na TV os entrevistados dizerem: <em>H&aacute; muitos anos atr&aacute;s&#8230;</em> Talvez nem saibam que est&atilde;o construindo uma frase redundante. Afinal, h&aacute; j&aacute; d&aacute; id&eacute;ia de passado. Ou se diz simplesmente <em>H&aacute; muito anos</em>. ou <em>Muitos anos atr&aacute;s</em>. Escolha. Mas n&atilde;o junte o <strong>h&aacute;</strong> com <strong>atr&aacute;s</strong>.</p>
<p>57 &#8211; Cuidado nessa arapuca do portugu&ecirc;s: as palavras parox&iacute;tonas terminadas em <strong>-n</strong> recebem acento gr&aacute;fico, mas as terminadas em <strong>-ns</strong> n&atilde;o recebem: <em>h&iacute;fen, hifens; p&oacute;len, polens</em>.</p>
<p>58 &#8211; Aten&ccedil;&atilde;o: <em>Ele interveio na disc&oacute;rdia</em>, e n&atilde;o <strong>interviu</strong>. Afinal, o verbo &eacute; <strong>intervir</strong>, derivado de <strong>vir</strong>.</p>
<p>59 &#8211; <strong>Item</strong> n&atilde;o leva acento. Nem seu plural <strong>itens</strong>.</p>
<p>60 &#8211; O certo &eacute; <strong>a libido</strong>, feminino. Devo dizer: <em>Minha libido hoje n&atilde;o t&aacute; legal</em> .</p>
<p>61 &#8211; Todo mundo gosta de dizer <em>mag&eacute;rrima, magr&iacute;ssima,</em> mas o superlativo de <strong>magro</strong> &eacute; <strong>mac&eacute;rrimo</strong>.</p>
<p>62 &#8211; Antes de partic&iacute;pios n&atilde;o devemos usar <strong>melhor</strong> nem <strong>pior</strong> . Portanto, devemos dizer: <em>os alunos mais bem preparados s&atilde;o os do 2&ordm; grau</em>. E nunca: <em>os alunos melhor preparados</em> &#8230;.</p>
<p>63 &#8211; Essa hist&oacute;ria de <strong>mal com l</strong>, e <strong>mau com u</strong>, at&eacute; j&aacute; cansou. &Eacute; s&oacute; decorar: <strong>Mal</strong> &eacute; ant&ocirc;nimo de <strong>bem</strong>, e <strong>mau</strong> &eacute; ant&ocirc;nimo de <strong>bom</strong>. &Eacute; s&oacute; substituir uma por outra nas frases para tirar a d&uacute;vida.</p>
<p>64 &#8211; Pronuncie <strong>m&aacute;ximo</strong>, como se houvesse dois <strong>s</strong> no lugar do <strong>x</strong> (<em>m&aacute;ssimo</em>).</p>
<p>65 &#8211; Toda vez que disser &#8220;<em> &Eacute; meio-dia e meio</em>&#8221; voc&ecirc; estar&aacute; errando. O certo &eacute;: <em>meio-dia e meia</em>. Ou seja, <em>meio dia e meia hora</em> .</p>
<p>66 &#8211; <em>N&atilde;o tenho nada a ver com isso</em>, e <strong>n&atilde;o</strong> <em>haver com isso </em>.</p>
<p>67 &#8211; <strong>Nem um nem outro</strong> leva o verbo para o singular: <em>Nem um nem outro conseguiu cumprir o que prometeu </em>.</p>
<p>68 &#8211; Toda vez que usar o verbo <strong>gostar</strong> tenha cuidado com a liga&ccedil;&atilde;o que ele tem com a preposi&ccedil;&atilde;o <strong>de</strong>. Ex: <em>a coisa de que mais gosto &eacute; passear no parque</em>. <em>A pessoa de que mais gosto &eacute; minha m&atilde;e</em>.</p>
<p>69 &#8211; Lembre-se: <strong>p&aacute;ra</strong>, com acento, &eacute; do verbo <strong>parar</strong>, e <strong>para</strong> , sem acento, &eacute; a preposi&ccedil;&atilde;o. Portanto: <em>Ele n&atilde;o p&aacute;ra de repetir para o amigo que tem um carro novo</em>.</p>
<p>70 &#8211; E tem mais: <strong>pelo </strong>, sem acento, &eacute; preposi&ccedil;&atilde;o (contra&ccedil;&atilde;o da preposi&ccedil;&atilde;o <strong>por</strong> com o artigo <strong>o</strong>) e <strong>p&ecirc;lo</strong>, com acento, &eacute; o cabelo.</p>
<p>71 &#8211; E quer mais? <strong>P&ecirc;ra</strong>, a fruta, leva acento, s&oacute; para diferenciar de uma antiga preposi&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m chamada <strong>pera</strong>. J&aacute; o plural dispensa o acento: <strong>peras</strong>. D&aacute; pra entender? O jeito &eacute; decorar.</p>
<p>72 &#8211; Ainda tem mais uma palavra com acento diferencial: <strong>p&ocirc;de</strong>, terceira pessoa do singular do pret&eacute;rito perfeito do verbo <strong>poder</strong>. &Eacute; para diferenciar de <strong>pode</strong>, a forma do presente. Ent&atilde;o dizemos: <em>Ele at&eacute; que p&ocirc;de fazer tudo aquilo, mas hoje n&atilde;o pode mais</em>. Percebeu a diferen&ccedil;a?</p>
<p>73 &#8211; <strong>P&ocirc;r</strong> s&oacute; leva acento quando &eacute; verbo: <em>Quero p&ocirc;r tudo no seu devido lugar</em>. Mas se for preposi&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o leva acento: <em>Por qualquer coisa, ele se contenta</em>.</p>
<p>74 &#8211; Fique atento: nunca diga nem escreva <em>1 de abril, 1 de maio</em>. Mas sempre: <em>primeiro de abril, primeiro de maio</em>. Prevalece o ordinal.</p>
<p>75 &#8211; &Eacute; chato, pedante ou parece ser errado dizer <em>‘quando eu vir Maria, darei o recado a ela&#8217; </em>. Mas esse &eacute; o emprego correto do verbo <strong>ver</strong> no futuro do subjuntivo. <em>Se eu vir, quando eu vir</em> . Mas quando &eacute; o verbo <strong>vir</strong> que est&aacute; na jogada, a coisa muda: <strong>quando eu vier, se eu vier</strong>.</p>
<p>76 &#8211; S&oacute; use <strong>quantia</strong> para somas em <a href="http://lucrandonarede.com.br/" >dinheiro</a>. Para o resto, pode usar <strong>quantidade</strong>. Veja: <em>Recebi a quantia de 20 mil reais. Era grande a quantidade de animais no meio da pista</em>.</p>
<p>77 &#8211; O prefixo <strong>rec&eacute;m</strong> sempre se separa por h&iacute;fen da palavra seguinte e deve ser pronunciado como ox&iacute;tona: <em>rec&eacute;m-chegado de Londres</em>.</p>
<p>78 &#8211; N&atilde;o esque&ccedil;a: <strong>retificar</strong> &eacute; <strong>corrigir </strong>, e <strong>ratificar</strong> &eacute; <strong>comprovar</strong>, <strong>reafirmar </strong>:  ‘<em>Ratifico o que disse e retifico meus erros</em>&#8216;.</p>
<p>79 &#8211; Quando disser <strong>ruim</strong>, diga como se a s&iacute;laba mais forte fosse <strong>-im</strong>. N&atilde;o tem cabimento outra pron&uacute;ncia.</p>
<p>80 &#8211; Fique atento: s&oacute; empregamos <strong>S&atilde;o</strong> antes de nomes que come&ccedil;am por consoante: <em>S&atilde;o Mateus, S&atilde;o Jo&atilde;o, S&atilde;o Tom&eacute;, etc</em>. Se o nome come&ccedil;a por vogal ou h, empregamos <strong>Santo</strong>: <em>Santo Antonio, Santo Henrique, etc</em>.</p>
<p>81 &#8211; E lembre-se: <strong>Se&ccedil;&atilde;o</strong>, com <strong>&ccedil;</strong>, quer dizer <strong>parte de um todo</strong>, <strong>departamento</strong>: <em>a se&ccedil;&atilde;o eleitoral, a se&ccedil;&atilde;o de esportes </em>. J&aacute; <strong>sess&atilde;o</strong>, com dois <strong>s</strong>, significa <strong>intervalo de tempo que dura uma reuni&atilde;o</strong>, <strong>uma assembl&eacute;ia</strong>, <strong>um acontecimento qualquer</strong>: <em>A sess&atilde;o do cinema demorou muito tempo. A sess&atilde;o esp&iacute;rita terminou</em>.</p>
<p>82 &#8211; N&atilde;o confunda: <strong>sen&atilde;o</strong>, juntinho, quer dizer <strong>caso contr&aacute;rio</strong>. E <strong>se n&atilde;o</strong>, separado, equivale a <strong>se por acaso n&atilde;o</strong>. Veja: <em>Chegue cedo, sen&atilde;o eu vou embora. Se n&atilde;o chegar cedo, eu vou embora</em>. Percebeu a diferen&ccedil;a?</p>
<p>83 &#8211; Tire esta d&uacute;vida: quando <strong>s&oacute;</strong> &eacute; adjetivo equivale a <strong>sozinho</strong> e varia em n&uacute;mero,ou seja, pode ir para o plural. Mas <strong>s&oacute;</strong> como adv&eacute;rbio, quer dizer <strong>somente</strong>. A&iacute; n&atilde;o se mexe. Veja: <em>Brigaram e agora vivem s&oacute;s</em> (sozinhos). <em>S&oacute;</em> (somente) <em>um bom di&aacute;logo os trar&aacute; de volta</em>.</p>
<p>84 &#8211; &Eacute; comum vermos no r&aacute;dio e na TV o entrevistado dizer: &#8220;<em>O que nos falta s&atilde;o subz&iacute;dios </em>&#8220;. Quer dizer, fala com a pron&uacute;ncia do <strong>z</strong>. Mas n&atilde;o &eacute;: pronuncia-se <strong>ss</strong>. Portanto, escreva <strong>subs&iacute;dio</strong> e pronuncie<strong> subss&iacute;dio</strong>.</p>
<p>85 &#8211; <strong>Taxar</strong> quer dizer <strong>tributar</strong>, <strong>fixar pre&ccedil;o</strong>. <strong>Tachar</strong> &eacute; <strong>atribuir defeito</strong>, <strong>acusar</strong>.</p>
<p>86 &#8211; E nunca diga: <em>Eu tor&ccedil;o para o Flamengo </em>. Quem torce de verdade, <em>torce pelo Flamengo</em>.</p>
<p>87 &#8211; Todo mundo tem d&uacute;vida, mas preste aten&ccedil;&atilde;o: <em>50% dos estudantes passaram nos testes finais. Somente 1% ter&aacute; condi&ccedil;&otilde;es de pagar a mensalidade. Acreditamos que 20% do eleitorado se abstenha de votar nas pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es </em>. Mais exemplos: <em>10% est&atilde;o aptos a votar, mas 1% deles preferem fugir das urnas</em>. Quer dizer, concorde com o mais pr&oacute;ximo e saiba que essa regra &eacute; bastante flex&iacute;vel.</p>
<p>88 &#8211; <em>Um dos que deixa d&uacute;vidas</em>. H&aacute; gram&aacute;ticos que aceitam o emprego do singular depois dessa express&atilde;o. Mas pela norma culta, devemos pluralizar: <em>Eu sou um dos que foram admitidos. Sandra &eacute; uma das que ouvem r&aacute;dio</em> .</p>
<p>89 &#8211; <strong>Veado</strong> se escreve com <strong>e</strong>, e n&atilde;o com <strong>i</strong>.</p>
<p>90 &#8211; Esse portugu&ecirc;s da gente tem cada uma: tem <strong>viagem</strong> com <strong>g</strong> e <strong>viajem</strong> com <strong>j</strong>. Tire a d&uacute;vida: viagem &eacute; o substantivo: <em>A viagem foi boa</em>. Viajem &eacute; o verbo: <em>Caso voc&ecirc;s viajem, levem tudo</em>.</p>
<p>91 &#8211; O prefixo <strong>vice</strong> sempre se separa por h&iacute;fen da palavra seguinte: <em>vice-prefeito, vice-governador, vice-reitor, vice-presidente, vice-diretor, etc</em>.</p>
<p>92 &#8211; Geralmente, se usa o <strong>x</strong> depois da s&iacute;laba inicial <strong>-en</strong>: <em>enxaguar, enxame,  enxergar, enxaqueca, enxofre, enxada, enxoval, enxugar, etc </em>. Mas cuidado com as exce&ccedil;&otilde;es: <strong>encher</strong> e seus derivados (<em>enchimento, enchente, enchido, preencher, etc </em>) e quando <strong>-en</strong> se junta a um radical iniciado por <strong>ch</strong>: <em>encharcar (de charco), enchuma&ccedil;ar (de chuma&ccedil;o), enchiqueirar (de chiqueiro), etc. </em></p>
<p>93 &#8211; N&atilde;o adianta teimar: <strong>chuchu</strong> se escreve mesmo &eacute; com <strong>ch</strong>.</p>
<p>94 &#8211; <strong>Ciclo vicioso</strong> n&atilde;o existe. O correto &eacute; <strong>c&iacute;rculo vicioso</strong>.</p>
<p>95 &#8211; E qual a diferen&ccedil;a entre <strong>achar</strong> e <strong>encontrar</strong>? Use achar para definir aquilo que se procura, e encontrar para aquilo que, sem inten&ccedil;&atilde;o nenhuma, se apresenta &agrave;  pessoa. Veja: <em>Achei finalmente o que procurava. Maria encontrou uma corda debaixo da cama. Jorge achou o gato dele que fugiu na semana passada</em>.</p>
<p>96 &#8211; <strong>Adentro</strong> &eacute; uma palavra s&oacute;: <em>Meteu-se porta adentro. A lua sumiu noite adentro</em>.</p>
<p>97 &#8211; N&atilde;o existe <strong>adiar para depois </strong>. Isso &eacute; redundante, porque adiar s&oacute; pode ser para depois.</p>
<p>98 &#8211; <strong>Afim</strong> (juntinho) tem rela&ccedil;&atilde;o com <strong>afinidade</strong>: <em>gostos afins, palavras afins</em>. <strong>A fim de</strong> (separado) equivale a <strong>para</strong>: <em>Veio logo a fim de me ver bem vestido</em>.</p>
<p>99 &#8211; Pode parecer meio estranho, mas pode conjugar o verbo <strong>aguar</strong> normalmente: <em>eu &aacute;guo, tu &aacute;guas, ele &aacute;gua, n&oacute;s aguamos, v&oacute;s aguais, eles &aacute;guam</em>.</p>
<p>100 &#8211; (Finalmente, chegamos ao cent&eacute;simo item). E, por falar nisso, <strong>centigrama</strong> &eacute; palavra masculina:<em> dois centigramas.</em></p>
</div><!-- fim mwordstext --><div style='clear:both'></div>	<p></p>
	<hr noshade style="margin:0;height:1px" />
	<p>&copy; Prof Janio for <a 
href="http://cursodeportugues.blogarium.net">Curso Gratuito de Português</a>, 2006. |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/cem-observacoes-sobre-a-lingua-portuguesa/">Permalink</a> |
	  <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/cem-observacoes-sobre-a-lingua-portuguesa/#comments">16 comments</a></p>
	<p>Add to <a 
href="http://del.icio.us/post?url=http://cursodeportugues.blogarium.net/cem-observacoes-sobre-a-lingua-portuguesa/&amp;title=Cem Observa&ccedil;&otilde;es sobre a L&iacute;ngua Portuguesa">del.icio.us</a></p>
	<p>Search blogs linking this post with <a 
href="http://www.technorati.com/search/http://cursodeportugues.blogarium.net/cem-observacoes-sobre-a-lingua-portuguesa/" title="Search on 
Technorati">Technorati</a></p>
	<p>Want more on these topics? Browse the archive of posts filed 
under <a href="http://cursodeportugues.blogarium.net/category/geral/" title="Ver todos os posts em Geral" rel="category tag">Geral</a>.</p>
        <p><a href="http://latin3.directtrack.com/z/0/CD110/&p=8"><img border=0 src="http://latin3.directtrack.com/rotator/CD110/8&keyword="></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cursodeportugues.blogarium.net/cem-observacoes-sobre-a-lingua-portuguesa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>16</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
