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	<title>Curso Gratuito de Português &#187; Oração</title>
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	<description>Descobrindo o prazer de aprender</description>
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		<title>Análise sintática: os termos integrantes da oração</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 17:45:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gramática]]></category>
		<category><![CDATA[Curso de Português]]></category>
		<category><![CDATA[Oração]]></category>
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		<description><![CDATA[Os termos integrantes da oração são aqueles que auxiliam na compreensão dos enunciados, literalmente integrando o sentido de nomes/substantivos e verbos. Os termos integrantes são: os complementos nominais, os complementos verbais e o agente da passiva. Complementos nominais: são aqueles que completam o significado transitivo, ou seja, incompleto, dos nomes (substantivos, adjetivos, advérbios), da mesma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os <strong>termos integrantes</strong> da oração são aqueles que auxiliam na compreensão dos enunciados, literalmente integrando o sentido de nomes/substantivos e verbos. Os termos integrantes são: os <strong>complementos nominais</strong>, os <strong>complementos verbais</strong> e o <strong>agente da passiva</strong>.</p>
<p><span id="more-818"></span></p>
<p>Complementos nominais: são aqueles que completam o significado transitivo, ou seja, incompleto, dos nomes (substantivos, adjetivos, advérbios), da mesma forma que o complemento verbal completa o sentido de um verbo transitivo (verbos intransitivos, naturalmente, não precisam de complementos).</p>
<p>O <strong>complemento nominal</strong> é sempre preposicionado, isto é, ele é praticamente um objeto indireto dos nomes (substantivos, adjetivos, advérbios). Desta maneira fica fácil identificar o complemento nominal, por ele completar o sentido de um nome e por requerer preposição.</p>
<p>Exemplos de complementos nominais derivados de verbos transitivos, que produzem nomes “transitivos”, por assim dizer:<br />
inventar &gt; <strong>inventor / invenção de</strong> um novo aparelho</p>
<p>carregar &gt; <strong>carregador de</strong> piano</p>
<p>treinar &gt; <strong>treinador de</strong> futebol</p>
<p>participar &gt; <strong>participação na / da</strong> comemoração</p>
<p>obedecer &gt; <strong>obediência às</strong> leis.</p>
<p>Exemplos de nomes (substantivos, adjetivos, advérbios) que precisam de complemento, ou seja, regem um complemento através de uma preposição (vale a pena adquirir um bom dicionário de regência, como o do Prof. Celso Pedro Luft):</p>
<p><strong>Guerra a</strong>o terror</p>
<p><strong>Viagem a</strong>o passado</p>
<p><strong>Luta contra</strong> a discriminação</p>
<p><strong>Prevenção contra</strong> doenças</p>
<p><strong>Saudade da</strong> (de + a) família</p>
<p><strong>Acostumado a</strong> viver bem</p>
<p>No<strong>civo à </strong>saúde</p>
<p><strong>Sensível a</strong>o tempo</p>
<p><strong>Louco por </strong>futebol</p>
<p><strong>Intolerante a</strong>o álcool</p>
<p><strong>Saudoso de</strong> casa</p>
<p><strong>Rápido no</strong> (em + o) gatilho</p>
<p><strong>Cedo para</strong> o almoço</p>
<p><strong>Tarde para</strong> dormir</p>
<p>Ver lista de termos regentes, ou seja, que precisam de preposição (nomes e verbos tansitivos), <a title="ir para o artigo" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/regencia-e-concordancia/" target="_blank">neste artigo</a>.</p>
<p>Ver artigo específico sobre <strong>complemento verbal</strong> <a title="ir para o artigo" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/complementos-verbais-objetos-do-verbo/" target="_blank">neste link</a>.</p>
<p>Quanto ao<strong> agente da passiva</strong>, ele é o termo que demonstra quem é que praticou a ação (o mesmo da voz ativa), que agora vem regido por uma preposição: por, pelo, de, a.</p>
<p>Exemplos (é bom lembrar que na mudança da voz ativa para a voz passiva não há mudança no tempo verbal, somente a mudança de voz):</p>
<p>O campeão foi carregado <strong>pelo povo</strong>. (O povo carregou o campeão.)</p>
<p>Os ladrões foram presos <strong>pela polícia</strong>. (A polícia prendeu os ladrões.)</p>
<p>Ela era adorada <strong>por seus vizinhos. </strong>(Seus vizinhos a adoravam.)<strong></strong></p>
<p>O carro foi tirado do atoleiro <strong>a tração motora</strong>. (O trator tirou o carro da atoleiro.)</p>
<p>Leia outro artigo sobre<strong> voz passiva</strong> <a title="ir para o artigo" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/as-vozes-do-verbo/" target="_blank">neste link</a>.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Análise sintática: os termos essenciais da oração</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 17:22:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gramática]]></category>
		<category><![CDATA[Oração]]></category>
		<category><![CDATA[Verbos]]></category>

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		<description><![CDATA[Como afirmei em artigo anterior, a análise sintática é baseada sempre em um período, seja ele simples ou composto. Vamos começar pelo período simples, que é composto de uma oração. Tradicionalmente, há três tipos de termos que constituem as orações: termos essenciais, integrantes e acessórios. Começamos com os termos essenciais, que são: sujeito e predicado. Embora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como afirmei em <strong><a title="ir para o artigo" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/introducao-a-gramatica/" target="_blank">artigo anterior</a></strong>, a <strong>análise sintática</strong> é baseada sempre em um período, seja ele simples ou composto. Vamos começar pelo <strong>período simples</strong>, que é composto de uma oração.</p>
<p><span id="more-813"></span></p>
<p>Tradicionalmente, há três tipos de termos que constituem as orações: <strong>termos essenciais, integrantes e acessórios.</strong></p>
<p>Começamos com os <strong>termos essenciais</strong>, que são: <strong>sujeito e predicado</strong>. Embora ambos os termos sejam essenciais, há orações sem sujeito, mas não sem predicado, que é o núcleo da oração. O predicado, como se diz há muito tempo, é aquilo que se diz do sujeito, e o sujeito é o ser de quem é dito algo.</p>
<p>Exemplos de <strong>sujeitos</strong>:</p>
<p><strong>Ela</strong> está aqui.</p>
<p><strong>Papai</strong> chegou.</p>
<p><strong>Mamãe</strong> partiu.</p>
<p><strong>Eles</strong> são todos irmãos.</p>
<p><strong>João e Manoel</strong> são portugueses.</p>
<p><strong>Carros e trens</strong> são bons meios de transporte.</p>
<p>Há quatro tipos de sujeito: <strong>simples </strong>(com somente um núcleo: nome ou pronome; ver exemplos acima), <strong>composto</strong> (com mais de um núcleo: nomes ou pronomes; os verbos vão obviamente para o plural, como nos exemplos acima),<strong> indeterminado</strong> (um sujeito que existe, mas que não se sabe quem é, ou que não é necessário dizer: Dizem que foi ela. Chamaram o vizinho. Vive-se bem em Porto Alegre.) e<strong> inexistente</strong> (ou seja, é uma oração sem sujeito; em geral se usa para falar de fenômenos atmosféricos: Choveu o dia todo. Fez muito calor. São nove horas da manhã.)</p>
<p>***</p>
<p>Já o <strong>predicado</strong> pode ser <strong>verbal, nominal </strong>ou<strong> verbo-nominal.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>O <strong>predicado verbal </strong>é aquele que tem como núcleo um verbo ou uma locução verbal, isto é, ele expressa uma ação do sujeito.</p>
<p>Exemplos:</p>
<p>Atletas <strong>correm</strong>.</p>
<p>Cães <strong>ladram</strong>.</p>
<p>Gatos <strong>miam</strong>.</p>
<p>Pássaros <strong>voam</strong>.</p>
<p>Consumidores <strong>reclamam.</strong></p>
<p>O tempo <strong>está passando.</strong></p>
<p>Eles <strong>tinham chegado</strong> cedo.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O predicado nominal</strong>, como o próprio nome indica, é o predicado que tem como <strong>núcleo </strong>um nome ou pronome (substantivo, adjetivo ou advérbio). Como o núcleo do predicado é um nome, o verbo não pode ser de ação, isto é, o verbo deve ser de ligação, para somente ter a função de conectar o predicado ao sujeito. Neste caso, o predicado demonstra uma qualidade, condição ou estado do sujeito.</p>
<p>Exemplos:</p>
<p>Pelé <span style="text-decoration: underline;">é um <strong>gênio</strong> da bola</span>.</p>
<p>Alice <span style="text-decoration: underline;">é <strong>linda</strong></span>.<strong> </strong></p>
<p>O dia <span style="text-decoration: underline;">está <strong>chuvoso</strong>.</span></p>
<p>Eles<span style="text-decoration: underline;"> parecem <strong>calmos</strong>.</span></p>
<p>O Haiti <span style="text-decoration: underline;">é <strong>aqui</strong>.</span></p>
<p>Nós <span style="text-decoration: underline;">estamos <strong>bem</strong></span>.</p>
<p>Eu <span style="text-decoration: underline;">sou <strong>eu</strong>.</span></p>
<p>Você <span style="text-decoration: underline;">é <strong>você</strong></span>.</p>
<p>Os pilotos <span style="text-decoration: underline;">são muito <strong>rápidos</strong>.</span></p>
<p>O <strong>predicado verbo-nominal</strong> contém, é claro, um núcleo composto de um verbo e um nome, pois na verdade ele engloba uma construção que teria duas orações, uma expressando ação e a outra condição, estado ou qualidade.</p>
<p>Exemplos:</p>
<p>O empregado chegou + o empregado estava atrasado:</p>
<p>O empregado <strong>chegou atrasado</strong>.</p>
<p>Nós assistimos ao filme + nós estávamos contentes:</p>
<p>Nós <strong>assistimos contentes</strong> ao filme.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Introdução à Gramática</title>
		<link>http://cursodeportugues.blogarium.net/introducao-a-gramatica/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 21:41:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gramática]]></category>
		<category><![CDATA[Oração]]></category>

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		<description><![CDATA[Tradicionalmente, a Gramática, ou o sistema de regras pelas quais se constroem as línguas, segundo Celso Pedro Luft, está dividida em: Fonologia/Fonética (trata dos sons da língua, ou seja, “o sistema fônico”), Morfologia (trata das palavras, ou “o sistema mórfico”) e Sintaxe (trata das construções ou estruturas da língua, como frase, oração e período; daí [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tradicionalmente, a <strong>Gramática</strong>, ou o sistema de regras pelas quais se constroem as línguas, segundo Celso Pedro Luft, está dividida em: <strong>Fonologia/Fonética</strong> (trata dos sons da língua, ou seja, “o sistema fônico”), <strong>Morfologia</strong> (trata das palavras, ou “o sistema mórfico”) e <strong>Sintaxe </strong>(trata das construções ou estruturas da língua, como frase, oração e período; daí a Sintaxe ser dividida em <a title="ir para o artigo" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/regencia-e-concordancia/" target="_blank">concordância</a>, <a title="ir para o artigo" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/regencia-e-concordancia/" target="_blank">regência</a> e <a title="ir para o artigo" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/proclise-enclise-e-mesoclise/" target="_blank">colocação</a>).</p>
<p><span id="more-805"></span></p>
<p>Não obstante, uma <strong>Gramática</strong> pode ser normativa (determina as regras da língua), descritiva (descreve o sistema de regras) ou gerativo-transformacional (“sistema finito de regras que gera frases infinitas”, segundo a teoria preferida do meu caro professor dos tempos de graduação no Instituto de Letras da UFRGS).</p>
<p>Como eu não tenho a pretensão de chegar a um nível de pesquisa e conhecimento de meu estimado professor, contento-me em trabalhar com o modelo de gramática descritiva corrente em nosso língua, sem deixar de consultar, sempre que necessário, o <em>Novo Manual de Português</em> (LUFT, 1986).</p>
<p>Assim, pretendo escrever alguns artigos abordando a análise sintática, ou seja, a descrição das estruturas da frase, da oração e do período na língua portuguesa.</p>
<p>Para começar, apresento uma definição elementar de cada um desses termos:</p>
<p>1)      <strong>Frase</strong>: é qualquer enunciado com sentido próprio, sinalizado no final com algum tipo de pontuação;</p>
<p>2)      <strong>Oração</strong>: é o enunciado que se caracteriza pela presença de um predicado (verbo / nome, daí predicado verbal ou nominal); em geral também tem sujeito, que não é imprescindível, embora o predicado seja indispensável, pois não há oração sem predicado;</p>
<p>3)      <strong>Período</strong>: já é o enunciado que tem no mínimo uma oração, daí haver período simples (no qual a oração é chamada tradicionalmente de absoluta) e período composto (que tem mais de uma oração, conectadas entre si pelo processo de coordenação ou subordinação).</p>
<p>A análise sintática se baseia sempre em um período. Como diz o ditado, todo período é uma frase, mas nem toda frase é um período (existem enunciados de sentido completo que não precisam de verbos: Meu Deus! Nossa Senhora! Jesus Cristo! Quem dera! Tomara! Eu, hein!</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>A Importância da Vírgula</title>
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		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/a-importancia-da-virgula/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 May 2008 23:20:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof Janio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pontuação]]></category>
		<category><![CDATA[Dois pontos]]></category>
		<category><![CDATA[Gramática]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Ironia]]></category>
		<category><![CDATA[Oração]]></category>
		<category><![CDATA[Ortografia]]></category>
		<category><![CDATA[Ponto]]></category>
		<category><![CDATA[Ponto e vírgula]]></category>
		<category><![CDATA[Texto escrito]]></category>
		<category><![CDATA[Vírgula]]></category>

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		<description><![CDATA[Típicos azulejos portugueses Imagem por melaniejo via Flickr Recentemente uma pessoa deixou um comentário aqui, em um dos artigos, pedindo ajuda para entender as regras para utilização da vírgula, do ponto e do ponto e vírgula. Minha primeira reação foi ficar chocado, e paranoicamente li três ou quatro vezes a mensagem da pessoa, para certificar-me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="margin: 1em; font-size: 80%; float: right; text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/48889069405@N01/2353508718" target="_blank"><img style="border: medium none; display: block;" src="http://farm4.static.flickr.com/3193/2353508718_74612aacb9_m.jpg" alt="Azulejos" /></a>Típicos azulejos portugueses<br />
Imagem por <a href="http://www.flickr.com/photos/48889069405@N01/2353508718" target="_blank">melaniejo</a><br />
via Flickr</div>
<p>Recentemente uma pessoa deixou um comentário aqui, em um dos artigos, pedindo ajuda para entender as <strong>regras para utilização da vírgula</strong>, do <strong>ponto</strong> e do <strong>ponto e vírgula</strong>. Minha primeira reação foi ficar chocado, e paranoicamente li três ou quatro vezes a mensagem da pessoa, para certificar-me de que não se tratava de nenhum chiste ou brincadeira de mau gosto.</p>
<p>Digo isto porque de toda a gramática, a pontuação parece-me ser o mais simples e natural dos capítulos: basta ouvir, ou imaginar que se ouve, o fluxo do texto para saber onde devem ser colocados os sinais, de acordo com o ritmo que se deseja dar ao texto.</p>
<p>Os principais sinais de pontuação, de maneira bem resumida, são os seguintes.</p>
<p><span id="more-23"></span><strong>Ponto</strong>: indica o fim de uma frase ou oração. Quando a idéia que se quer passar numa frase está completa, o ponto vai indicar isto ao leitor. Toda e qualquer frase deve ser terminada pelo ponto.</p>
<p><strong>Vírgula</strong>: marca uma pequena pausa no texto escrito; nem sempre corresponde às pausas do texto falado. É usada como marca de separação para o aposto e o vocativo, por exemplo, e para as orações intercaladas. Deve-se evitar o seu uso desnecessário, mas tampouco deve-se negligenciá-la.</p>
<p><strong>Ponto e Vírgula</strong>: é o intermediário entre o ponto e a vírgula; indica que o sentido da frase será complementado. É indicativo de uma pausa mais longa que a vírgula, mas sem o sentido de completude do ponto.</p>
<p><strong>Dois Pontos</strong>: marcam uma pausa para anunciar uma citação ou enumeração; em sala de aula é comum dizer-se que os dois pontos antecedem uma &#8220;explicação&#8221;.</p>
<p><strong>Ponto de Interrogação</strong>: indica uma pergunta, e deve ser colocado sempre ao final de uma frase interrogativa direta.</p>
<p><strong>Ponto de Exclamação</strong>: encerra uma frase que exprime sentimentos, surpresa, emoções, dor, ironia ou surpresa. Há que se ter muito critério, pois o abuso de exclamações pode tornar o texto insuportavelmente chato de se ler.</p>
<p><strong>Reticências</strong>: marcam uma interrupção do pensamento, indicando que o sentido da oração ficou incompleto, ou para emprestar um tom de suspense ao texto. No primeiro caso, a seqüência virá em maiúscula (uma vez que a oração foi fechada propositalmente com um sentido vago). No segundo, considerando que ocorre a contuinidade do pensamento prévio, é normal o uso de minúscula para continuar a oração.</p>
<p>Vejamos um exemplo da importância da pontuação.</p>
<p>Recentemente encontrei numa página na Internet um comentário, deixado por um leitor, antipaticamente tentando promover os serviços de uma suposta empresa de <em>marketing</em> multinível. Literalmente o texto dizia o seguinte.</p>
<blockquote><p>Pessoal, o meu site oferece oportunidades reais de tralho em casa, as empresas que trabalho são sérias, mas claro que não há resultados, sem esforço, tudo tem que ter empenho, se uma empresa promete que você vai ficar rico da noite para o dia nao acredite, pois nada é facil, tem que trabalhar, estou neste seguimento de marketing multinivel a 2 anos e só tenho a comemorar pois dedico boa parte do meu tempo ao negocio, e isto é fundamental para o sucesso, caso queira ajuda, estou disposto a ajudar, sem compromisso, pois no marketing multinivel, aprendemos a ajudar as pessoas a terem sucesso. (sic)</p></blockquote>
<p>Caso eu estivesse interessado em ganhar alguma coisa com MMN, certamente não encararia a proposta do rapaz, porque ele está atestando que não adianta trabalhar porque não há resultados. Releia o seguinte trecho: <em>(&#8230;) as empresas que trabalho são sérias, mas claro que não há resultados, (&#8230;)</em>. Ou seja: não importa a seriedade das empresas com que ele trabalha, porque não há resultados mesmo.</p>
<p>Correndo o risco de tornar-me repetitivo encerro este texto com um conselho já tradicional: se quiser aprender Português, leia muito. Mas não adianta ler <em>e-mails</em> e mensagens instantâneas escritos por retardados ou semi-analfabetos: há que se ler publicações produzidas dentro da norma culta da Língua Portuguesa, que costumam ensinar &#8212; além de ortografia &#8212; a pensar.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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