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	<title>Curso Gratuito de Português &#187; Figuras de linguagem</title>
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		<title>O que é perífrase?</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 02:47:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Figuras de linguagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Perífrase, como o próprio termo indica, pelo prefixo peri- (algo que está à margem, à beira) é uma figura de linguagem que utiliza um conjunto de palavras para expressar algo que poderia ser dito de maneira mais sucinta. Em resumo, é um circunlóquio, um rodeio, em vez de dizer as coisas diretamente. É a substituição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Perífrase, </strong>como o próprio termo indica, pelo prefixo peri- (algo que está à margem, à beira) é uma <strong>figura de linguagem</strong> que utiliza um conjunto de palavras para expressar algo que poderia ser dito de maneira mais sucinta. Em resumo, é um circunlóquio, um rodeio, em vez de dizer as coisas diretamente.</p>
<p><span id="more-841"></span></p>
<p>É a substituição de uma expressão por outras palavras, para não repetir as mesmas, para engrandecer o objeto referido, ou para não dizer algo ruim de forma direta e dura. Neste caso, a perífrase está ligada ao eufemismo.</p>
<p>Exemplos:</p>
<p>Brasil = o país do futebol.</p>
<p>Fernanda Montenegro = a grande dama da dramaturgia brasileira.</p>
<p>Pessoa feia = uma pessoa mal agraciada pela natureza.</p>
<p>Pelé = o rei do futebol.</p>
<p>Didi = o príncipe etíope.</p>
<p>Amazônia = nossas verdes matas.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>A metalepse</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 02:27:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Figuras de linguagem]]></category>

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		<description><![CDATA[A figura de linguagem metalepse é uma forma de metonímia, ou seja, nela trocamos o nome de algo pelo nome de outra coisa com a qual mantém relação. Há várias maneiras de fazer isso, como trocando um termo antecedente pelo seu conseqüente, a causa pelo efeito (e vice-versa): ganha o pão com o suor do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>figura de linguagem metalepse</strong> é uma <strong>forma de </strong><strong><a title="ver o artigo" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-metonimia/" target="_blank">metonímia</a></strong>, ou seja, nela trocamos o nome de algo pelo nome de outra coisa com a qual mantém relação.</p>
<p><span id="more-838"></span></p>
<p>Há várias maneiras de fazer isso, como trocando um termo antecedente pelo seu conseqüente, a causa pelo efeito (e vice-versa): ganha o pão com o suor do rosto: ganha o salário, que comprará o pão, pelo seu trabalho, que produz o suor no rosto; pode ser um sinal pelo objeto referido: deixou o púlpito / a batina para ir para a trincheira (abandonou a carreira eclesiástica para se dedicar à vida militar), etc.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Você sabe o que é litotes?</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 01:54:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Figuras de linguagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Litotes, do grego litótes, é uma figura de linguagem que apresenta o negativo pelo positivo, ou seja, atenua-se uma expressão, colocada numa afirmação. É o oposto da hipérbole, que é o exagero. Litotes aproxima-se da ironia. Também é possível afirmar algo positivo com uma frase negativa. Em suma, é a negação do contrário, de forma atenuada. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Litotes</strong>, do grego <em>litótes</em>, é uma <strong>figura de linguagem</strong> que apresenta o negativo pelo positivo, ou seja, atenua-se uma expressão, colocada numa afirmação. É o oposto da hipérbole, que é o exagero.</p>
<p><span id="more-835"></span></p>
<p>Litotes aproxima-se da ironia. Também é possível afirmar algo positivo com uma frase negativa. Em suma, é a negação do contrário, de forma atenuada.</p>
<p>Exemplos: fulano não é nada burro (é inteligente); siclano até que é inteligente (pra dizer que é meio burro); convido-te a conhecer minha humilde morada (uma pessoa falando de sua bela casa); não estou totalmente convencido disto (na verdade, não estou nem um pouco convencido); ela até que é bonita (pra não dizer que é feia); ela até que não é feia (pra dizer que é bonita); isto não está mal escrito (pra dizer que está bem escrito), etc.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>O que é hipálage?</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 00:46:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Figuras de linguagem]]></category>

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		<description><![CDATA[A hipálage é uma figura de linguagem que cria uma desarmonia, um desajuste entre os termos gramaticais e semânticos, ou seja, entre a função e o sentido das palavras na frase, de forma a produzir uma translação no significado. Substantivos tomam sentido de adjetivos e adjetivos se ligam a outros termos, por exemplo. É uma figura muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>hipálage</strong> é uma <strong>figura de linguagem</strong> que cria uma desarmonia, um desajuste entre os termos gramaticais e semânticos, ou seja, entre a função e o sentido das palavras na frase, de forma a produzir uma translação no significado.</p>
<p><span id="more-832"></span></p>
<p>Substantivos tomam sentido de adjetivos e adjetivos se ligam a outros termos, por exemplo.</p>
<p>É uma figura muito usada literariamente, como nas escolas do Realismo e Simbolismo. Certamente muito utilizada pelos surrealistas e impressionistas. Em Portugal, Eça de Queirós é um escritor que recorre bastante a esta figura.</p>
<p>Na verdade, nossa língua é pródiga em hipálages, pois ela faz pessoas e objetos executarem ações que não podem fazer, ao contrário do <a href="http://mrkind.pro.br/blog/gebli-curso-de-ingles-gratis/" target='_blank'>inglês</a>, que sempre indica o agente da ação de maneira clara.</p>
<p>Exemplos: eu cortei meu cabelo (no sentido que fui ao barbeiro, e não que tenha cortado eu mesmo); fulano fez várias cirurgias (o cirurgião que fez, não ele); a bicicleta furou o pneu (o pneu foi furado por algo); o tanque do carro vazou combustível (o combustível vazou por algum furo no tanque); e muitas outras expressões em que há uma distorção no sentido das palavras.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>O que é Paronomásia?</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 16:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Figuras de linguagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Paronomásia é uma figura de linguagem que consiste em usar palavras ou frases semelhantes (no som e na grafia), de sentidos diferentes (ou seja, parônimas), para efeito retórico ou poético, seja ele humorístico ou sério. Temos o famoso trocadilho, ou uma brincadeira com as palavras, como na expressão traduttore / traditore (tradutor/traidor), utilizada em literatura, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Paronomásia</strong> é uma <strong>figura de linguagem</strong> que consiste em usar palavras ou frases semelhantes (no som e na grafia), de sentidos diferentes (ou seja, <strong>parônimas</strong>), para efeito retórico ou poético, seja ele humorístico ou sério. Temos o famoso <strong>trocadilho</strong>, ou uma brincadeira com as palavras, como na expressão <em>traduttore / traditore</em> (<strong>tradutor/traidor</strong>), utilizada em literatura, para enfatizar a traição que um tradutor faz ao texto original quando da operação tradutória.</p>
<p><span id="more-802"></span></p>
<p>Outros exemplos:</p>
<p>O que importa? Exporta!</p>
<p>O senador foi <strong>cassado</strong>. Desculpe, <strong>casado</strong>!</p>
<p>(<strong>cassado </strong>= que teve os direitos políticos anulados)</p>
<p>Lixo / luxo (Augusto de Campos).</p>
<p>Amor / Humor (Oswald de Andrade).</p>
<p>Trecho do <em>III Fausto</em> (Ato II, cena “No alto Peneios”), de Goethe, em tradução de Haroldo de Campos (<em>Deus e o Diabo no Fausto de Goethe</em>, 1981), que mostra um jogo de palavras em torno do nome do personagem, o Grifo:</p>
<p>“UM GRIFO, resmungando:</p>
<p>Gri não de gris, grisalho, mas de Grifo!</p>
<p>Do gris de giz, do grisalho do velho</p>
<p>Ninguém se agrada. O som é um espelho</p>
<p>Da origem da palavra, nela inscrito.</p>
<p>Grave, gralha, grasso, grosso, grés, gris</p>
<p>Concertam-se num étimo ou raiz</p>
<p>Rascante, que nos desconcerta.</p>
<p>MEFISTÓFELES: O Grifo</p>
<p>Tem grito e garra no seu nome-título.”</p>
<p>***</p>
<p>A <strong>paronomásia</strong> também designa a semelhança entre palavras de línguas diferentes que tem uma origem comum [exemplos de cognatos em diferentes línguas: <em>night</em> (<a href="http://mrkind.pro.br/blog/gebli-curso-de-ingles-gratis/" target='_blank'>inglês</a>), <em>nuit</em> (francês), <em>Nacht</em> (alemão, holandês), noite (português), todos com o significado de <strong>noite </strong>e derivados do Proto-Indo-Europeu (PIE) <em>nokt-</em>, <strong>noite</strong>; outro exemplo: <em>star</em> (<a href="http://mrkind.pro.br/blog/gebli-curso-de-ingles-gratis/" target='_blank'>inglês</a>), <em>astre</em> ou <em>étoile</em> (francês), <em>stella</em> (latim, italiano), <em>estrela</em> (português), do PIE <em>hstēr-</em>, <strong>estrela]</strong>.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Sinestesia</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/sinestesia/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 18:33:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Figuras de linguagem]]></category>

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		<description><![CDATA[A sinestesia (do grego syn-, &#8220;união&#8221; ou &#8220;junção&#8221; e -esthesia, &#8220;sensação&#8221;) é a interrelação de diferentes planos sensoriais num texto. A sinestesia mescla o tato, a audição, o gosto, o cheiro e a visão. Assim, a figura de linguagem sinestesia descreve ou expressa os fenômenos assim relacionados. Foi muito utilizada pelos poetas simbolistas, como Cruz e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>sinestesia</strong> (do grego syn-, &#8220;união&#8221; ou &#8220;junção&#8221; e -esthesia, &#8220;sensação&#8221;) é a interrelação de diferentes planos sensoriais num texto. A sinestesia mescla o tato, a audição, o gosto, o cheiro e a visão. Assim, a figura de linguagem sinestesia descreve ou expressa os fenômenos assim relacionados. Foi muito utilizada pelos <strong>poetas simbolistas</strong>, como <strong>Cruz e Sousa</strong>, que misturavam elementos dos vários sentidos, como no soneto <strong>Cristais</strong>:</p>
<p><span id="more-799"></span></p>
<p>Mais claro e fino do que as finas pratas<br />
o som da tua voz deliciava…<br />
Na dolência velada das sonatas<br />
como um perfume a tudo perfumava.</p>
<p>Era um som feito luz, eram volatas<br />
em lânguida espiral que iluminava,<br />
brancas sonoridades de cascatas…<br />
Tanta harmonia melancolizava.</p>
<p>Filtros sutis de melodias, de ondas<br />
de cantos volutuosos como rondas<br />
de silfos leves, sensuais, lascivos…</p>
<p>Como que anseios invisíveis, mudos,<br />
da brancura das sedas e veludos,<br />
das virgindades, dos pudores vivos.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Comparação simples e por símile</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/comparacao-simples-e-por-simile/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 17:54:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Figuras de linguagem]]></category>

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		<description><![CDATA[A comparação é uma figura de linguagem que é semelhante à metáfora, e é utilizada para mostrar estados, qualidades ou ações de pessoas ou coisas. A diferença entre a comparação e a metáfora é que na comparação há o uso de conetivos para ressaltar uma ligação entre os termos: com, como, parecia, tal qual, assim, quanto. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>comparação</strong> é uma <strong>figura de linguagem</strong> que é semelhante à<strong> metáfora</strong>, e é utilizada para mostrar estados, qualidades ou ações de pessoas ou coisas. A diferença entre a <strong>comparação</strong> e a <strong>metáfora</strong> é que na comparação há o uso de conetivos para ressaltar uma ligação entre os termos: com, como, parecia, tal qual, assim, quanto. Enquanto que na metáfora o termo de comparação é eliminado.</p>
<p><span id="more-795"></span></p>
<p>Exemplos:</p>
<p>De tão branca, a moça parecia um fantasma.</p>
<p>Ele dirigia como um louco.</p>
<p>Trabalhava tal qual um profissional.</p>
<p>Ele era tão bom quanto um santo.</p>
<p>O jogador parecia um bailarino.</p>
<p>(Expressões metaforizadas: Ela era um fantasma; ele era um santo; o jogador era um bailarino.)</p>
<p>***</p>
<p><strong>Comparação por símile</strong></p>
<p>Quando a comparação é feita através de símile (que significa semelhante), ela acontece quando os termos comparados são de categorias diferentes (embora continue sendo uma comparação). Na símile, também são usados os conetivos citados acima.</p>
<p>Exemplos:</p>
<p>Um verso de Oswald de Andrade:</p>
<p>“Meu amor me ensinou a ser simples como um largo de igreja.”</p>
<p>Um de Manoel Bandeira:</p>
<p>“Eu faço versos como quem chora.”</p>
<p>Outros:</p>
<p>O rio parecia uma cobra se arrastando na areia quente.</p>
<p>O menino pulava como um bode sobre uma cerca.</p>
<p>O rapaz era tão astuto quanto uma raposa</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>O que é um paradoxo?</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-um-paradoxo/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 20:44:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Figuras de linguagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Um paradoxo (do latim paradoxus, estranho, inesperado, absurdo) é uma figura de linguagem na qual se afirma algo que é ou parece ser contrário ao que é comum, verdadeiro; expressa uma contradição, mesmo que aparente. Em suma, apresenta algo verdadeiro, mesmo que seja logicamente contraditório. Embora um paradoxo também possa demonstrar a falsidade de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um<strong> paradoxo</strong> (do latim <em>paradoxus</em>, estranho, inesperado, absurdo) é uma <strong>figura de linguagem </strong>na qual se afirma algo que é ou parece ser contrário ao que é comum, verdadeiro; expressa uma contradição, mesmo que aparente.</p>
<p><span id="more-792"></span></p>
<p>Em suma, apresenta algo verdadeiro, mesmo que seja logicamente contraditório. Embora um paradoxo também possa demonstrar a falsidade de uma afirmação.</p>
<p>O paradoxo mesmo é o fato de que duas coisas opostas, contraditórias, possam parecer verdadeiras ao mesmo tempo.</p>
<p>Por exemplo: para manter minha coerência, para ser honesto, eu afirmo que sou incoerente. Ou contraditório.</p>
<p>Mas há muitos paradoxos famosos, como o <strong>Paradoxo de Epimênides</strong>, que afirmou que todos os cretenses são mentirosos, sendo ele também cretense. Afinal, ele é verdadeiro ou mentiroso?</p>
<p>Para se divertir com mais paradoxos, <a title="ir para o artigo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paradoxo" target="_blank">acesse esta página</a>, na qual há uma longa lista de vários tipos de paradoxos.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Onomatopéia e Prosopopéia</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 20:06:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Figuras de linguagem]]></category>

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		<description><![CDATA[A onomatopéia é uma figura de linguagem que consiste em reproduzir um som com um fonema, sílaba ou palavra. Os sons que podemos tentar reproduzir graficamente podem ser de qualquer natureza: sons emitidos por animais, aves, ruídos vindos da floresta, barulho de máquinas, ou qualquer outro, inclusive, é claro, o som da voz humana. A onomatopéia é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>onomatopéia</strong> é uma <strong>figura de linguagem</strong> que consiste em reproduzir um som com um fonema, sílaba ou palavra.</p>
<p><span id="more-789"></span></p>
<p>Os sons que podemos tentar reproduzir graficamente podem ser de qualquer natureza: sons emitidos por animais, aves, ruídos vindos da floresta, barulho de máquinas, ou qualquer outro, inclusive, é claro, o som da voz humana.</p>
<p>A onomatopéia é auto-explicativa, pois poderemos identificar que tipo de som está sendo expresso. É muito usada em material dirigido a crianças ou histórias em quadrinhos.</p>
<p>As onomatopéias são super comuns:</p>
<p>Cão: au, au.</p>
<p>Gato: miau.</p>
<p>Pato: quack.</p>
<p>Galo: cocoricó.</p>
<p>Choro: buaááááá´!</p>
<p>Riso: ahahahahahah / eheheheheh / hihihihihihihih</p>
<p>Campainha: dim-dom; ding-dong.</p>
<p>Buzina: bibiiiiiiii.</p>
<p>Relógio: tique-taque.</p>
<p>Espirro: atchim!</p>
<p>Como essa é uma palavra difícil, lembro que o adjetivo é onomatopaico ou onomatopéico.</p>
<p>***</p>
<p>Também não podemos confundir a <strong>onomatopéia</strong> com a <strong>prosopopéia</strong>, que é a <strong>figura de linguagem</strong> pela qual fazemos uma <strong>personificação</strong>, isto é, animamos coisas inanimadas, ou damos voz, sentimentos e ações a quem não os tem, como seres minerais, animais, ou sujeitos ausentes. A prosopopéia é uma figura muito usada em literatura infantil ou mágica, e é muito comum em fábulas, em que coisas e animais adquirem voz e sentimentos.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Gradação</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/gradacao/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 19:42:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Figuras de linguagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Gradação é uma figura de linguagem ou estilo, diretamente relacionada com a enumeração, na qual os termos são colocados de maneira crescente ou decrescente, literalmente aumentando ou diminuindo gradualmente a intensidade da descrição. Como no poema de Gregório de Matos, Cidade da Bahia, em que ele usa uma séria de verbos para mostrar a crescente fofoca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Gradação</strong> é uma <strong>figura de linguagem ou estilo</strong>, diretamente relacionada com a enumeração, na qual os termos são colocados de maneira crescente ou decrescente, literalmente aumentando ou diminuindo gradualmente a intensidade da descrição.</p>
<p><span id="more-786"></span></p>
<p>Como no poema de <strong>Gregório de Matos, Cidade da Bahia</strong>, em que ele usa uma séria de verbos para mostrar a crescente fofoca dos olheiros:</p>
<p>“Em cada porta um frequentado olheiro,</p>
<p>que a vida do vizinho, e da vizinha</p>
<p><strong>pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,</strong></p>
<p>para a levar à Praça, e ao Terreiro.”</p>
<p>Ou alguém que sonha em construir uma carreira, fazendo fama <em>no bairro, na cidade, no estado, no país, no mundo!</em></p>
<p>Também é possível usar esta figura para falar mal dos outros, utilizando palavras depreciativas de maneira decrescente: fulano <em>é um burro &#8230;  um porco &#8230; um rato &#8230; um inseto &#8230; uma ameba!</em></p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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