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	<title>Curso Gratuito de Português &#187; Regionalismos</title>
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	<description>Descobrindo o prazer de aprender</description>
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		<title>Expressões Portoalegrenses</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Nov 2006 19:45:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof Janio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vocabulário]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Regionalismos]]></category>

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		<description><![CDATA[Toda cidade tem um jeito, uma forma peculiar de falar. São expressões que marcam o lugar e acabam se tornando uma espécie de “dialeto” daquele grupo social. E os porto-alegrenses têm um jeito muito especial de se comunicar. Confira aqui algumas pérolas da cidade. A troco — como quem diz ” a troco de quê?”. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Toda cidade tem um jeito, uma forma peculiar de falar. São expressões que marcam o lugar e acabam se tornando uma espécie de “dialeto” daquele grupo social. E os porto-alegrenses têm um jeito muito especial de se comunicar. Confira aqui algumas pérolas da cidade.</p>
<p><span id="more-6"></span></p>
<ul>
<li>A troco — como quem diz ” a troco de quê?”. Algo como “porquê?”, “pra quê?”.</li>
<li>Alertar os gansos — Dar alarme sobre algo. Despertar a atenção indesejadamente.</li>
<li>Arregar — Ficar com medo.</li>
<li>Azar é do goleiro — Tipo “doa a quem doer”. “Não quero saber, não tô nem aí!”.</li>
<li>Baia — O mesmo que casa. Sendo baia a casa do cavalo, aqui virou casa de gente.</li>
<li>Baita — Baita é baita. É muito grande. O fulano é baita parceiro. A fulana é baita gostosa.</li>
<li>Balaqueiro — Indivíduo provido de pseudo-malandragem. Metido, cheio de onda. Enfeitado.</li>
<li>Bem nessas — Significa dizer “sim, isso mesmo, eu concordo contigo”.</li>
<li>Cacetinho — Aquele pão de 50g. Chamado de pão francês em outros rincões, aqui é cacetinho mesmo.</li>
<li>Cagando e andando — O cara que não tá se importando muito com determinada situação. Mesmo que seja difícil imaginar a cena. Eu <em>(o Ricardo)</em> acrescentaria “e chutando pros lados”.</li>
<li>Chinelão — Xingamento que designa indivíduo com pouca classe, desarrumado, sem muito traquejo social. E mais um pouco.</li>
<li>De cara — Chocado, surpreso e até mesmo magoado. Tudo junto. “Ô meu, o fulano tá de cara contigo!”. Também pode significar o sujeito que não está sob algum estado alterado de consciência.</li>
<li>De canto — Discretamente, sem chamar a atenção.</li>
<li>De rachar — Geralmente refere-se ao frio muito intenso. “Bah, hoje tá fazendo um frio de rachar os beiços”. Mas pode se referir aos efeitos do Sol. “Putz, um sol de rachar!” Rachar a cabeça, imagino.</li>
<li>E lambe os beiço <em>(assim mesmo, no singular)</em>— O mesmo que dizer: E dê-se por satisfeito!</li>
<li>Encher o buxo — Comer demasiadamente. Um pouco além do recomendado.</li>
<li>Escangalhado — Em estado lamentável. Esbodegado.</li>
<li>Faz a frente — O mesmo que “Faz a mão”. Quer dizer: Pô fulano, dá um jeito aí. Também pode ser: Vai, toma a iniciativa.</li>
<li>Fechou o pau — Estranho, mas quer dizer que aconteceu uma briga, uma confusão, um tumulto. Pode ser também “fechou a rosca”, ou ainda “fechou o tempo”.</li>
<li><!--adsense#160x600dir-->Findi — Forma apocopada para fim-de-semana. “Nesse findi eu vou pra Magistério”.</li>
<li>Gente-fina — Diz-se de indivíduo com qualidades e virtudes. Amigo, parceiro, “dus meu”.</li>
<li>Godô — Artimanha, despiste, desculpa esfarrapada. “O fulano me deu um godô”.</li>
<li>Guri de apartamento — diz-se do indivíduo sem muita malandragem, criado dentro de casa, mimado. Variação: guri de carpete.</li>
<li>Hugo — Onomatopéia típica para o vômito. “Bah, ontem cheguei em casa mamado e chamei o hugo”.</li>
<li>Indiada — Situação pouco agradável, programa indesejado. “Bah, o fulano me mete em cada indiada”.</li>
<li>Já era — Termo muito usado para indicar a finitude de uma situação. Algo que não volta mais. “Viajou, magrão, fez a cagada agora já era”.</li>
<li>Jóia — Legal, ou “tri legal”, bacana. Diz-se de pessoas ou coisas. “A fulaninha é bem jóia, né”.</li>
<li>Lagarteando — Diz-se do sujeito que está ao sol, aquecendo-se. “Hoje tá bom pra pegar um chimas e ir pra Redença, lagartear”.</li>
<li>Liga — Situação favorável, sorte. “Bah, dei uma baita liga”.</li>
<li>Lomba — Lomba é lomba, ora. Mas no resto do país é ladeira.</li>
<li>Me abri pra ti — Algo como: ” tu é o cara mesmo!”. Tirei o chapéu.</li>
<li>Mijada — O mesmo que bronca. “Minha chefe me deu uma mijada”.</li>
<li>Montar num porco — Ficar muito chateado com determinada situação. Ficar puto da cara.</li>
<li>Námor — Em Porto Alegre temos a mania de diminuir, carinhosamente, as palavras. Assim namorada vira námor, chimarrão vira chimas, Redenção é Redença e por aí vai.</li>
<li>Não caga nem desocupa a moita — Humm. Pois é. Expressão usada para o sujeito que não se decide. Não vai nem fica. Não anda nem desanda.</li>
<li>Não dá nada — Algo como: “não te preocupa, isso não vai nos trazer problemas futuros”. Ou simplesmente: “Não esquenta”.</li>
<li>Nicada — O mesmo que fazer amor, transar. Maneira chula de se referir ao ato sexual. “Tô loco pra dar uma nicada”.</li>
<li>O que é um peido pra quem tá cagado — Muito usada para justificar uma atitude inesperada para alguém em situação desfavorável, sobretudo financeiramente.</li>
<li>O que não mata engorda — Expressão muito usada quando se come algo de gosto ou aspecto duvidoso. Serve para acalmar a “vítima”.</li>
<li>O ó do borogodó — Essa expressão, com som tão agradável, é usada para dizer que certa coisa é ruim, “de última”, “o fim da picada”.</li>
<li>Pega-ratão — A UFRGS (diz-se úrguis) costuma usar muito em seus vestibulares. Apresenta uma questão relativamente fácil e os vestibulandos mocorongos acabam caindo. É uma armadilha, um embuste.</li>
<li><!--adsense#160x600dir-->Pra tu vê — Expressão usada para indicar a confirmação e/ou surpresa em determinada situação. “Me deu um pé na bunda. Pra tu vê como são as coisas”. Bom, talvez não seja bem isso.</li>
<li>Profi — Coisa de profissional. Especial mesmo. “Pô, esse site de Porto Alegre ficou profí!”.</li>
<li>Qualé o teu pastel? — Não é o balconista perguntando que sabor tu queres. Mas sim “qual é a tua?”. Uma interpelação brincalhona, mas nem sempre. Depende do tom.</li>
<li>Que tal? — Usada como saudação. Ao invés de dizer “oi, tudo bem?” se diz “ó, que tal?”. Também usada em tom elogioso “Mas que tal, hein!”.</li>
<li>Rateada — Ato de vacilar, fazer algo errado, cometer um deslize. “Bah, meu, que rateada!”.</li>
<li>Responsa — Forma diminuída de responsabilidade. “Olha a responsa!”, quando se chama a atenção do sujeito para o seu dever. Tem também o “na responsa”.Significa algo bem feito, caprichado. “Olha esse sanduba que fiz pra ti, na responsa.”</li>
<li>Revesgueio — No futebol quando se pega de mau jeito na bola. Também serve para olhar de canto do olho, de soslaio. “Tá me olhando de revesgueio”.</li>
<li>Sarna pra se coçar — Situação que poder gerar confusão. “Tu tá é procurando sarna pra se coçar”. Procurando encrenca, incomodação.</li>
<li>Se atacou das bicha — Diz-se da criatura que teve um “faniquito”. Se irritou com determinada situação.</li>
<li>Se escalar — Ato de tirar proveito da bondade alheia. “A pinta já foi se escalando pro churras.”</li>
<li>Tá bonito, tá ordeiro — Algo que está como deveria. Em pleno funcionamento. Numa boa.</li>
<li>Tabacudo — Sujeito abobado, mangolão, tanso.</li>
<li>Te liga — Usado para chamar a atenção do indivíduo. “Te liga, magrão”.</li>
<li>Um pé lá e outro cá — Advertência, geralmente usada pelas mães, para avisar a criatura para não se demorar, porque senão vai ter.</li>
<li>Vai que é um Dodge — Diz -se de algo que vai muito bem, que dá certo. Vai que é uma beleza.</li>
<li>Varzeano — Adjetivo pejorativo para suburbano, quase um chinelão. De origem futebolística, provavelmente.</li>
<li>Velho do Saco — Ser folclórico do imaginário coletivo. Muito usado no lugar do bicho-papão para “incentivar” uma criança a fazer algo. “Pare de incomodar senão eu te entrego pro velho do saco”. Hoje algumas mães já usam a Nazaré, da novela das oito, com o mesmo efeito.</li>
</ul>
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